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Capacitação do MJSP fortalece busca e resgate de vítimas em estruturas colapsadas

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Brasília, 30/09/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), lançou, nesta terça-feira (30), o Curso de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas. A formação é voltada a profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), especialmente bombeiros militares e agentes que atuam na linha de frente de operações de salvamento em situações críticas.

O objetivo principal do curso é capacitar profissionais para localizar, resgatar e prestar o atendimento inicial às vítimas em estruturas colapsadas, preservando vidas e reduzindo riscos.

A capacitação busca atender à crescente incidência de desastres em áreas urbanas, como desabamentos, explosões e colapsos estruturais, sendo imprescindível a preparação de profissionais de segurança pública para atuar em situações de crise e em ocorrências de alta complexidade. O conteúdo é fundamentado em diretrizes internacionais reconhecidas, como as do Grupo Consultivo de Busca e Resgate Urbano das Nações Unidas e do Sistema de Comando de Incidentes.

“A preparação adequada das equipes de busca e resgate pode representar a diferença entre a vida e a morte em muitos casos, reforçando a importância de investir em formação para a efetividade das ações de segurança pública e defesa civil”, destaca a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos.

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Metodologia

O curso será oferecido na modalidade de ensino à distância, estruturado em formato modular, com carga horária total de 60 h/a. A metodologia combina videoaulas, apostilas digitais, exercícios interativos, textos complementares, indicações de sites relevantes e vídeos temáticos, oferecendo uma experiência dinâmica e acessível.

A grade curricular é dividida em seis módulos temáticos, apresentados de forma progressiva e interativa:

I- Organização e Início da Resposta em Estruturas Colapsadas;

II- Considerações de Segurança;

III- Reconhecimento de Danos em Edificações;

IV- Estratégias para a Busca, Localização e Marcação de Vítima;

V- Técnicas de Resgate em Superfície;

VI- Manipulação Inicial do Paciente em Estruturas Colapsadas.

Ao final do curso, o participante terá condições de compreender os fundamentos do resgate em estruturas colapsadas; avaliar riscos e adotar protocolos de segurança adequados; aplicar técnicas de localização, estabilização e remoção de vítimas em construções em ruínas; utilizar corretamente equipamentos de proteção individual; e atuar de forma coordenada em equipes multidisciplinares.

Inscrições e certificação

As matrículas já estão disponíveis na Rede EaD Senasp. Para se inscrever, é necessário ter cadastro prévio na Plataforma Sinesp do MJSP. O curso pode ser concluído em até 60 dias. A certificação, concedida a quem atingir no mínimo 70 pontos de aproveitamento, poderá ser obtida a partir de 7 dias após a conclusão.

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Estruturas colapsadas

O termo se refere a construções — como prédios, casas, pontes ou viadutos — que desmoronaram total ou parcialmente, seja por causa de desastres naturais (terremotos, enchentes, deslizamentos), acidentes (explosões, incêndios, falhas de engenharia) ou até mesmo pela ação do tempo.

Quando uma estrutura entra em colapso, ela perde sua estabilidade e se transforma em um ambiente cheio de riscos, com escombros, paredes instáveis e partes danificadas que podem cair a qualquer momento. Nesse tipo de cenário, pessoas podem ficar presas, feridas ou soterradas, exigindo equipes especializadas de busca e resgate para atuar de forma rápida e segura.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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