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China ajusta compras de soja e impõe cotas à carne brasileira, elevando alerta para o agro

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A relação comercial do Brasil com a China deve passar por ajustes relevantes em 2026, tanto no mercado de grãos quanto no de proteínas animais. Segundo especialistas do setor, a participação chinesa nos embarques brasileiros de soja tende a recuar para cerca de 70% no próximo ano, abaixo do patamar excepcional registrado em 2025, ao mesmo tempo em que medidas de proteção comercial adotadas por Pequim para a carne bovina acendem um sinal de alerta no mercado pecuário.

No caso da soja, a mudança é atribuída a uma recomposição do fluxo global de comércio após acordos firmados entre a China e os Estados Unidos. Analistas apontam que as compras chinesas do produto norte-americano voltaram a ganhar consistência e devem se manter ao longo das próximas temporadas, reduzindo a concentração das importações em um único fornecedor. A avaliação é de que 2025 foi um ano atípico, marcado por tensões geopolíticas que levaram o Brasil a responder por uma fatia excepcionalmente elevada das importações chinesas.

Apesar disso, a expectativa é de que a China continue sendo, de longe, o principal destino da soja brasileira. Mesmo com a perda de participação relativa, ao menos 70% das exportações do grão devem seguir para o mercado chinês em 2026, volume compatível com a média histórica recente. Especialistas destacam que a entrada da nova safra tende a devolver competitividade ao produto brasileiro, ainda que contratos de fornecimento de soja norte-americana em períodos sobrepostos possam pressionar prêmios de exportação no curto prazo.

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No mercado de carne bovina, o cenário também exige atenção. Uma semana após a entrada em vigor das cotas tarifárias impostas pela China às importações, os preços internos no Brasil seguem estáveis, sem impactos diretos aparentes. Ainda assim, operadores avaliam que há risco de uma antecipação de embarques ao longo do ano, como forma de aproveitar os volumes dentro da cota antes da incidência de tarifas adicionais.

As regras estabelecem um limite anual de pouco mais de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil, com sobretaxa significativa sobre os volumes que excederem esse teto. Hoje, a carne brasileira já enfrenta uma tarifa de entrada, que se tornaria substancialmente mais elevada fora da cota, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade econômica desses embarques. Segundo analistas, caso haja uma corrida por entregas antecipadas, esse volume pode ser atingido antes do último trimestre do ano.

A leitura predominante no mercado é de cautela. Os negócios seguem ocorrendo dentro da normalidade, enquanto compradores e exportadores aguardam maior clareza sobre os critérios de distribuição da cota ao longo do ano. A experiência de outros regimes de cotas internacionais indica que, sem regras bem definidas, o mercado tende a concentrar embarques nos primeiros meses.

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O bom desempenho das exportações de carne bovina em 2025, que bateram recorde com forte participação da China, reforça a importância do tema. Especialistas alertam que a elevada dependência do mercado chinês, embora positiva em termos de volume e preços, aumenta a exposição do setor a mudanças de política comercial. Nesse contexto, ganha força a avaliação de que o Brasil precisará acelerar a diversificação de destinos e ampliar alternativas de escoamento para reduzir riscos em um cenário global cada vez mais volátil.

Fonte: Pensar Agro

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Genética bovina pode aumentar produção de leite em até 9,2% e reduzir emissões de metano, aponta estudo

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No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, pesquisas reforçam o papel estratégico da genética no desenvolvimento de uma pecuária leiteira mais eficiente, rentável e sustentável. Estudos recentes indicam que a seleção genética pode elevar a produção de leite em até 9,2%, além de reduzir em 12,7% a intensidade das emissões de metano, contribuindo para a mitigação dos impactos ambientais da atividade.

O avanço da genética ocorre em um momento importante para o setor. Em 2025, o Brasil registrou a maior captação de leite de sua história, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária. O cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias capazes de aumentar a produtividade sem ampliar proporcionalmente o uso de recursos naturais.

Rebanhos mais eficientes impulsionam produtividade

Estudos conduzidos pela Zoetis demonstram que animais geneticamente superiores apresentam maior capacidade produtiva mesmo em condições de estresse térmico, além de melhor eficiência alimentar e menor intensidade de emissão de gases de efeito estufa ao longo da vida produtiva.

Os resultados apontaram benefícios expressivos para os sistemas de produção leiteira:

  • Aumento médio de 9,2% na produção de leite;
  • Redução de 18,1% na taxa de reposição dos rebanhos;
  • Diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano;
  • Redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio associada à produção.

Segundo Henrique Hooper, coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil, a genética tem ampliado a capacidade dos produtores de tomar decisões mais precisas dentro das propriedades.

“A utilização de informações genéticas permite identificar animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar e maior capacidade de adaptação aos desafios climáticos. Isso acelera o melhoramento genético e contribui para a formação de rebanhos mais eficientes e sustentáveis”, destaca.

Sustentabilidade passa a integrar a seleção genética

Os indicadores ambientais utilizados nas pesquisas foram desenvolvidos a partir do modelo científico RuFaS (Ruminant Farm System), reconhecido internacionalmente para avaliação da sustentabilidade na pecuária.

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A metodologia foi incorporada à atualização do Clarifide Dairy Plus, solução genética da Zoetis que utiliza o índice econômico DWP$ (Dairy Wellness Profit Index). A ferramenta considera características ligadas à produção e qualidade do leite, fertilidade, nutrição de precisão, bem-estar animal e uso racional de antibióticos para avaliar o potencial de rentabilidade dos animais.

Com a atualização mais recente, passaram a ser incorporadas também avaliações relacionadas à eficiência alimentar e à resiliência ao calor, ampliando a capacidade de seleção de animais mais adaptados às condições futuras de produção.

Resiliência ao calor ganha importância na pecuária leiteira

O aumento das temperaturas e a maior frequência de eventos climáticos extremos têm colocado a adaptação dos rebanhos entre as prioridades da cadeia produtiva do leite.

Nesse contexto, a genética surge como uma ferramenta importante para identificar animais capazes de manter produtividade, fertilidade e saúde mesmo sob condições de estresse térmico.

Os estudos desenvolvidos pela companhia permitem diferenciar indivíduos mais adaptados dentro do mesmo rebanho, utilizando indicadores relacionados à temperatura, umidade e impacto climático sobre a produção.

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Eficiência alimentar reduz custos e impactos ambientais

Outro fator cada vez mais valorizado na pecuária leiteira é a eficiência alimentar. Animais geneticamente mais eficientes conseguem converter melhor os nutrientes consumidos em produção de leite, reduzindo desperdícios e melhorando o aproveitamento dos recursos nutricionais.

Além da redução dos custos de produção, essa característica contribui para diminuir a pegada ambiental da atividade, reduzindo a emissão de gases por litro de leite produzido.

Tecnologia genética apoia decisões mais precisas no campo

Para transformar dados em decisões práticas, ferramentas genômicas vêm sendo utilizadas para identificar animais mais produtivos, saudáveis e adaptados às condições de cada sistema produtivo.

Entre as soluções disponíveis está o Clarifide Dairy Plus, plataforma que realiza avaliações genômicas de bovinos das raças Holandesa e Jersey, permitindo identificar fatores de risco genético associados a doenças de importância econômica, além de características relacionadas à produtividade, bem-estar animal, eficiência alimentar e adaptação climática.

Com a integração entre genética, ciência e tecnologia, a tendência é que a pecuária leiteira brasileira avance na construção de sistemas mais competitivos, sustentáveis e preparados para atender às exigências dos mercados e dos consumidores nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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