Agro
Capal lança manual de boas práticas para fortalecer sustentabilidade e gestão rural
Capal apresenta Manual de Boas Práticas e Adequações para Estruturas Rurais
A Capal Cooperativa Agroindustrial lançou, no último mês, o Manual de Boas Práticas e Adequações para Estruturas Rurais, desenvolvido pelo Setor de Meio Ambiente da cooperativa. O material traz orientações detalhadas e ilustradas sobre boas práticas agropecuárias, gestão rural, adequação legal e conservação de solo e água.
Segundo a engenheira ambiental Ana Carla Rosgoski, responsável pela elaboração do documento:
“É um guia complementar que permite aos produtores consultar, a qualquer momento, as normas exigidas pelo protocolo da cooperativa e que devem ser implementadas em suas propriedades.”
Lançamento do manual durante evento do PCGR
O lançamento do manual ocorreu em um evento do Programa Capal de Gestão Rural (PCGR), ocasião em que 88 cooperados foram premiados por seu desempenho no ano. Cada participante recebeu certificado que atesta seu alinhamento com as práticas recomendadas e o nível de sustentabilidade de sua propriedade.
O PCGR, iniciado em 2022, realiza reuniões, auditorias e acompanhamentos ao longo do ano para incentivar produtividade e rentabilidade sustentáveis. O programa avalia os produtores em diferentes níveis de Agricultura Sustentável — nível 1, 2, bronze, prata e ouro — considerando critérios que vão desde gestão financeira e do solo até biodiversidade, emissões de gases de efeito estufa, saúde e segurança.
Diagnóstico e critérios de avaliação
Para o diagnóstico, são analisados 106 itens distribuídos em áreas como:
- Estabilidade financeira e gestão da propriedade
- Plantação, manejo do solo e nutrientes
- Uso de defensivos agrícolas e agroquímicos
- Gestão de resíduos e da água
- Biodiversidade e qualidade do ar
- Condições de trabalho, saúde, segurança e comunidade
- 5S rural e acesso ao mercado
Essa abordagem amplia a visão integrada da propriedade, promovendo sustentabilidade ambiental e eficiência produtiva.
Resultados alcançados em 2025
Em 2025, o programa apresentou resultados expressivos:
- Expansão da área de cultivo de cevada: 70% da cevada recebida pela cooperativa veio de participantes do PCGR.
- Aumento de propriedades certificadas com nível ouro: de 5 propriedades em 2024 para 13 em 2025, incluindo produtores no primeiro ano do programa.
- Participação dos cooperados: aumento de 37,5% no número de produtores envolvidos de 2024 para 2025.
Ana Carla destaca que esses resultados incentivam outros produtores a buscarem elevar seu nível de certificação e reforçam a possibilidade de expandir o programa para novas culturas, agregando ainda mais valor por meio de outras certificações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.
Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.
O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.
A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.
Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.
Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.
Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.
Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.
Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.
Fonte: Pensar Agro
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