Agro
Capacitação da Emater Orienta Produtores Gaúchos sobre Boas Práticas na Colheita da Uva
O mês de janeiro marca o auge da colheita da uva no Rio Grande do Sul, período crucial tanto para o consumo in natura quanto para a produção industrial de vinhos e sucos. Mais do que o manejo adequado durante o ciclo da cultura, os cuidados nas etapas de pré-colheita, colheita e pós-colheita são determinantes para assegurar a qualidade final da fruta e dos derivados, como destacam técnicos da Emater/RS-Ascar.
Segundo o extensionista rural Wilmar Wruch Leitzke, os parreirais da safra atual apresentam alta produtividade, reflexo de um manejo bem conduzido em busca de equilíbrio entre quantidade e qualidade. No entanto, ele ressalta que o cuidado não termina no campo.
“É essencial manter a atenção também durante a colheita e nas etapas seguintes. Pequenas falhas nesse processo podem comprometer a qualidade final do produto”, explica Leitzke.
Cor e teor de açúcar definem o ponto ideal de colheita
Entre os critérios de avaliação da uva, a coloração dos grãos e o teor de açúcar são os principais indicadores de maturação. Esses fatores influenciam diretamente o teor alcoólico, a qualidade sensorial e a durabilidade dos vinhos.
“O ponto correto de maturação deve ser verificado com atenção, considerando tanto a coloração típica da variedade quanto o grau de açúcar presente na fruta”, destaca o extensionista.
Processos na cantina asseguram estabilidade e qualidade dos vinhos
Após a colheita, os cuidados continuam na cantina. De acordo com Leitzke, a análise do teor de açúcar orienta ajustes no mosto e o uso de metabissulfito, que auxilia no controle microbiológico. Além disso, a aplicação de leveduras selecionadas garante uma fermentação mais segura, resultando em vinhos mais estáveis e de maior qualidade.
“Esses procedimentos reduzem o risco de defeitos e contribuem para um produto final mais qualificado”, reforça o técnico da Emater.
Capacitação reforça boas práticas e técnicas de vinificação
Essas orientações foram aplicadas em uma capacitação promovida pela Emater/RS-Ascar Regional de Passo Fundo, realizada no dia 20 de janeiro, na propriedade do agricultor Jair Anastácio Ferreira, em Cacique Doble (RS).
A atividade foi conduzida pelos extensionistas Wilmar Wruch Leitzke, Amauri Pivoto e Rafael Mignoni, com a participação do gerente regional Josmar Freitas Veloso, e reuniu novos profissionais das áreas técnica e social.
Durante o treinamento, foram abordadas todas as etapas essenciais da produção de vinhos, desde a avaliação do grau Brix das uvas até o processo de desengace, moagem, aplicação de metabissulfito e leveduras, além de cuidados com temperatura e higiene na cantina.
Leitzke também ressaltou a importância das boas práticas de manipulação, do fluxo interno de produção, e do monitoramento das fermentações alcoólica e malolática, com destaque para as trasfegas e controles de qualidade em cada fase.
Planejamento visa fortalecer a agroindustrialização e a renda no campo
A capacitação integra o planejamento estratégico da Emater/RS-Ascar Regional de Passo Fundo para 2026, com foco em qualificação dos processos produtivos, diversificação, sucessão rural e agregação de valor ao produto agrícola.
O objetivo é ampliar a geração de renda, encurtar cadeias produtivas e aproximar produtores e consumidores, promovendo sustentabilidade e competitividade no setor vitivinícola gaúcho.
“A qualidade do vinho começa no parreiral, mas se consolida com manejo adequado na colheita e processos bem conduzidos na cantina. Quando essas etapas são respeitadas, o resultado é um produto de maior valor e aceitação no mercado”, conclui Leitzke.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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