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Brasil é destaque em encontro latino-americano sobre tuberculose

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O Brasil teve sua experiência e conhecimento técnico em diagnóstico e prevenção de tuberculose em evidência durante a 12ª Reunião da Sociedade Latino-Americana de Tuberculose e Outras Micobacterioses (SLAM TB). O encontro foi realizado em Montevidéu, no Uruguai, entre os dias 19 e 21 de novembro.

Durante a reunião, técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas do Ministério da Saúde (CGTMA/MS) abordaram a experiência brasileira no diagnóstico da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) e o tratamento preventivo da tuberculose (TPT). O MS também esteve presente em uma reunião promovida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) com programas e laboratórios nacionais de tuberculose da América Latina, que ocorreu durante o evento.

Para a coordenadora-geral da CGTM, Fernanda Dockhorn, a participação do Ministério da Saúde na 12ª Reunião da SLAM TB reforça o compromisso do Brasil em liderar a resposta à tuberculose na América Latina. “Compartilhar nossa experiência no diagnóstico laboratorial e no tratamento preventivo da Infecção Latente é fundamental, pois a cooperação regional e o investimento em ciência e tecnologia são a chave para atingirmos, juntos, as metas de eliminação da tuberculose como um problema de saúde pública”, afirmou.

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Sociedade Latino-Americana de Tuberculose e Outras Micobacterioses

A SLAM TB desempenha um papel fundamental na América Latina, sendo essencial para a consolidação de uma agenda compartilhada entre pesquisadores(as), instituições e gestores(as) públicos com o foco no enfrentamento da tuberculose.

O encontro contribui para estruturar uma rede de governança regional, estabelecendo diretrizes para promover a produção científica e fortalecer as redes de colaboração. O objetivo é impulsionar iniciativas coordenadas e ampliar o impacto das ações de vigilância, pesquisa e inovação no combate à tuberculose e outras micobacterioses.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Atendimento aos povos indígenas: terceira edição do curso mobiliza profissionais da segurança dos estados da Amazônia Legal

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Brasília, 17/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta quarta-feira (17), a terceira edição do Curso de Atendimento aos Povos Indígenas, voltado aos profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Criada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a formação busca aprimorar o trabalho das forças de segurança no atendimento às populações indígenas, promovendo uma abordagem baseada no respeito aos direitos humanos, na sensibilidade cultural e na compreensão das especificidades dos diferentes povos, com atenção especial aos territórios da Amazônia Legal.

Desenvolvido em parceria com a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o curso reúne conhecimentos técnicos e boas práticas para qualificar a atuação dos agentes públicos diante dos desafios enfrentados nos territórios indígenas, principalmente aqueles relacionados ao crime organizado e às violações de direitos.

Durante o lançamento, a diretora de Ensino e Pesquisa, Michele Ramos, ressaltou que a ação traduz o compromisso permanente do Governo Federal com a proteção dos povos indígenas, destacando a importância da articulação institucional para consolidar o trabalho.

“O curso traduz o compromisso do MJSP com a proteção dos povos indígenas e a segurança dos seus territórios. Compreendemos que o papel das forças de segurança é central para a garantia dos direitos dessas populações. Esta formação foi construída a muitas mãos, com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do CNJ, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e da Força Nacional. É fruto da troca de boas práticas e do fortalecimento de caminhos para uma atuação cada vez mais qualificada”, afirmou.

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A secretária da Senad, Marta Machado, destacou que a capacitação é estratégica para fortalecer a presença do Estado em regiões onde o tráfico de drogas e outros crimes impactam diretamente as comunidades indígenas.

“A qualificação para um enfrentamento mais eficiente é fundamental. A terceira edição do curso demonstra que esta é uma ação permanente do Ministério. Precisamos de profissionais preparados, com sensibilidade cultural e compromisso com os direitos humanos. Os desafios enfrentados nessas regiões são cada vez mais complexos. O tráfico de drogas se articula com outras atividades ilegais que afetam profundamente os povos indígenas, e a resposta do Estado precisa ser qualificada, baseada em inteligência, fortalecimento comunitário e integração institucional”.

Marta Machado explicou ainda que cada território indígena possui uma dinâmica própria, e compreender essas particularidades é essencial para reduzir os impactos da criminalidade. “Temos aprendido que não é possível enfrentar desafios complexos com políticas isoladas”.

Representando a presidência da Funai, Léia Bezerra do Vale, enfatizou que a qualificação dos profissionais é uma demanda histórica das comunidades indígenas.

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“Desde 2006, quando realizávamos seminários sobre a Lei Maria da Penha, as mulheres indígenas já demonstravam a necessidade de agentes públicos preparados para compreender suas especificidades. O Brasil possui mais de 390 povos indígenas, com diferentes etnias, línguas e culturas. Muitas vezes, essas pessoas chegam a uma delegacia e não conseguem ser compreendidas. Ter profissionais capacitados e sensíveis para atender essa população é fundamental”, concluiu.

Na sequência, o diretor da Amazônia e Meio Ambiente da PF ministrou uma aula magna sobre as particularidades do atendimento aos povos indígenas.

A nova edição do Curso de Atendimento aos Povos Indígenas reforça a estratégia do Ministério da Justiça e Segurança Pública de investir na formação continuada dos profissionais do Susp, promovendo um trabalho cada vez mais integrado, qualificado e alinhado aos princípios da cidadania, da diversidade cultural e da proteção dos direitos fundamentais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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