Agro
Cacau recua em Londres e Nova York com demanda enfraquecida e melhora nas lavouras da Costa do Marfim
Os contratos futuros do cacau registraram queda nesta terça-feira (2) nas bolsas internacionais, refletindo a preocupação com o enfraquecimento da demanda global pelo produto. Em Londres, as cotações do cacau na ICE Futures Europe recuaram 57 libras, ou 1,4%, sendo negociadas a 4.036 libras por tonelada métrica.
Apesar do recuo, os preços seguem acima da mínima recente de quase dois anos, de 3.650 libras, atingida na semana passada.
Processamento europeu diminui e reforça sinal de consumo em baixa
De acordo com operadores do mercado, há expectativa sobre uma nova redução nas moagens de cacau durante a temporada 2025/26 (outubro a setembro), o que reforça a preocupação com o consumo industrial.
No ciclo anterior (2024/25), o processamento de cacau na Europa caiu 5,3%, refletindo custos elevados e margens mais apertadas para fabricantes de chocolate. Esse movimento tem contribuído para limitar o ímpeto de alta nos preços, mesmo diante de um cenário de oferta ainda ajustada.
Clima melhora na Costa do Marfim e favorece safra principal
Outro fator que pressiona as cotações é a melhora nas condições climáticas na Costa do Marfim, principal produtor mundial de cacau. As chuvas mais regulares observadas nas últimas semanas aumentam as projeções de produtividade para o final da safra 2025/26, o que pode elevar a oferta global da commodity.
Oferta global mostra leve recuperação, segundo o Commerzbank
Em relatório divulgado nesta terça, o Commerzbank destacou que a Organização Internacional do Cacau (ICCO) estima um excedente de 49 mil toneladas na safra 2024/25, após o grande déficit de 489 mil toneladas registrado em 2023/24.
O banco alemão avaliou que essa recuperação de oferta indica um ajuste mais lento do que o esperado e sugeriu que a forte queda dos preços nos últimos meses pode ter sido exagerada.
Cacau também cai em Nova York
Na ICE Futures U.S., em Nova York, os preços do cacau acompanharam o movimento negativo e encerraram o dia em queda de 1,8%, cotados a US$ 5.455 por tonelada.
O mercado segue atento à evolução da demanda nos principais centros consumidores e às condições climáticas nas regiões produtoras da África Ocidental, que continuam determinando o ritmo de volatilidade da commodity.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Abertura da Colheita do Arroz 2027: áreas experimentais no RS entram em fase de preparo com forrageiras de inverno
Os organizadores da 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas já iniciaram o preparo das áreas experimentais que serão utilizadas na edição de 2027. O trabalho está sendo realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), com foco na manutenção da qualidade biológica e química do solo.
A estratégia faz parte do manejo contínuo das lavouras demonstrativas e visa garantir melhores condições agronômicas para o cultivo do arroz na próxima safra de verão.
Manejo do solo começa meses antes da colheita
Embora o público associe a Abertura da Colheita do Arroz principalmente ao plantio e à colheita em si, o processo produtivo das áreas experimentais envolve etapas antecipadas de preparação do solo.
Após a realização da 36ª edição do evento, em fevereiro deste ano, as áreas que receberam as vitrines tecnológicas e a Lavoura Breno Prates passaram por novo ciclo de manejo.
Atualmente, os espaços estão sendo semeados com forrageiras de inverno, utilizadas como cobertura vegetal para preservação do solo até o próximo ciclo produtivo.
A 37ª edição da Abertura da Colheita está prevista para ocorrer entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2027.
Forrageiras de inverno garantem qualidade do solo
O uso de plantas de cobertura é uma das principais estratégias adotadas no sistema de produção das áreas experimentais. O objetivo é manter a estrutura do solo protegida, além de preservar sua fertilidade e atividade biológica.
Segundo o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), André Matos, o manejo com coberturas de inverno é essencial para garantir a sustentabilidade das áreas destinadas ao cultivo de arroz.
“A gente usa sempre essas coberturas de inverno visando a proteção do solo, com a preservação da qualidade biológica e química do mesmo. E, esse ano, fomos apoiados pelas empresas PGW e Raix, com coberturas modernas que estão sendo cada vez mais aprimoradas na sua utilização, visando a contribuição para a safra de verão”, explicou.
Mix de espécies reforça sustentabilidade do sistema
Neste ciclo de preparo, foi utilizado um mix de forrageiras e sementes de trevo, estratégia que contribui para melhorar a estrutura do solo, ampliar a fixação biológica de nitrogênio e reduzir a degradação ao longo do período de entressafra.
As áreas experimentais funcionam como vitrines tecnológicas, permitindo a avaliação de práticas de manejo que podem ser aplicadas em larga escala pelos produtores de arroz no Rio Grande do Sul e em outras regiões de terras baixas.
Tecnologia e manejo antecipado fortalecem produção de arroz
O preparo antecipado das áreas reforça a importância da adoção de tecnologias de manejo conservacionista no cultivo de arroz irrigado.
Além de contribuir para a produtividade futura, as práticas adotadas pela Embrapa Clima Temperado e pela Federarroz buscam aumentar a eficiência do sistema produtivo e promover maior sustentabilidade agrícola.
Com isso, a preparação para a Abertura da Colheita do Arroz 2027 já começa a ganhar forma, consolidando o evento como referência nacional na difusão de tecnologias para a orizicultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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