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Brasil e Uruguai avançam na cooperação científica com criação da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação entre Embrapa e INIA

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Com apoio institucional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária do Uruguai (INIA) assinam nesta quarta-feira (3), o acordo que cria a Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (UMIPI-BR.UY), avançando em uma nova etapa da cooperação agrícola bilateral. A formalização ocorreu em Punta del Este durante a reunião do Programa Cooperativo para el Desarrollo Tecnológico Agroalimentario y Agroindustrial del Cono Sur (Procisur).

A assinatura é um desdobramento direto do Memorando de Entendimento (MoU) assinado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti, no dia 4 de novembro deste ano, durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025, em Brasília. Nesta etapa operacional, o documento é firmado entre as instituições de pesquisa dos dois países.

“O INIA está ligado ao Ministério da Agricultura do Uruguai, assim como a Embrapa é vinculada ao Mapa. Quando assinamos o memorando em novembro, estabelecemos um alinhamento claro entre os dois países. Ver esse entendimento se transformar agora em uma ação concreta mostra a força da cooperação regional e o compromisso de avançarmos juntos em inovação e sustentabilidade”, declarou Fávaro.

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“Brasil e Uruguai são países amigos que compartilham de desafios semelhantes em especial no bioma Pampa. Temos uma parceria histórica e muito frutífera. Eu e o Ministro Carlos Fávaro assinamos um Memorando no dia 04 de novembro, na JIA, com foco em compartilhamento de informações sobre os Bioinsumos. E vejo que aqui já temos uma concretização, uma oportunidade de avançar com esse tema por meio da Unidade Mista de Pesquisa, realmente um grande marco para a história da ciência e tecnologia em nossos países”, destacou Fratti.

O acordo é assinado formalmente pelo presidente do INIA, Miguel Sierra Pereiro; pela coordenadora da Unidade de Cooperação Internacional do INIA, Verónica Musselli; pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá e pelo diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Clênio Pillon.

“A Embrapa já possui todo um histórico de desenvolvimento de Unidades Mistas de Pesquisa, já temos 11 no Brasil em colaboração com várias instituições. Agora temos a 12ª, que é a primeira internacional, e por isso é marco histórico. E não é por acaso que essa assinatura está ocorrendo no Procisur, para que os resultados possam ser compartilhados com todos os países do cone sul e assim possamos construir um modelo inovador de colaboração”, disse Silvia Massruhá.

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A UMIPI-BR.UY será responsável por coordenar estudos, programas e projetos conjuntos nas áreas de bioma Pampa, bioinsumos, inteligência artificial, digitalização, sustentabilidade e gestão institucional. O acordo estabelece mecanismos de trabalho integrados entre Embrapa e INIA, com sedes no Rio Grande do Sul e em duas estações experimentais do instituto uruguaio.

O acordo Embrapa–INIA detalha a criação de comitês conjuntos, planos anuais de trabalho, equipes técnicas e mecanismos de gestão para a execução das atividades da UMIPI, consolidando uma estrutura permanente de cooperação científica entre os dois países. Entre os objetivos estão ampliar o intercâmbio técnico, fortalecer políticas de agricultura sustentável e impulsionar soluções tecnológicas voltadas à competitividade e ao desenvolvimento regional.

A cerimônia reuniu autoridades do Cone Sul e organismos regionais. Também estiveram presentes o presidente do Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA) da Argentina, Nicolás Bronzovich; o diretor do INIA do Chile, Carlos Furche; o presidente do Instituto Paraguayo de Tecnología Agraria (IPTA), Edgar Esteche, e o diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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