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Café mantém preços pressionados por estoques baixos e clima favorável à floração no Brasil

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Os preços do café seguem em forte volatilidade, registrando ganhos nas bolsas internacionais na manhã desta sexta-feira (26). Segundo análise do portal Bloomberg, a combinação de estoques reduzidos, condições climáticas e incertezas comerciais continua influenciando o mercado futuro.

Floração da safra 26/27 deve indicar potencial da próxima temporada

De acordo com Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, a floração da safra 26/27 já ocorreu nas regiões produtoras de Conilon no Brasil. Com a chegada de chuvas nas áreas de café arábica, a floração nessas regiões deve ocorrer nos próximos dias, possibilitando a primeira estimativa do potencial da próxima colheita.

Tarifas nos EUA afetam oferta global

As tarifas de 50% aplicadas às importações americanas de café brasileiro provocaram forte redução nos estoques da ICE, segundo dados do Barchart. Compradores nos Estados Unidos estão cancelando novos contratos de compra de grãos brasileiros, restringindo a oferta, já que aproximadamente um terço do café não torrado consumido nos EUA é proveniente do Brasil.

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Preços futuros registram ganhos expressivos

Por volta das 9h20 (horário de Brasília), o café arábica registrava:

  • Dezembro/25: 378,75 cents/lbp (+740 pontos)
  • Março/26: 359,10 cents/lbp (+765 pontos)
  • Maio/26: 345,70 cents/lbp (+795 pontos)
  • O café robusta também apresentou alta:
  • Novembro/25: US$ 4.246/tonelada (+US$ 152)
  • Janeiro/26: US$ 4.221/tonelada (+US$ 139)
  • Março/26: US$ 4.167/tonelada (+US$ 130)

A movimentação destaca a sensibilidade do mercado às condições climáticas no Brasil e às barreiras comerciais internacionais, reforçando a volatilidade nos contratos futuros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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