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Agro

Ceará lança programa para revitalizar a produção de algodão e apoiar produtores rurais

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Retomada do algodão ganha destaque em políticas estaduais

A produção de algodão no Ceará volta a ser foco de políticas de desenvolvimento produtivo. A Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará anunciou o lançamento do Programa Estadual de Fortalecimento e Revitalização da Cotonicultura, com atuação conjunta de órgãos estaduais, federais e entidades do setor.

O objetivo da iniciativa é estimular a retomada do cultivo, ampliar a base produtiva e criar condições para o fortalecimento da cadeia algodoeira no estado.

Parceria entre órgãos públicos e entidades do setor

O programa reúne esforços da Casa Civil, Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Associação dos Produtores de Algodão do Ceará (Apace) e Ministério da Agricultura e Pecuária.

A atuação integrada visa garantir assistência técnica, transferência de tecnologia e gestão estruturada da cadeia, promovendo maior eficiência e sustentabilidade para os produtores.

Municípios contemplados e alcance regional

As ações do programa abrangem municípios das regiões dos Inhamuns, como Tauá, Parambu, Arneiroz, Aiuaba, Quiterianópolis, Novo Oriente, Pedra Branca, Catarina e Independência.

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Também participam localidades vinculadas à Associação dos Produtores de Algodão do Ceará, incluindo Iguatu, Quixeramobim, Jaguaruana, Ocara, Itatira, Quixadá, Acopiara, Morada Nova e Caucaia.

Distribuição de sementes e suporte técnico aos produtores

Entre as medidas previstas estão:

  • Distribuição de sementes certificadas;
  • Transferência de tecnologia agrícola;
  • Suporte técnico especializado aos produtores.

O programa busca promover a produção local, fortalecer a cadeia produtiva do algodão e integrar pesquisa, assistência técnica e gestão pública, contribuindo para o desenvolvimento econômico das regiões envolvidas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conectividade no campo cresce 15% e acelera avanço da agricultura digital no Brasil

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A conectividade no campo brasileiro avançou de forma expressiva nos últimos anos e já se consolida como um dos principais pilares da transformação digital do agronegócio. Dados da Anatel e do Ministério das Comunicações mostram que 82,8% dos municípios brasileiros registraram melhora nos indicadores de conectividade no último ano, refletindo diretamente no ambiente rural.

Nas áreas agrícolas, o crescimento também chama atenção. Levantamento realizado pela ConectarAGRO em parceria com a Universidade Federal de Viçosa aponta que a área agricultável conectada no Brasil saltou de 18,7% para 33,9% entre 2023 e 2025, avanço de aproximadamente 15 pontos percentuais.

O movimento acompanha a crescente demanda do setor por tecnologias como agricultura de precisão, sensores inteligentes, telemetria em tempo real e operação de máquinas autônomas.

Digitalização rural pode movimentar US$ 500 bilhões até 2030

A expansão da infraestrutura digital no campo ganhou ainda mais relevância diante das projeções internacionais para o setor. Estudo da McKinsey & Company estima que a conectividade rural poderá gerar impacto superior a US$ 500 bilhões no Produto Interno Bruto global até 2030.

Segundo o relatório, somente o mercado ligado à operação online de máquinas autônomas pode alcançar US$ 60 bilhões nos próximos anos, impulsionado pela automação agrícola e pela integração de dados em tempo real.

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Para especialistas do setor, a conectividade deixou de ser apenas suporte operacional e passou a ocupar papel estratégico na gestão das propriedades rurais.

Telemetria, drones e IA ampliam demanda por redes robustas

De acordo com Pedro Reinaldo, CEO da LOViZ, o avanço tecnológico no agro exige redes cada vez mais estáveis e de alta capacidade.

“O campo vive uma transformação acelerada, em que drones, irrigação inteligente, sensores IoT e sistemas de telemetria dependem de transmissão contínua de dados. Sem conectividade adequada, o produtor perde eficiência operacional e capacidade de tomada de decisão”, afirma o executivo.

A adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial também intensifica a necessidade de estabilidade de sinal, principalmente em propriedades que operam equipamentos autônomos e plataformas integradas de monitoramento.

Relevo e distância ainda desafiam expansão da conectividade rural

Apesar da evolução dos indicadores, a cobertura em áreas rurais ainda enfrenta obstáculos importantes. Regiões afastadas, propriedades extensas e topografias acidentadas dificultam a entrega de sinal estável pelas redes tradicionais de telecomunicações.

Nesse cenário, soluções personalizadas de conectividade vêm ganhando espaço no agronegócio. A LOViZ desenvolveu o sistema Agro Connect, voltado à implantação de redes adaptadas às características geográficas e operacionais de cada propriedade.

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Segundo a empresa, o objetivo é garantir baixa latência e estabilidade para aplicações ligadas à automação, sensores inteligentes e inteligência artificial no campo.

Internet no campo também melhora qualidade de vida e retenção de mão de obra

Além dos ganhos de produtividade, a expansão da banda larga rural também traz impactos sociais relevantes. O acesso à internet de alta performance melhora a comunicação, o acesso à educação e os serviços digitais nas propriedades rurais.

Especialistas destacam ainda que a conectividade contribui para retenção de talentos no campo, um dos desafios enfrentados atualmente pelo agronegócio brasileiro.

Com o avanço da agricultura digital, a expectativa do mercado é que a infraestrutura de conectividade se torne um diferencial competitivo decisivo para o setor nos próximos anos, sustentando o crescimento da automação, da inteligência operacional e da gestão baseada em dados no campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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