Connect with us


Educação

MEC debate implementação da BNCC Computação

Publicado em

O Ministério da Educação (MEC) orientou as redes de ensino de todo o país, nesta quinta-feira, 9 de abril, sobre como atualizar seus referenciais curriculares de forma a se alinhar à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Computação. As orientações foram apresentadas em webinário, transmitido pelo canal do MEC no YouTube, realizado em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). 

A implementação das diretrizes da BNCC Computação é uma das condicionalidades exigidas para que a complementação do Valor Aluno Ano Redução de Desigualdades (VAAR) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) seja efetivada pela União. 

A exigência determina que as redes de ensino incluam as competências específicas relacionadas a esse tema, que estão estruturadas nos eixos de pensamento computacional, mundo digital e cultura digital. Atualmente, 20 estados já possuem currículos atualizados, enquanto quatro estão com os documentos em análise em seus conselhos de educação e três ainda estão em fase de elaboração. 

Segundo a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, a atualização curricular e a formação docente são fundamentais para fortalecer a aprendizagem dos estudantes em um contexto cada vez mais digital. “Muitos estudos têm mostrado para a gente que se nossos professores estiverem preparados e as escolas tiverem conectividade adequada, a gente pode sim potencializar a aprendizagem. Essa condicionalidade vai apoiar o uso ético da tecnologia para uma formação de cidadãos críticos e o combate às fake news. Assim, cada vez mais, promovendo ações para a educação digital e midiática”. 

A coordenadora geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica do MEC, Ana Dal Fabbro, explicou que a atualização curricular amplia a forma como a tecnologia é tratada nas escolas. “Nesse novo conjunto, a tecnologia chega na educação básica não só como uma ferramenta que o estudante ou o professor vão usar, mas também como prática pedagógica. Passa-se a entender o mundo digital e ter uma educação que fala sobre a tecnologia e seus impactos”, ressaltou. 

Currículo – Os representantes da pasta ressaltaram que a educação digital e midiática é interdisciplinar e envolve o desenvolvimento de competências relacionadas ao uso crítico das tecnologias, análise de informações e comunicação em ambientes digitais. 

Leia mais:  MEC autoriza início das obras de novo campus do IFBA

Assim, as redes de ensino podem adotar diferentes estratégias para implementar essas competências. Entre as possibilidades estão a integração transversal entre as disciplinas já existentes ou a criação de componentes curriculares específicos voltados à educação digital. 

O MEC também destacou que o currículo deve considerar fatores como pertinência pedagógica, contextualização ao território, cumprimento das normas educacionais e progressão das habilidades ao longo das etapas da educação básica. 

Apoio – A comprovação deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). Para isso, as redes precisam anexar documentos que comprovem o referencial curricular alinhado à BNCC, o ato de aprovação pelo respectivo sistema de ensino e o referencial curricular atualizado com as normas da BNCC Computação. 

A Secretaria de Educação Básica do MEC realizará plantões de dúvidas para os municípios que ainda não cumpriram a condicionalidade da BNCC Computação, em parceria com a Undime, para apoiar o processo de atualização curricular. Gestores e equipes técnicas podem encaminhar questionamentos pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp institucional (61) 2022-2066. 

Enec  Para apoiar as redes estaduais e municipais na implementação da educação digital e midiática, o MEC realiza várias ações como parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). A iniciativa está estruturada em seis eixos interligados e articula políticas públicas, a fim de universalizar a conectividade com qualidade e garantir o uso pedagógico intencional das tecnologias. Na dimensão pedagógica, a Enec busca fortalecer o uso da tecnologia de forma consciente e segura a partir de diversas ações, como:  

  • apoio direto às redes de ensino: assessoria técnica para atualização curricular e formação docente, com oferta de especialização, alcançando mais de 4.700 municípios e 6.400 profissionais, em parceria com universidades públicas;   
  • publicação do Guia de Educação Digital e Midiática e do Referencial de Saberes Digitais Docentes, com mais de 186 mil respostas na ferramenta de autodiagnóstico nacional de professores;   
  • formação continuada de professores: ampliação da oferta no Portal Mais Professores, com 83 cursos disponíveis sobre educação digital e midiática e mais de 471 mil certificados emitidos;   
  • disponibilização da plataforma MECRED, com mais de 36 mil recursos educacionais digitais disponíveis para uso pedagógico;   
  • entrega dos primeiros livros didáticos de educação digital e midiática, em 2026, a todas as escolas de ensino médio, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).   
Leia mais:  Edital seleciona instituições de ensino para inovação no SUS

Além dessas iniciativas, na quarta-feira, 8 de abril, a pasta apresentou diretrizes para o uso pedagógico da inteligência artificial nas escolas e lançou o documento orientador “Inteligência Artificial na Educação Básica”, que traz orientações curriculares e princípios para o uso ético da tecnologia no ambiente educacional, além de lançar o curso “IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico”, voltado a professores do ensino médio. A formação está disponível na Plataforma Mais Professores

