Brasil
Ceará recebe mais de R$ 760 milhões para obras em rodovias federais
O ministro dos Transportes, George Santoro, acompanhou nesta sexta-feira (15) o avanço das obras de duplicação da BR-116 entre Pacajus e Boqueirão do Cesário, no Ceará. O projeto contempla 58,4 quilômetros divididos em três lotes, com aporte previsto de R$ 710 milhões. Um dos principais eixos viários do país, a rodovia liga Fortaleza (CE) a Jaguarão (RS), na fronteira com o Uruguai. Em território cearense, possui 548 quilômetros e funciona como um dos mais importantes corredores logísticos, tanto para turistas quanto para cargas que precisam chegar ou sair do estado.
“A BR-116 é o maior corredor logístico do Brasil, é uma intervenção robusta e aguardada há muito tempo pela população. Com os investimentos garantidos pelo presidente Lula, por meio do PAC, as entregas devem começar em breve garantindo proteção viária e mobilidade para a região”, pontuou o chefe da pasta.
A primeira etapa, entre Pacajus e Chorozinho, possui 22,1 quilômetros e conta com investimento de R$ 289,1 milhões do Governo do Brasil. Os serviços começaram em fevereiro e já alcançam 20% de execução. A previsão é entregar os primeiros 5 quilômetros até julho de 2026.
“O nosso compromisso é acelerar os serviços, para que o Ceará avance mais rápido nessas obras. Vamos fortalecer a infraestrutura da rodovia e proporcionar mais conforto aos motoristas”, concluiu Santoro.
Principal porta de entrada terrestre do estado, a BR-116 é essencial para a ligação entre as regiões Nordeste e Sul do país. A duplicação atende principalmente aos setores comercial, industrial e turístico do Ceará. A melhoria deve reduzir custos de transporte, diminuir engarrafamentos e aumentar a segurança e o conforto dos usuários.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas, ressaltou que o projeto é fundamental para o desenvolvimento econômico e para as famílias cearenses, que precisam se deslocar entre a capital e o interior.
“Nosso sonho é ver a BR-116 totalmente duplicada, cruzando o Ceará de ponta a ponta. É por isso que estamos trabalhando no curto prazo, planejando o médio e o longo prazo, para garantir mais segurança para a população”, afirmou.
O empreendimento passou por duas licitações sem sucesso entre 2016 e 2022, mas, após esforços do Ministério dos Transportes desde 2023, o projeto saiu do papel e avança para melhorar a mobilidade de moradores e visitantes que utilizam a rodovia para acessar o litoral e outros destinos cearenses.
Além do asfalto
Muitos trabalhadores deixam a família e a rotina para dar forma às obras que mudam o dia a dia de quem passa pela rodovia. Weskley Galvão saiu do Rio Grande do Norte para atuar em uma das intervenções mais aguardadas do trecho. Para ele, o serviço vai além da construção civil: exige técnica, atenção e compromisso com a segurança.
Progresso em cada quilômetro
Ainda no Ceará, George Santoro assinou a ordem de serviço para o início das obras de manutenção e recuperação das rodovias BR-402 e BR-403. As intervenções receberão investimentos de R$ 51 milhões em 160,9 quilômetros entre os municípios de Umirim, Marco, Acaraú e Cruz.
“Essa ordem de serviço marca o início de uma recuperação aguardada há muito tempo, são rodovias estratégicas para a expansão econômica da região e para o acesso ao litoral cearense. Essas obras vão garantir melhores condições de tráfego”, ressaltou o ministro.
As duas estradas são fundamentais para a região do Litoral Leste do estado e beneficiam diretamente a movimentação de viajantes e a produção local, especialmente os segmentos de frutas e pescado. A revitalização melhora a mobilidade de 21 municípios: Umirim, Uruburetama, Itapajé, Tururu, São Luís do Curu, Pentecoste, São Gonçalo do Amarante, Trairi, Acaraú, Barroquinha, Bela Cruz, Camocim, Chaval, Cruz, Granja, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Marco, Martinópole, Morrinhos e Uruoca.
Investimentos em alta
O trabalho do Ministério dos Transportes no Ceará nos últimos três anos proporcionou um crescimento expressivo nos investimentos aplicados no estado. Os valores passaram de R$ 208 milhões em 2022 para R$ 598 milhões em 2026, o que representa aumento de aproximadamente 187,5% no período.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura
O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises.
Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.
O que é precipitação?
Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.
Indicadores
Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.
A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.
Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.
Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura
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