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Brasil conquista prêmio de Melhor Estande Internacional na Expoalimentaria – Peru 2025

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O Brasil foi reconhecido, pelo terceiro ano consecutivo e pela quinta vez na história, com o prêmio de Melhor Estande Internacional na Expoalimentaria 2025, realizada de 24 a 26 de setembro, em Lima (Peru). O Pavilhão Brasil foi organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

A missão oficial foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, acompanhado pela coordenadora de projetos da SCRI, Anderlise Borsoi, e pelo coordenador Péricles Mendes. O adido agrícola em Lima, Warley Efraim, e a Embaixada do Brasil no Peru também deram suporte à iniciativa.

Em menos de 48 horas na capital peruana, a delegação brasileira obteve duas conquistas estratégicas para o agronegócio nacional: o reconhecimento da regionalização para influenza aviária e a ampliação do escopo de habilitações para exportação de farinhas e gorduras animais. Há ainda expectativa de que, nas próximas semanas, novos avanços sejam anunciados, fruto da crescente cooperação entre o Mapa, o Ministério da Agricultura peruano e o Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa).

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Em Lima, o secretário Luís Rua reuniu-se com o ministro da Agricultura do Peru, Ángel Manero, e com a diretora-geral do Senasa, Vilma Gutarra. Ele também participou de agendas paralelas, como o encontro promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), voltado à biosseguridade e complementariedade da avicultura e suinocultura brasileiras; uma reunião com o embaixador do Brasil no Peru, Clemente Baena Soares; e uma mesa de diálogo com empresários brasileiros e peruanos para discutir facilitação do comércio.

Na feira, o Brasil apresentou 32 empresas expositoras de diversos setores e outras 20 participantes indiretas, totalizando mais de 100 produtos em exibição. Embora o Peru – que importa anualmente mais de US$ 400 milhões em produtos do agronegócio brasileiro – tenha sido o principal mercado-alvo, os expositores também prospectaram compradores de países como Argentina, Chile, Estados Unidos, Canadá, Malásia, Indonésia e Equador.

O Pavilhão Brasil destacou-se pelo design moderno e pelo espaço gastronômico “Brasil Experience”, que proporcionou aos visitantes degustações de pratos elaborados com produtos nacionais.

A conquista do prêmio e os avanços sanitários obtidos reforçam a imagem do Brasil como parceiro confiável e inovador, ampliando a presença do agronegócio brasileiro em mercados estratégicos da América Latina.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Tecnologia química impulsiona produtividade do agronegócio e amplia pressão sobre indústria nacional

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Agronegócio brasileiro cresce apoiado em tecnologia e eficiência produtiva

O avanço da produtividade no agronegócio brasileiro — setor responsável por quase metade das exportações do país — tem sido cada vez mais associado à intensificação tecnológica, com destaque para a aplicação da química no campo e na indústria.

Em 2025, o setor atingiu US$ 169,2 bilhões em exportações, o equivalente a 48,5% das vendas externas do Brasil. O resultado não se deve apenas à ampliação de área cultivada, mas principalmente aos ganhos de eficiência ao longo de toda a cadeia produtiva.

Cadeia sucroenergética é destaque em ganhos de escala e eficiência

Um dos principais exemplos desse movimento é a cadeia sucroenergética, considerada uma das mais estruturadas do agronegócio brasileiro.

Na safra 2025/26, o setor registrou produção de 30,8 bilhões de litros de etanol e mais de 40 milhões de toneladas de açúcar. Os maiores grupos do segmento chegam a processar mais de 240 milhões de toneladas de cana por safra.

Esse volume expressivo depende de elevado nível de eficiência operacional, que envolve desde o manejo agrícola até o controle dos processos industriais, com uso intensivo de soluções químicas aplicadas à fermentação, controle microbiológico e aumento de rendimento.

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Embrapa e FAO destacam papel da tecnologia na produtividade agrícola

Segundo a Embrapa, os ganhos de produtividade no Brasil nas últimas décadas estão diretamente ligados à adoção de tecnologias que permitem aumentar o rendimento por hectare sem expansão proporcional da área cultivada.

Dados da FAO indicam que o país está entre os que mais elevaram a produção agrícola com base na intensificação tecnológica.

Química tem papel estratégico na eficiência do campo e da indústria

Especialistas do setor destacam que a química exerce função transversal nesse processo, contribuindo tanto para o aumento da produtividade agrícola quanto para a eficiência industrial.

Para Antonio Carlos Degan, da indústria química voltada ao setor sucroenergético e com atuação também no mercado externo, o diferencial está na aplicação técnica das soluções.

“A química, por si só, não resolve o problema. O que gera resultado é a aplicação técnica, desenvolvida junto com o cliente. Quando você entende o processo da usina ou do produtor, você melhora rendimento, reduz perdas e ganha eficiência real”, afirma.

Indústria química enfrenta desafios de competitividade e dependência externa

Apesar do avanço tecnológico no campo, o setor industrial químico opera em um cenário de crescente pressão competitiva.

O Brasil ampliou a dependência de insumos importados nos últimos anos, enquanto empresas nacionais enfrentam desafios como custo de produção elevado, carga tributária e forte concorrência internacional.

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De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química, o país mantém déficit estrutural na balança comercial do setor, reflexo da perda de competitividade frente a mercados como China e Estados Unidos.

Inovação passa a ser fator essencial de permanência no mercado global

Nesse contexto, a produtividade deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser condição essencial de permanência no mercado global.

“Hoje você compete com o mundo inteiro. Se não evoluir em tecnologia e eficiência, você perde espaço. A inovação não é mais escolha, é sobrevivência”, destaca Degan, que também atua em mercados internacionais com padrões técnicos mais rigorosos.

Indústria química amplia atuação como parceira técnica do agronegócio

Além do fornecimento de insumos, a indústria química vem ampliando sua atuação como parceira técnica do setor produtivo.

O foco passa a incluir o desenvolvimento de soluções específicas para cada etapa da produção, reforçando a integração entre tecnologia, conhecimento técnico e ganhos consistentes de eficiência em toda a cadeia do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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