Brasil
Caravanas da Inovação Portuária encerram programação com consolidação de propostas e diretrizes em Paranaguá
Após a realização da 7ª edição das Caravanas da Inovação Portuária, ocorrida nos dias 5 e 6, equipes técnicas do Ministério de Portos e Aeroportos e do Cinov, comissão de inovação da Portos do Paraná, se reuniram nesta quinta-feira (7) para consolidar os principais pontos debatidos durante os dois dias de ciclos de debates. O encontro marcou o encerramento das atividades da caravana e reforçou a importância da construção coletiva para o fortalecimento da cultura de inovação no setor portuário.
Durante o encontro, representantes das instituições revisitam os conteúdos apresentados durante palestras, painéis e discussões técnicas para reunir percepções, aprendizados e propostas construídas coletivamente. O objetivo é refletir sobre os desafios e oportunidades do ecossistema local, considerando as contribuições apresentadas por especialistas, gestores, comunidade portuária e setor produtivo.
Os resultados desses debates são chamados de “riquezas” das caravanas, também definidos como conjunto de propostas, diretrizes e percepções construídas coletivamente para orientar o desenvolvimento da inovação e das ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) nos portos brasileiros. As riquezas representam os aprendizados compartilhados ao longo do encontro e ajudam a identificar caminhos para fortalecer a colaboração entre os diferentes atores envolvidos no setor.
Para Tetsu Koike, diretor de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, a reunião de encerramento é uma etapa fundamental do processo. Segundo ele, esse momento permite que os participantes reflitam sobre o futuro da inovação nos portos e sobre formas de ampliar a cooperação entre instituições, empresas e comunidades envolvidas.
“Esse processo que se finaliza com a reunião após os painéis vem justamente para permitir aos atores envolvidos refletirem sobre o futuro da inovação no porto e sobre como melhorar a colaboração e o desenvolvimento de ações efetivas e concretas, fortalecendo o ecossistema local de inovação”, destacou Tetsu Koike
Integrantes do Comitê de Inovação da Portos do Paraná também ressaltaram a relevância do encontro para consolidar os conteúdos apresentados durante a caravana e transformar os debates em diretrizes práticas para o setor.
“A troca de experiências e o alinhamento entre diferentes instituições foram apontados como pontos centrais para ampliar a cultura de inovação e fortalecer o ambiente portuário regional”, finalizou o coordenador de Monitoramento e Qualidade da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Vader Zuliane Braga.
Primeiro ciclo de debates
A 7ª edição das Caravanas da Inovação Portuária, primeira do ano, reuniu especialistas, representantes do setor público, iniciativa privada, pesquisadores e comunidade portuária em uma programação voltada ao debate sobre modernização, sustentabilidade e transformação tecnológica nos portos brasileiros.
O porto de Paranaguá foi palco da primeira edição das Caravanas de 2026. O primeiro dia de evento contou com visitas às instalações do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e apresentações institucionais dentro da área portuária. Participantes também conheceram as obras do Moegão e o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências do terminal, e acompanharam os avanços das iniciativas estratégicas
O segundo dia de evento foi dedicado à realização de painéis sobre tecnologia, sustentabilidade e proteção das crianças. Durante a programação também foram apresentados os principais eixos da Política Nacional de PD&I Portuária e do programa InovaPortos, vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos. A próxima edição do Caravanas da Inovação Portuária será realizada no dias 1º e 2 de julho, em Maceió.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Guias reúnem orientações para uso e gestão de equipamentos nas unidades básicas de saúde
Equipamentos como ultrassons portáteis, balanças digitais, desfibriladores externos automáticos (DEA) e aparelhos de raios X portátil ajudam no diagnóstico e acompanhamento dos usuários nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para que esses recursos sejam utilizados de forma segura dois novos guias técnicos reúnem orientações direcionadas tanto aos profissionais que utilizam esses equipamentos quanto aos gestores responsáveis pela organização dos serviços.
As publicações foram organizadas em duas versões complementares. A primeira, o Guia Prático: equipamentos clínicos e gerais – versão profissional é destinada aos profissionais da atenção primária e apresenta instruções detalhadas sobre indicação clínica, formas de utilização, cuidados de conservação e registro das informações no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS). A segunda, o Guia Prático : equipamentos clínicos e gerais – versão gestão, reúne orientações para administradores municipais e coordenadores de unidades de saúde sobre recebimento, instalação, manutenção, cadastro e monitoramento dos equipamentos ao longo de sua vida útil.
A proposta dos materiais é apoiar a organização do trabalho nas equipes e contribuir para que as tecnologias disponíveis nas unidades sejam incorporadas à rotina assistencial.
Foram previstos 170 mil equipamentos, organizados em 10 mil combos destinados a 10 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS). A composição dos equipamentos considera informações do Censo Nacional das UBS, realizado em 2024, que mapeou a capacidade instalada, os serviços ofertados e as condições de funcionamento das unidades.
Orientações para quem está na assistência
O guia voltado aos profissionais reúne recomendações para equipamentos utilizados no cotidiano da APS. Cada capítulo apresenta a finalidade do equipamento, as situações em que seu uso é indicado, orientações para posicionamento do paciente, medidas de segurança, formas corretas de registro no prontuário eletrônico e procedimentos de limpeza e conservação.
Um exemplo é o aparelho de raios X portátil, indicado especialmente para atendimentos domiciliares, instituições de longa permanência e localidades remotas ou de difícil acesso. O documento orienta que sua utilização seja restrita a profissionais habilitados, observando medidas de proteção radiológica e registrando todas as solicitações e exames realizados no prontuário eletrônico.
Gestão vai além da entrega dos equipamentos
A publicação destinada aos gestores dá recomendações para que as equipes verifiquem previamente as condições da infraestrutura física da unidade para recebimento dos equipamentos. Também orienta a definição de responsáveis pelo patrimônio, pela manutenção, pela infraestrutura tecnológica e pelo uso clínico dos aparelhos.
Outro aspecto abordado é a necessidade de incorporação patrimonial, cadastramento dos equipamentos nos sistemas oficiais, como o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, elaboração de protocolos locais de utilização, planejamento da manutenção preventiva e realização de treinamentos periódicos para as equipes. Segundo o guia, essas medidas ajudam a reduzir os períodos de ociosidade dos equipamentos, evitar interrupções nos atendimentos e prolongar a vida útil das tecnologias incorporadas às UBS.
Tenha acesso aos materiais:
Thaís Rodrigues
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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