Política Nacional
CDH aprova criação do Prêmio Maria da Penha
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (11) a criação do Prêmio Maria da Penha para reconhecer pesquisadores que produzem estudos sobre a violência contra a mulher. A premiação será concedida anualmente no dia 7 de agosto pelo Senado Federal, contemplando até cinco pesquisadores que se destacaram por terem contribuído para o entendimento e combate à violência.
O PRS 113/2023, da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), recebeu voto favorável da relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). A proposta também será analisada pela Comissão Diretora do Senado e depois pelo Plenário.
O Prêmio Maria da Penha de Pesquisa sobre Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher com Perspectiva de Gênero e Raça ou Etnia faz parte das celebrações pela entrada em vigor da Lei Maria da Penha.
O objetivo é reconhecer e incentivar pesquisadores que produzem estudos, pesquisas, estatísticas ou outras informações relevantes sobre as causas, consequências e frequência da violência doméstica e familiar contra a mulher, sob a perspectiva de gênero e raça ou etnia.
Segundo Dorinha, o prêmio estimulará a produção de informações que poderão subsidiar a tomada de decisão, que deve ser amparada em evidências materiais expressas em estatísticas e em conhecimento acadêmico.
— O projeto de resolução dá vazão ao comando da Lei Maria da Penha que determina que a política pública de coibição daquela violência tenha como diretriz a promoção de estudos e pesquisas concernentes às causas, às consequências e à frequência da violência doméstica e familiar contra a mulher — declarou.
O prêmio
Os pesquisadores premiados ganharão diploma de reconhecimento e terão os trabalhos publicados nos canais oficiais do Senado. Além disso, receberão uma bolsa de incentivo para ser utilizada em atividades de pesquisa e divulgação científica. O valor será definido pelo conselho do prêmio.
Os trabalhos serão avaliados de acordo com critérios como relevância para o enfrentamento da violência, abordagem inovadora, metodologia rigorosa e ética e contribuição para o avanço do conhecimento na área.
A proposta também cria o Conselho do Prêmio Maria da Penha, que será responsável por coordenar o processo de avaliação dos trabalhos. Ele será composto por senadores indicados pelas bancadas partidárias, sendo presidido pela Procuradoria Especial da Mulher. O conselho será renovado a cada dois anos, permitida a recondução dos membros.
Já o edital com as regras do prêmio será elaborado por uma comissão especial de até dez integrantes constituída pelo conselho. A comissão deverá dar ampla publicidade ao edital, principalmente nas instituições de ensino e pesquisa. O projeto também prevê que o Senado arcará com as despesas do prêmio.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Em Oiapoque, Davi comemora possível exploração de petróleo na Margem Equatorial
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, participou de uma agenda oficial do governo federal nesta segunda (17) no município de Oiapoque (AP). Ele acompanhou o anúncio da Petrobras de que foram encontrados hidrocarbonetos na Margem Equatorial — área marítima que se estende do Amapá até o Rio Grande do Norte.
A descoberta pode resultar na exploração de gás e petróleo na região.
Davi participou, junto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de uma visita a um navio-sonda exploratório da Petrobras. Esse navio atua em águas profundas na costa amapaense.
— Nós sabemos que a riqueza do petróleo é transformadora para a vida das pessoas, sobretudo por meio dos recursos do fundo social, que vão para a educação pública e a saúde pública. Em nome do povo amapaense, em nome deste pedaço de chão, no extremo norte do Brasil, expresso nossos agradecimentos por enfrentarmos esse desafio — declarou Davi ao elogiar a Petrobras e agradecer o apoio do Poder Executivo às pesquisas que resultaram na descoberta.
Soberania
O presidente do Senado criticou “aqueles, de outros países, que insistem em querer tutelar o futuro do Brasil e o futuro dos brasileiros”.
— Nós dizemos, de uma vez por todas: deixem que nós, brasileiros, que lutamos pela defesa do nosso Brasil, que nós decidamos o que nós queremos do Brasil — disse ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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