Brasil
Brasil e Califórnia assinam acordo para fortalecer enfrentamento à mudança do clima e proteção ambiental
Os governos do Brasil e do estado norte-americano da Califórnia oficializaram nesta terça-feira (23/9) um memorando de entendimento para ampliar a ação climática entre os dois governos nas áreas de mercados de carbono, transporte de baixa emissão, energia limpa, soluções baseadas na natureza, resiliência climática, patrimônio cultural, economia circular e qualidade do ar.
A parceria foi assinada ao fim de reunião bilateral entre a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e o governador do estado, Gavin Newson, que ocorreu em Nova York, nos Estados Unidos, paralelamente às atividades da 80ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas e à Semana do Clima da cidade.
O acordo busca fortalecer o intercâmbio de melhores práticas para que Brasil e Califórnia atinjam suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação); propiciar o compartilhamento de ideias para impulsionar soluções baseadas na natureza; promover o desenvolvimento, adoção e ampliação de tecnologias e estratégias para estimular a transição energética no Brasil e na Califórnia; e intensificar o apoio mútuo e troca de informações sobre a proteção das comunidades e seu patrimônio cultural em estratégias de adaptação e mitigação.
“Parcerias com os governos subnacionais, como o memorando de entendimento firmado hoje com o estado da Califórnia, são fundamentais para garantir que as ações de enfrentamento à mudança do clima sigam avançando nos Estados Unidos, em benefício de sua própria população e de toda humanidade”, destacou Marina Silva. “O acordo contribuirá para que Brasil e Califórnia atinjam suas metas de neutralidade climática até 2050 e 2045, respectivamente.”
“Ao fortalecer nossa parceria com o Brasil, a Califórnia reafirma uma verdade simples: desafios globais exigem cooperação global. Isso nunca foi tão verdadeiro quanto agora, momento em que aguardamos a Conferência do Clima da ONU que o Brasil sediará ainda este ano. Podemos trabalhar juntos para reduzir a poluição nociva, proteger ecossistemas críticos e construir economias que funcionem para as pessoas e para o nosso planeta”, enfatizou Gavin Newson.
A execução do memorando se dará por meio de diálogos, intercâmbios técnicos, oficinas conjuntas e compartilhamento de experiências sobre o desenvolvimento de políticas e estruturas regulatórias, além da promoção de incentivos econômicos e avanço da inovação, investimento, adoção e ampliação de tecnologias limpas e outras soluções climáticas. Brasil e Califórnia se comprometem a envolver instituições acadêmicas e setor privado nesse processo.
A colaboração, com vigência de cinco anos, será descrita por meio de um plano de ação que deverá ser criado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pela Agência de Proteção Ambiental da Califórnia.
A assinatura ocorre após dois anos de negociações entre os dois governos, que mantêm diálogo constante sobre temas relacionados aos clima e ao desenvolvimento sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Brasil
Ministério da Saúde reforça orientações para proteger a população durante frio no Sul
Diante das baixas temperaturas registradas na Região Sul, o Ministério da Saúde reforça as orientações para proteger a população e reduzir os riscos à saúde. Segundo previsões meteorológicas, a cidade de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, registrou a menor temperatura do ano (-6,8 °C), e há previsão de novas mudanças nas condições do tempo nos próximos dias na região. Nesta sexta-feira (11), uma nota técnica será enviada aos serviços de saúde do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, com diretrizes para orientar a assistência à população durante as ondas de frio e instabilidades.
O frio intenso pode agravar doenças cardiovasculares e aumentar o risco de complicações como hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio e AVC, especialmente entre pessoas com doenças crônicas. A orientação é que os serviços de saúde locais intensifiquem a vigilância e a assistência às pessoas, com atenção especial a crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
As baixas temperaturas também favorecem a circulação de vírus respiratórios, como influenza, VSR e covid-19, elevando o risco de síndromes gripais e infecções respiratórias graves. Para reforçar a proteção, o SUS oferece gratuitamente vacinas contra essas doenças, conforme os públicos definidos pelo Calendário Nacional de Vacinação. A vacina contra o VSR para gestantes contribui para proteger os bebês nos primeiros meses de vida contra a bronquiolite.
Para a população em situação de rua, um dos grupos mais vulneráveis ao frio extremo, as equipes de Consultório na Rua fazem busca ativa, vacinação e acompanhamento nos territórios, ampliando o acesso aos serviços do SUS.
Sintomas persistentes? Vá até uma UBS
A população deve procurar atendimento quando apresentar sintomas persistentes ou que estejam se agravando, como tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, cãibras, diarreia, falta de ar, tosse ou piora de uma doença crônica.
Nas UBSs, as equipes de Atenção Primária podem realizar avaliação clínica, acompanhar doenças crônicas, orientar sobre hidratação e prevenção, identificar sinais de agravamento, atualizar a vacinação, prescrever e acompanhar tratamentos e encaminhar o paciente para outros pontos da Rede de Atenção à Saúde, quando houver necessidade de atendimento especializado ou hospitalar.
Em situações graves, como confusão mental, desmaio, convulsões, perda de consciência ou dificuldade intensa para respirar, a recomendação é buscar atendimento de urgência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do SUS.
Para reduzir os riscos à saúde durante as baixas temperaturas, o Ministério da Saúde orienta:
- Manter a vacinação atualizada, especialmente contra influenza e covid-19;
- Utilizar máscara em caso de sintomas gripais ou em ambientes fechados, pouco ventilados e com aglomeração;
- Usar roupas e agasalhos adequados para proteção contra o frio;
- Trocar roupas úmidas ou molhadas o mais rápido possível;
- Evitar o consumo de álcool em dias frios, devido ao risco de hipotermia;
- Manter-se hidratado, mesmo durante períodos de baixas temperaturas;
- Procurar atendimento médico em caso de confusão mental, calafrios intensos ou dificuldade para respirar, especialmente entre idosos.
Preparação e resposta a eventos climáticos
A Força Nacional do SUS (FN-SUS) está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. Nesta semana, o Rio de Janeiro passou a contar com a terceira base regional da Força em funcionamento no país, somando-se às unidades ativas em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Estão previstas outras seis bases até o fim do ano para atender todas as regiões do país. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as bases contam com estrutura para resposta a emergências em saúde pública e podem levar apoio a qualquer localidade da região de referência em até 12 horas.
A atuação das bases é integrada a oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros consolidam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos e subsidiar planos de contingência e a resposta do SUS a eventos extremos.
As ações de adaptação da rede de saúde fazem parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado na COP30. O plano prevê 27 metas e 93 ações até 2035, com R$ 9,8 bilhões destinados a investimentos em adaptação estrutural.
João Vitor Moura
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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