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Café vive nova onda de volatilidade com queda nos estoques, tarifas dos EUA e incertezas climáticas

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Mercado internacional de café volta a operar em baixa

Os preços do café voltaram a registrar quedas nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (30), após uma sequência de fortes oscilações nos últimos dias. O movimento ocorre em meio ao monitoramento constante das condições climáticas nas regiões produtoras e dos efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro.

Na sessão anterior, o mercado havia operado em alta, impulsionado pela nova redução nos estoques certificados da ICE. Segundo dados do Barchart, os estoques de café arábica caíram para 446.475 sacas — o menor volume em um ano e meio —, enquanto os de robusta atingiram 6.111 lotes, o menor nível em mais de três meses.

Tarifas americanas impactam o setor e elevam preços ao consumidor

De acordo com informações da Reuters, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos tem causado prejuízos expressivos ao setor cafeeiro norte-americano. Importadores enfrentam cargas paradas nos portos, torrefadoras estão pagando taxas para cancelar entregas e os consumidores chegam a gastar até 40% a mais por sua tradicional xícara de café.

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Mesmo com a possível retirada da tarifa sobre o café brasileiro, analistas do Escritório Carvalhaes avaliam que a volatilidade deve permanecer. As incertezas climáticas que afetam a produção no Brasil e em outros países produtores, somadas aos baixos estoques globais, continuam sendo fatores determinantes para as oscilações nas cotações internacionais.

Oscilações refletem tensão entre oferta e demanda

De acordo com a consultoria StoneX, o mercado futuro de café tem registrado grande volatilidade nas bolsas de Nova Iorque e Londres. Entre os principais fatores estão a preocupação com o desenvolvimento da safra brasileira, a limitação da oferta de arábica e o risco de novas barreiras comerciais, inclusive contra a Colômbia, após o agravamento das relações comerciais com os EUA.

Na quinta-feira (23), as cotações chegaram a se aproximar das máximas históricas registradas em fevereiro deste ano, atingindo US¢ 437,95 por libra-peso, mas encerraram o dia em US¢ 410,15/lb — uma variação de quase 3 mil pontos entre mínima e máxima.

Desempenho recente nas bolsas de Nova Iorque e Londres

Na manhã desta quinta-feira (30), o café arábica operava em queda:

  • Dezembro/25: 385,15 cents/lbp (-555 pontos)
  • Março/26: 366,75 cents/lbp (-405 pontos)
  • Maio/26: 352,85 cents/lbp (-370 pontos)
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Já o café robusta apresentava variação mista:

  • Novembro/25: US$ 4.600/tonelada (+US$ 15)
  • Janeiro/26: US$ 4.578/tonelada (-US$ 32)
  • Março/26: US$ 4.497/tonelada (-US$ 27)

Segundo a StoneX, o contrato mais ativo em Nova Iorque encerrou a última semana com alta de 1,4%, cotado a US¢ 403,00/lb, enquanto em Londres o avanço foi de 0,4%, para US$ 4.571/tonelada. No câmbio, o real apresentou valorização de 0,4%, com o dólar fechando a R$ 5,39.

Perspectivas: volatilidade deve continuar

Especialistas avaliam que o mercado cafeeiro continuará reagindo a qualquer sinal de mudança nas condições climáticas e nas políticas comerciais. O quadro de oferta restrita e os baixos estoques mundiais devem sustentar um cenário de forte instabilidade nos preços, mesmo diante de possíveis ajustes nas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Restrições da União Europeia acendem alerta para reforço da defesa agropecuária brasileira

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As recentes restrições impostas pela União Europeia a estabelecimentos brasileiros exportadores de produtos de origem animal reacenderam o debate sobre a necessidade de fortalecer a estrutura de defesa agropecuária no Brasil. Na avaliação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), o episódio evidencia a importância de ampliar o quadro de Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs) e garantir recursos compatíveis com as exigências cada vez mais rigorosas do comércio internacional.

Segundo a entidade, os questionamentos relacionados aos controles sanitários, à rastreabilidade e ao monitoramento de resíduos já vinham sendo apontados em auditorias internacionais realizadas nos últimos anos. Por isso, o sindicato defende investimentos contínuos para preservar a credibilidade do sistema brasileiro de inspeção e certificação agropecuária.

Credibilidade sanitária é fundamental para manter mercados

Para o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, a presença do Brasil nos mercados mais exigentes do mundo foi construída com base na confiança internacional no sistema de defesa agropecuária nacional.

“O Brasil conquistou espaço nos mercados mais exigentes graças à credibilidade de seu sistema de fiscalização e certificação. Manter essa posição exige investimentos permanentes em auditoria, inspeção, rastreabilidade e controle sanitário”, afirma.

De acordo com a entidade, eventuais embargos ou restrições comerciais não estão relacionados à qualidade dos produtos brasileiros, amplamente reconhecida pelos compradores internacionais, mas à necessidade de comprovar continuamente a eficiência dos mecanismos oficiais de controle sanitário.

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Déficit de auditores preocupa setor

O sindicato alerta que a estrutura de defesa agropecuária enfrenta desafios históricos, especialmente relacionados à insuficiência de servidores e às limitações orçamentárias.

Na avaliação da entidade, a recomposição do quadro de Auditores Fiscais Federais Agropecuários é uma medida estratégica para garantir a capacidade operacional do sistema brasileiro de inspeção e atender às exigências dos parceiros comerciais.

Além disso, o Anffa Sindical considera essencial a existência de orçamento estável e previsível para assegurar a continuidade das ações de fiscalização, certificação e monitoramento sanitário em todo o país.

Perda de mercados gera impactos econômicos relevantes

O presidente da entidade destaca que os investimentos destinados à defesa agropecuária devem ser tratados como estratégicos para a economia nacional.

Segundo ele, o custo para recuperar a confiança de um mercado internacional após restrições comerciais é significativamente superior aos recursos necessários para manter uma estrutura robusta de fiscalização e controle.

“O investimento em defesa agropecuária protege mercados, preserva empregos e fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro”, ressalta.

Debate sobre fiscalização ganha força

Outro ponto destacado pelo sindicato é a discussão sobre a redução da participação do Estado nas atividades de fiscalização agropecuária.

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Enquanto alguns segmentos defendem modelos com menor presença da fiscalização oficial, os principais mercados importadores vêm ampliando as exigências relacionadas à certificação sanitária, rastreabilidade e auditorias independentes.

Para o Anffa Sindical, a confiança internacional nos produtos brasileiros está diretamente ligada à existência de controles oficiais sólidos, conduzidos por autoridades públicas com autonomia técnica e capacidade de fiscalização.

Defesa agropecuária é estratégica para o agronegócio

Na avaliação da entidade, o episódio envolvendo as restrições europeias reforça a necessidade de fortalecer o sistema nacional de defesa agropecuária para garantir a manutenção dos mercados já conquistados e abrir novas oportunidades comerciais.

O sindicato destaca que a modernização dos processos de fiscalização tem tornado os procedimentos mais digitais, eficientes e ágeis, sem comprometer o rigor dos controles sanitários.

Para o Anffa Sindical, a combinação entre fiscalização qualificada, rastreabilidade eficiente e certificação confiável continuará sendo um dos principais pilares para sustentar a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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