Agro
“Caminho do Boi”: Agrodefesa e Seapa apresentam experiência interativa da pecuária na Goiás Genética 2025
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) apresentam o “Caminho do Boi” durante a 13ª edição da Goiás Genética, que acontece de 8 a 12 de setembro no Parque de Exposições Agropecuárias Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia.
O projeto proporciona uma experiência imersiva e educativa, permitindo ao público conhecer todas as etapas da bovinocultura goiana, desde a seleção genética até os produtos finais, e evidencia o papel da educação sanitária e das políticas públicas no fortalecimento da pecuária local em qualidade e competitividade.
Estações temáticas tornam visita interativa
A ação, coordenada pela Gerência de Educação Sanitária da Agrodefesa, conta com estações temáticas que abordam:
- Melhoramento genético
- Sanidade animal
- Bem-estar animal
- Inspeção e fiscalização
Produção de carne e outros produtos de origem animal
Na entrada, os visitantes recebem um “passaporte”, que pode ser carimbado em cada estação, completando o percurso da cadeia produtiva como uma missão interativa. O objetivo é tornar a experiência lúdica e educativa, aproximando o público do universo da pecuária de forma acessível.
Governo destaca importância da educação sanitária
Para o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o projeto reforça o papel do Estado em aproximar a sociedade da produção agropecuária.
“Iniciativas como o Caminho do Boi mostram de forma prática a atuação do governo na defesa agropecuária. Elas ajudam crianças, estudantes e visitantes a entender que cada etapa da produção impacta diretamente a qualidade dos produtos consumidos em Goiás. É a essência da educação sanitária: conectar a sociedade e valorizar a responsabilidade compartilhada entre governo e produtores”, afirma.
A gerente de Educação Sanitária da Agrodefesa, Telma Gonzaga, ressalta que o espaço é uma oportunidade de despertar o interesse das novas gerações.
“Queremos que crianças em excursões escolares, universitários e demais visitantes vejam de perto o caminho percorrido pelo boi e compreendam de forma simples como cada fase influencia na qualidade da carne. É um aprendizado que aproxima a população do trabalho da defesa agropecuária e reforça a importância de todos os setores envolvidos”, completa.
Goiás Genética: vitrine da ciência e da pecuária
A Goiás Genética é reconhecida nacionalmente como vitrine da ciência aplicada à pecuária, reunindo animais de alto padrão, julgamentos de raças, leilões, feira de negócios e palestras de especialistas.
Nesta edição, destacam-se:
- 18ª Exposição Nacional do Guzerá
- Julgamento da raça Tabapuã
- 5ª edição do Rancheiros Horse Show, voltado para a raça Quarto de Milha
O evento movimenta mais de R$ 1,2 milhão em negócios, com animais que podem ultrapassar uma tonelada e alcançar valores de mercado acima de R$ 1 milhão.
Com 22,7 milhões de cabeças de gado, Goiás representa 10,8% do rebanho nacional, reforçando seu protagonismo na pecuária brasileira e o impacto da ciência e tecnologia no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia
A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.
O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.
Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.
O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.
Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.
A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.
A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.
Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.
Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.
A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.
Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.
No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.
Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.
A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.
O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.
A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.
O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.
Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.
Fonte: Pensar Agro
-
Esportes6 dias agoPalmeiras perde para o Atlético-MG, mas mantém liderança no Brasileirão
-
Educação5 dias agoCarteira Nacional Docente do Brasil: saiba como emitir o documento
-
Esportes6 dias agoFlamengo domina, sai na frente, mas cede empate ao São Paulo no Maracanã
-
Paraná5 dias agoGaeco deflagra Operação Paralelo Infame para apurar crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo policial civil e particulares
-
Brasil5 dias agoEólica offshore: publicada metodologia de seleção de áreas ofertadas no país
-
Paraná5 dias agoMPPR ajuíza ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra vereadora de Matinhos e seu esposo, investigados pela prática de “rachadinha”
-
Economia5 dias agoDecreto presidencial promulga Acordo Mercosul-Singapura. Confira os manuais do MDIC
-
Paraná5 dias agoInventários extrajudiciais de pessoas incapazes, adolescentes e crianças e a atuação do MP nesses casos são tema desta edição