Fundeb – O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação é composto por recursos provenientes de impostos e transferências constitucionais dos entes federados vinculados à educação, bem como da União, por meio das complementações VAAR, Valor Aluno-Ano Fundeb (VAAF) e Valor Aluno-Ano Total (VAAT). Todo o Fundeb está voltado, de algum modo, à redução das desigualdades.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook

Educação

MEC financia quase 10 mil artigos em publicações estrangeiras

Published

on

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), já viabilizou a publicação de 9.819 artigos científicos em acesso aberto por pesquisadores brasileiros, com financiamento aos autores, a partir de acordos firmados com grandes editoras internacionais. 

Em vigor desde abril de 2024, as parcerias envolvem sete das principais editoras científicas do mundo: American Chemical Society, Association for Computing Machinery, Elsevier, Institute of Electrical and Electronics Engineers, Royal Society Publishing, Springer Nature e Wiley

Os acordos, que permitem a publicação de artigos aprovados por pares em revistas internacionais de acesso aberto, devem ampliar significativamente a participação da ciência brasileira na produção global de conhecimento, aumentando a visibilidade e o número de citações dessas pesquisas.

.
.

A iniciativa beneficiou, até o momento, 7.380 autores, vinculados a 271 instituições de ensino superior, com participação de todas as 27 unidades da Federação (26 estados e o Distrito Federal). 

Mais acesso, menos barreiras – A política integra o Programa de Apoio à Disseminação de Informação Científica e Tecnológica (Padict) e é operacionalizada pelo Portal de Periódicos da Capes. O objetivo é ampliar a visibilidade da produção científica nacional, promover maior equidade entre pesquisadores e fortalecer a inserção internacional da ciência brasileira. 

Os chamados acordos de leitura e publicação representam uma mudança estrutural no modelo de publicação científica: além de garantir acesso à leitura de artigos, a Capes passa a custear também as taxas de publicação dos trabalhos aprovados. 

Leia mais:  Decreto regulamenta moradia e auxílio-moradia ao médico-residente

Na prática, o modelo reduz barreiras financeiras que antes limitavam a divulgação de pesquisas, especialmente em periódicos internacionais de alto impacto, permitindo que cientistas priorizem investimentos em suas pesquisas. 

Produção científica ganha escala e visibilidade – Com os acordos, o Brasil amplia sua presença em revistas científicas internacionais e fortalece a disseminação do conhecimento produzido no país. A política contribui para democratizar o acesso à publicação e garantir que pesquisas de qualidade alcancem maior visibilidade global. 

Além disso, o acesso aberto permite que os artigos publicados possam ser lidos, compartilhados e reutilizados por pesquisadores e instituições em qualquer parte do mundo. 

Como publicar com apoio da Capes – Para ter direito à publicação financiada, o pesquisador precisa atender a critérios específicos e seguir etapas no processo de submissão. 

Requisito essencial – O autor correspondente deve possuir um registro no ORCID, identificador digital único que funciona como um “CPF científico”. Esse registro deve estar vinculado tanto ao artigo quanto ao sistema Meus Dados Capes. 

A ausência dessa vinculação é o principal fator que pode atrasar ou impedir a aprovação do pagamento da taxa de publicação. 

Passo a passo para publicação 

1. Verificação inicial 

  • Confirmar se o periódico faz parte dos acordos da Capes 
  • Verificar se o autor e sua instituição são elegíveis 
Leia mais:  Sisu 2026 ofertará 21,9 mil vagas na Paraíba

2. Submissão 

  • Enviar o artigo diretamente na plataforma do periódico 
  • Após aprovação, a editora notifica a Capes 

3. Validação pela Capes 

Para aprovação do custeio, é necessário: 

  • Ter vínculo ativo com instituição participante do Padict e cumprir os critérios elencados na Portaria nº 120/2024 
  • Ter o ORCID vinculado ao sistema Meus Dados Capes 
  • Autorizar publicação em acesso aberto sob licença Creative Commons (CC BY) 

 4. Publicação 

  • Após validação, a Capes autoriza o pagamento da taxa de publicação 
  • O artigo é publicado em acesso aberto e pode ser acessado livremente 

Política estratégica para a ciência brasileira – Os acordos representam um avanço na consolidação de políticas de acesso aberto e na projeção internacional da produção científica brasileira, ao reduzir barreiras financeiras e ampliar as oportunidades para pesquisadores de diferentes regiões do país. 

Portal de Periódicos – Portal de Periódicos da Capes reúne um dos maiores acervos científicos virtuais do mundo. Atualmente, 452 instituições brasileiras têm acesso à plataforma, alcançando um público potencial de mais de seis milhões de usuários, entre professores, pesquisadores, estudantes e técnicos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Capes 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262