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Café inicia abril com volatilidade: arábica reage, mas robusta segue pressionado pela oferta

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O mercado de café encerrou o mês de março e iniciou abril com comportamentos distintos entre as variedades arábica e robusta, refletindo fatores como oferta global, câmbio, clima e expectativas para a safra brasileira. O cenário reforça a volatilidade das cotações e exige atenção redobrada por parte dos produtores e agentes do setor.

Arábica sobe em março sustentado por oferta limitada

De acordo com levantamentos do Cepea, o café arábica apresentou valorização ao longo de março, impulsionado pela oferta restrita e por incertezas no cenário geopolítico internacional.

Mesmo com projeções positivas para a safra 2026/27 no Brasil, a alta se manteve consistente. A colheita, que deve ganhar ritmo entre maio e junho, é aguardada com expectativa de forte produção, podendo marcar a primeira safra recorde após cinco temporadas impactadas por adversidades climáticas.

Robusta recua com avanço da oferta e proximidade da colheita

Em sentido oposto, o café robusta (conilon) registrou desvalorização durante boa parte de março. A maior disponibilidade da variedade e a proximidade da colheita contribuíram para pressionar os preços.

A entrada de novos volumes da safra 2026/27, prevista entre abril e maio, tende a manter o mercado ofertado no curto prazo, limitando reações mais consistentes nas cotações.

Bolsas internacionais começam abril com movimentos mistos

O início de abril foi marcado por oscilações nas principais bolsas internacionais.

Na Ice Futures US, o café arábica abriu em leve queda, refletindo um movimento de ajuste após as altas recentes. Já o robusta, negociado em Londres, iniciou o dia em alta, indicando tentativa de recuperação.

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Na sessão anterior, os contratos haviam avançado com força, sustentados pela valorização do real frente ao dólar, fator que reduz a competitividade das exportações brasileiras e tende a dar suporte às cotações externas.

Câmbio e estoques seguem no foco dos investidores

O comportamento do câmbio continua sendo determinante para o mercado de café. A valorização do real frente ao dólar reduz o interesse de venda por parte dos produtores brasileiros, contribuindo para sustentar os preços internacionais.

Além disso, dados recentes indicam leve recuo nos estoques certificados de arábica, mantendo a atenção dos agentes quanto à disponibilidade no curto prazo.

Mercado físico no Brasil apresenta ritmos diferentes

No mercado interno, o comportamento também é distinto entre as variedades.

Segundo o Escritório Carvalhaes:

  • O café arábica apresenta negociações mais lentas
  • O conilon mantém maior volume de comercialização
  • Há demanda ativa para diferentes padrões de qualidade

Esse cenário indica maior liquidez para o robusta, mesmo diante da pressão sobre os preços.

Clima no Sudeste segue no radar do produtor

As condições climáticas continuam influenciando o mercado. A previsão indica retorno das chuvas em áreas produtoras do Sudeste, especialmente em São Paulo e no sul de Minas Gerais.

O comportamento das chuvas pode impactar o desenvolvimento final das lavouras e a qualidade da safra, mantendo os produtores atentos às condições de campo.

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Café fecha março em alta, mas trimestre acumula queda

Na Ice Futures US, o café arábica encerrou a última sessão de março em alta, impulsionado por recuperação técnica e cobertura de posições vendidas.

Os contratos com vencimento em maio/2026 fecharam cotados a 298,35 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 2,0%. Já o contrato julho/2026 avançou 1,5%, encerrando a 290,80 centavos.

No acumulado de março, a alta foi de 6,3%. No entanto, no primeiro trimestre, o contrato registra queda de 10,5%, refletindo a pressão das expectativas de aumento da oferta.

Safra brasileira elevada pressiona cenário de médio prazo

A perspectiva para a produção brasileira segue positiva. A Cooxupé projeta receber cerca de 6,8 milhões de sacas na safra 2026, volume 12% superior ao da temporada anterior.

O bom desenvolvimento das lavouras reforça a expectativa de maior oferta, fator que tende a exercer pressão sobre os preços no médio prazo.

Mercado segue volátil e exige estratégia na comercialização

O cenário atual do mercado de café é marcado por forças opostas:

  • Suporte vindo do câmbio e dos estoques
  • Pressão estrutural da expectativa de safra maior
  • Diferenças de comportamento entre arábica e robusta

Diante desse ambiente, a comercialização exige planejamento e cautela por parte dos produtores, que precisam avaliar o momento de venda em meio a um mercado ainda instável e sensível a fatores externos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Federarroz entra no STF contra regras do crédito rural e questiona resoluções do CMN

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) como amicus curiae em uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A iniciativa tem como foco contribuir com o debate jurídico sobre a suspensão dos efeitos de resoluções recentes do Conselho Monetário Nacional (CMN) que impactam diretamente o acesso ao crédito rural.

No centro da discussão estão as Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, que alteraram dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR). As mudanças passaram a vigorar em 1º de abril deste ano e estabelecem restrições à concessão de financiamento para propriedades com área superior a quatro módulos fiscais, especialmente em casos de suposta supressão de vegetação nativa após 31 de julho de 2019.

De acordo com o diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, as novas exigências geram insegurança jurídica e podem comprometer o acesso dos produtores ao crédito. Segundo ele, a entidade busca demonstrar ao STF inconsistências na aplicação das normas, principalmente em regiões com características específicas, como o Bioma Pampa.

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Além da participação no processo, a Federarroz também solicitou audiência com o ministro Gilmar Mendes, relator da ação na Suprema Corte. O objetivo é apresentar argumentos técnicos e jurídicos que evidenciem os impactos das resoluções sobre a atividade agropecuária, especialmente para produtores gaúchos.

A movimentação reforça a preocupação do setor produtivo com o endurecimento das regras de financiamento rural e seus reflexos na produção agrícola, em um momento considerado estratégico para o planejamento das próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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