Paraná
Casos confirmados de dengue chegam a 15,3 mil no Paraná
O boletim semanal da dengue divulgado nesta terça-feira (18) pela Secretaria de Estado da Saúde confirma 15.396 casos da doença no Paraná desde junho de 2018. São 1.892 casos a mais que na semana anterior.
Os casos autóctones, adquiridos no município de residência dos infectados, são a maioria: 14.961. Outros 435 foram adquiridos em outros estados e “importados” para o Paraná.
Setenta municípios estão em epidemia e sete aparecem pela primeira vez nesta relação – Capanema, Realeza, Rancho Alegre D´Oeste, Mandaguari, Jataizinho, Sertaneja e Palotina. Outros 59 estão em alerta para a dengue.
O Paraná registra 17 óbitos confirmados causados pela doença desde junho de 2018 até agora. São quase 76 mil notificações neste período nas 22 Regionais de saúde do Estado.
Ivana Belmonte, coordenadora de Vigilância Ambiental da secretaria estadual da Saúde, alerta que a situação é grave e que com os índices elevados de infestação é necessário fazer uma busca minuciosa em todos os terrenos e quintais.
Além de eliminar os criadouros que se formam em recipientes mais visíveis com água parada, como pratos de vasos de plantas, ralos descobertos e pneus velhos, é preciso ter atenção com locais menos visíveis. “Telhados, antenas de TV, calhas, troncos ocos de árvores e caixas de água também devem ser vistoriados. O mosquito vai em busca de recipientes com água ou lixo acumulados”, reforça a coordenadora.
A secretaria segue apoiando os municípios nas ações de orientação e de busca ativa por focos e criadouros.
Paraná
Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado
O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.
O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.
“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.
Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.
A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.
Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.
ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.
A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.
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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.
Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.
Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15
Fonte: Governo PR
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