Paraná
Casa Militar mobiliza helicóptero e avião para transporte de órgãos para transplantes
As aeronaves da Casa Militar do Governo do Paraná garantiram, mais uma vez, a agilidade necessária para o transporte de órgãos para transplante. Em um trabalho integrado com a Central Estadual de Transplantes da Secretaria da Saúde, a equipe da Divisão de Transporte Aéreo saiu da base, em Curitiba, e foi até Umuarama, no Noroeste do Estado, para fazer a captação de um fígado, rins, valvas cardíacas e córneas que podem salvar novas vidas.
O avião Cessna Caravan decolou às 13h10 de Umuarama e chegou às 14h50 em Curitiba. Imediatamente, um helicóptero da frota estadual partiu até um hospital na Região Metropolitana de Curitiba, local da cirurgia de transplante de fígado em um paciente. A operação desde o Aeroporto do Bacacheri até o hospital levou cerca de 15 minutos.
“Os órgãos, principalmente os mais importantes, têm um tempo de isquemia bastante baixo, que é o período em que ele pode ficar sem o bombeamento de sangue. Para o fígado, desde que é interrompido o fluxo sanguíneo do paciente doador, o tempo de isquemia é de apenas 8 horas, então ele precisa estar reimplantado dentro desse prazo”, explica o capitão Ricardo Hoffmann, da Divisão de Transporte Aéreo da Casa Militar.
“Se não tivéssemos os aviões transportando os órgãos e encurtando a distância do Interior do Paraná com a Capital, ou no processo inverso, muito provavelmente esses órgãos não teriam viabilidade para serem transplantados nos paranaenses”, ressaltou o capitão Hoffmann.
Além do fígado, os rins foram levados de carro até a Central de Transplantes, aguardando um segundo exame de compatibilidade, que deve sair por volta das 23 horas desta terça. Valvas cardíacas e córneas foram encaminhadas para o banco de tecidos, onde será feito o processamento e posterior distribuição aos receptores.
REFERÊNCIA – Graças a essa integração e ao trabalho de conscientização feito pela Secretaria da Saúde, o Paraná se tornou referência nacional em doações efetivas de órgãos. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o Estado tinha, até dezembro do ano passado, a menor taxa de recusa familiar no Brasil, com 28%, enquanto a média nacional é de 43%.
No ano passado, a Central Estadual de Transplantes recebeu 1.213 notificações, com 486 doações efetivas de órgãos e tecidos. Em janeiro deste ano, já foram 91 notificações e 38 doações efetivas no Estado.
Já as aeronaves da Casa Militar somaram 349 horas de voo em 2023 para o transporte de órgãos. Foram 137 missões e 211 transportados no ano passado. Somente em janeiro deste ano, houve 46 horas de voo, que atenderam 16 missões e transportaram 29 órgãos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Saúde alerta para importância da imunização contra a coqueluche em crianças e gestantes
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) alerta para a importância da vacinação contra a coqueluche, em especial em gestantes e crianças menores de cinco anos. O índice de cobertura vacinal definido no Plano Nacional de Imunização (PNI) é de 95%. No Paraná, a pentavalente, que tem aplicação em três doses entre os dois e seis meses de vida, registrou 92,92% de cobertura em 2025. A DTP, que é o reforço da vacinação, tem cobertura de 87,45%. Já a dTpa, que deve ser aplicada nas gestantes a partir da 20ª semana de gestação, está com cobertura de 65,85%.
“São vacinas que há anos estão disponíveis pelo SUS e têm contribuído para prevenir a doença e reduzir a mortalidade infantil. Fazemos um apelo para que os responsáveis levem as crianças para vacinar, em especial para as doses de reforço, que estão com adesão mais baixa. E reforçamos o pedido para que as grávidas se imunizem. Isso fará bem para elas, para seguirem saudáveis no período de gestação e também protegendo os bebês”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto.
Em 2024, o Brasil teve um aumento significativo dos casos de coqueluche. No Paraná, foram registrados 2.819 casos com cinco óbitos. Dos casos registrados, 548 foram crianças abaixo dos cinco anos de idade. Dados preliminares de 2025, apontam para uma redução nos casos – até o momento foram 299 casos da doença, sem óbitos.
A coqueluche é uma doença cíclica, podendo ter aumento de casos em intervalos de três a cinco anos, o que reforça a importância da vigilância contínua e do fortalecimento das ações de imunização. A vacina está disponível gratuitamente nas mais de 1.850 salas de vacinação em todo o Estado.
ESQUEMA VACINAL – Para as crianças é recomendada a vacina pentavalente, com três doses. As aplicações ocorrem aos dois, três e seis meses de vida. É preciso ainda dois reforços com a vacina DTP – contra difteria, tétano e coqueluche –, aos 15 meses e aos quatro anos de idade.
Já para as gestantes, a indicação é a vacina dTpa – versão acelular da vacina contra difteria, tétano e coqueluche – a partir da 20ª semana de gestação. A imunização deve ocorrer a cada gestação com o objetivo de fornecer proteção para os recém-nascidos antes de terem idade para receber as doses da pentavalente.
SINTOMAS – A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis e ocasiona infecção respiratória altamente contagiosa. Em determinados casos, pode ocorrer complicações graves, especialmente em crianças menores de seis meses.
Os sintomas são parecidos com o de um resfriado comum, com coriza, tosse seca e febre baixa. Mas a doença pode evoluir para casos mais graves, provocando vômitos, tosse intensa, podendo chegar até a uma parada respiratória.
TRANSMISSÃO E PREVENÇÃO – A coqueluche é transmitida pelas gotículas de saliva liberadas ao tossir, espirrar ou falar, sendo altamente contagiosa. A transmissão ocorre pelo contato próximo e o infectado pode contaminar até 17 pessoas.
O período de contágio começa próximo ao quinto dia após a contaminação e pode durar até a terceira semana de tosse intensa. Ele se encerra após tratamento com antibióticos.
A vacinação é a principal forma de prevenção da doença, além de ações de higiene, como lavar as mãos e evitar o contato com pessoas doentes. Os pacientes contaminados devem ficar em casa, usar máscara para evitar novos contágios.
Fonte: Governo PR
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