Educação
Brasil e China ampliam oportunidades de cooperação e intercâmbio
Entre os dias 11 e 13 de maio, o Ministério da Educação (MEC) participa da quarta edição da Conferência Mundial de Educação Digital (WDEC), em Hangzhou, na China. O Brasil teve papel de destaque durante a cerimônia de assinatura de atos, com a assinatura de dois memorandos de entendimento, um voltado para a cooperação em educação e o outro para a transformação digital e inteligência artificial (IA). Com o tema “IA + Educação: Transformação, Desenvolvimento e Governança”, o evento busca explorar como a IA pode impulsionar a transformação sistêmica da educação, promover o desenvolvimento educacional de alta qualidade e fomentar um novo paradigma de governança global inclusivo, seguro e sustentável.
O Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Educação estabelece um mecanismo de consulta e diálogo ministerial, com reuniões periódicas para acompanhar a implementação da cooperação educacional entre os dois países. O documento também prevê que a China oferecerá aos cidadãos brasileiros pelo menos 30 bolsas de estudos por ano, dentre outras formas de cooperação.
Já o Memorando de Entendimento na Área de Transformação Digital e Inteligência Artificial Aplicada à Educação tem por objetivos impulsionar a aplicação de novas tecnologias pedagógicas na educação, modernizar e tornar mais inclusivos os sistemas educacionais em ambos os países e promover a equidade educacional e a formação de talentos. O Brasil é um dos primeiros países com os quais a China realiza a assinatura de instrumento semelhante.
O secretário de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais do MEC, Evânio Araújo, representou o governo brasileiro na ocasião. De acordo com ele, as discussões realizadas em Hangzhou refletem aquilo que o Brasil também considera como importante: “A gente escutou de diversas autoridades e especialistas uma preocupação clara com o uso de inteligência artificial que propicie e fomente a criatividade, o pensamento analítico, a interdisciplinaridade e também a necessidade de uma governança para se pensar e tratar preocupações importantes como segurança, privacidade”, disse.
O balanço da participação brasileira também foi positivo: “A gente volta da China muito inspirado com tudo que a gente aprendeu, com a perspectiva de pensar como a gente intensifica essa parceria inclusive aqui com o governo chinês, mas também como a gente pensa numa governança nacional para tanto utilizar quanto desenvolver inteligências artificiais que tenham essas premissas em seu escopo”, concluiu.
Em sua fala de abertura, o vice-presidente da China, Han Zheng, destacou a necessidade de preservar a missão educacional fundamental, que não mudou: promover o desenvolvimento integral da pessoa. De maneira semelhante, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Khaled El-Enany, destacou a necessidade de garantir que a tecnologia sirva tanto aos alunos quanto aos professores, e fortaleça — em vez de substituir — os fundamentos humanos da educação.
Cooperação e intercâmbio – O MEC também realizou uma série de visitas técnicas a instituições de ensino superior da região que mantêm colaboração com instituições brasileiras. A primeira delas foi ao campus internacional de Hangzhou da Universidade de Beihang, sede do Centro Brasil Beihang e de uma série de laboratórios sino-brasileiros em ciência, tecnologia e inovação. Na ocasião, o secretário Evânio Araújo participou da inauguração do Laboratório de Aviação Verde, parceria entre as universidades de São Paulo (USP) e de Beihang.
O MEC também visitou a Universidade A&F Zhejiang, que mantém parcerias com 19 instituições de ensino superior brasileiras. A universidade, especializada em agricultura e ciências florestais, destaca-se pelo ensino e pela pesquisa em medicina tradicional chinesa, além de ser uma das únicas do mundo a oferecer graduação em gestão da indústria cultural (cultura do chá).
De Hangzhou, o secretário segue para Xangai, onde realizará visitas técnicas a instituições de ensino e formação de professores.
Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da Assessoria Internacional e da Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC realiza seminário sobre avaliação da educação integral
O Ministério da Educação (MEC) realizará, no dia 15 de maio, o seminário Avaliação do Desenvolvimento Integral como Direito: sentidos, práticas e desafios, como parte da programação do 2º Seminário da Rede Nacional de Articuladores do Programa Escola em Tempo Integral (Renapeti) 2026. O evento reúne especialistas e profissionais da educação para refletir e dialogar sobre práticas, sentidos e desafios relacionados à avaliação do desenvolvimento integral no contexto da educação integral e em tempo integral.
A atividade acontece no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (Cetremec), em Brasília, a partir das 9h, com transmissão pelo canal do MEC no YouTube.
Na ocasião, será apresentada a avaliação construída a partir de um acordo de cooperação técnica (ACT) estabelecido entre o MEC e a Ashoka Brasil, em parceria com a Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP). O acordo está conectado ao Escolas2030, programa internacional e de pesquisa-ação de dez anos (2020-2030) que investiga como as organizações educativas vêm superando desafios e inovando na educação. O objetivo do ACT é utilizar os resultados e aprendizados acumulados pela pesquisa para subsidiar o MEC no aprimoramento da avaliação do desenvolvimento integral dos estudantes.
Dessa forma, o seminário busca fomentar perspectivas que reconheçam e valorizem o desenvolvimento integral dos estudantes em suas múltiplas dimensões — social, física, cognitiva, cultural, política e ética. O encontro também visa potencializar estratégias de avaliação das condições oferecidas pelas redes de ensino, fomentar o debate sobre a gestão democrática e promover a produção de conhecimento a partir dos próprios profissionais da educação, com foco no protagonismo estudantil, na autonomia escolar e na qualificação docente.
Programação – Um dos destaques do seminário será o lançamento da publicação “Avaliação na Educação Integral: guia para redes e escolas de educação básica”, que sistematiza as experiências da pesquisa-ação do programa Escolas2030. O documento fornece ferramentas metodológicas e exemplos concretos para que gestores públicos e comunidades escolares formulem práticas de avaliação enraizadas em seus territórios, focadas em aprendizagens transformadoras.
Ao longo do dia, serão apresentadas, ainda, experiências práticas de redes e escolas participantes da pesquisa, de diversas regiões do país. O encontro presencial reunirá articuladores estaduais e municipais da Renapeti, representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de equipes técnicas do MEC, especialistas e parceiros, como a FEUSP e o Escolas2030.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
-
Polícial6 dias agoPCPR cumpre ordem judicial de afastamento cautelar de dois funcionários públicos em Palmital
-
Polícial6 dias agoPMPR reforça operações e amplia policiamento na região central
-
Brasil6 dias agoMTE institui Comitê Gestor para fortalecer política de incubação de cooperativas populares
-
Educação5 dias agoMEC distribui mais cargos e funções para institutos federais
-
Política Nacional5 dias agoSenado atua contra desinformação com checagem de dados e conteúdo confiável
-
Brasil6 dias agoMTE reforça diálogo social e articula pacto pelo trabalho decente na Paraíba
-
Brasil7 dias agoBrasil alinhado ao debate contemporâneo no combate à pirataria
-
Educação6 dias agoGoverno do Brasil inclui mais obras da educação no Novo PAC
