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Brasil avança para atender demanda de combustível sustentável de aviação até 2029

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O Brasil encerra o ano com avanços concretos na transição energética da aviação. O país já conta com capacidade técnica, produtiva e regulatória para atender, até 2029, a demanda nacional por combustível sustentável de aviação (SAF) e avançar na consolidação desse mercado. Um dos marcos desse processo foi o anúncio da Petrobras em relação às primeiras entregas de SAF 100% produzido no Brasil. A iniciativa integra as políticas públicas coordenadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para fortalecer a cadeia nacional do SAF e resulta dos investimentos da estatal no desenvolvimento de novos biocombustíveis.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressalta que o avanço do combustível sustentável de aviação é decisivo para posicionar o Brasil na agenda global de descarbonização do transporte aéreo. “Estamos estruturando um novo mercado no país, com planejamento, segurança regulatória e investimentos que dão previsibilidade ao setor. A produção nacional de SAF fortalece a indústria brasileira, gera oportunidades econômicas e permite que a aviação cresça de forma sustentável, em linha com os compromissos ambientais internacionais”, afirmou o ministro.

O Ministério de Portos e Aeroportos tem atuado como um articulador ativo na transição energética do setor aéreo. O objetivo é facilitar essa transição e fomentar a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), alinhando o Brasil às novas regulamentações, como a Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24).

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Para isso, o MPor criou, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia, o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea), um comitê interministerial focado em propor políticas públicas, coordenar ações e monitorar o programa de SAF.

Importância do combustível sustentável

O SAF é considerado peça-chave para a redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação civil e ocupa posição central nas estratégias globais de descarbonização do transporte aéreo.

No Brasil, o desenvolvimento desse mercado avança apoiado na capacidade instalada da nossa indústria de refino, na experiência acumulada sobre biocombustíveis e na nossa grande oferta de matérias-primas de origem renovável, como óleos vegetais. Esse conjunto de fatores permite ao país a criação de uma cadeia produtiva alinhada aos padrões internacionais de sustentabilidade, com potencial para atender as exigências regulatórias do setor aéreo e de ampliar a oferta de combustíveis que gerem menos emissão de carbono (CO2).

No caso do SAF, a redução das emissões de CO₂ ocorre porque parte de sua composição usa matéria-prima de origem vegetal, processada em conjunto com o querosene de aviação mineral. De acordo com a Petrobras, essa parcela renovável tem uma redução prevista de até 87% nas emissões líquidas de carbono.

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O desenvolvimento do SAF está alinhado às diretrizes do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação, que tem como objetivo estimular investimentos, ampliar a capacidade produtiva e garantir segurança regulatória para o setor. A atuação integrada entre órgãos do governo federal e empresas estratégicas é fundamental para criar um ambiente favorável à consolidação dessa cadeia produtiva.

Com políticas públicas estratégicas, os investimentos da Petrobras e o fortalecimento do marco regulatório, o Brasil avança na consolidação de um mercado nacional de SAF, contribuindo para a redução das emissões na aviação e para a construção de uma economia de baixo carbono no país.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Atlas da Violência 2026 confirma redução de homicídios e comprova acertos do Governo no combate ao feminicídio e à violência

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Brasília, 26/5/2026 – Os resultados do Atlas da Violência 2026, divulgado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), demonstram o acerto do Governo Federal ao eleger a “qualificação da investigação de homicídios” como uma das quatro prioridades do programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado neste mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Os dados demonstram também a relevância de políticas paralelas executadas pelo Governo Federal para combater outros tipos de crime, como observa o ministro Wellington Lima. “O Pacto contra o Feminicídio, as políticas transversais de proteção aos jovens e adolescentes e o programa Brasil Contra o Crime Organizado são passos fundamentais para um futuro menos violento, sem descuidarmos do combate a outras formas comuns de criminalidade”.

De acordo com o Atlas, foram registrados 42.590 homicídios no Brasil em 2024, com 20,1 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 7,4% na comparação com 2023. É o menor patamar da série histórica iniciada em 2014. Dados do Ministério da Justiça apontam que essa tendência de queda continuou nos primeiros trimestres de 2025 e 2026, segundo levantamento do Sistema Nacional de Informação de Segurança Pública (Sinesp), gerenciado pela pasta a partir de informações das secretarias estaduais de segurança pública.

Embora o Atlas e o Sinesp sigam metodologias diferentes, ambos os estudos apontam para a mesma tendência. Pelo Sinesp, houve uma queda de 27,6% no número de homicídios no Brasil de janeiro a março de 2026 (7.289 mortes), em relação ao mesmo período de 2025 (8.431 mortes). O número de latrocínios seguiu a mesma queda, de 27,6%, de 221 para 160 nos três meses comparados.

A distribuição regional, no entanto, aponta para as diferenças de realidades do país, que precisam ser trabalhadas de forma cada vez mais integrada entre os estados e o governo federal. Enquanto nos dados do Sinesp a redução foi acima da média no Nordeste, com 43,6% (de 78 para 44 latrocínios) e no Sudeste, com 32,1% (de 78 para 53), houve queda menor no Centro-Oeste, de 20% (10 para 8) e no Sul, de 7,4% (de 27 para 25). Já a região Norte foi na contramão, com crescimento de 7,1% nos latrocínios (de 28 para 30).

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“A luta contra a violência no Brasil é um processo que não pode parar. Precisamos trabalhar cada vez mais de forma integrada, unindo esforços do governo federal, dos estados, dos municípios, da sociedade civil, para que os números caiam cada vez mais, a cada ano”, afirma o ministro Wellington Lima.

Aumentar esclarecimento de homicídios

O Atlas traz um alerta a todos os executores de políticas de segurança pública: o aumento do número de subnotificações de homicídios, devido à não apuração de parte das mortes violentas, classificados como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). O Atlas estimou quanto dessas mortes poderiam ser homicídio, e, nesse exercício, apurou que o índice de homicídios por 100 mil habitantes passa de 23,5 para 23,4, praticamente uma estabilidade.

Para combater essa realidade, no último dia 22 de maio, o MJSP regulamentou a Portaria nº 1.145/2026, criada em fevereiro deste ano. Ela adota critérios nacionais padronizados para os índices de elucidação, resolução e instauração de homicídios e feminicídios em todo o País. A medida surge antecipando a necessidade de aprimorar a qualidade, a transparência e a integração das estatísticas criminais brasileiras, especialmente diante dos desafios relacionados à subnotificação e aos chamados “homicídios ocultos”.

Com a regulamentação, o governo federal passa a estabelecer parâmetros técnicos unificados para acompanhamento das investigações conduzidas pelas polícias civis, fortalecendo a produção de dados baseados em evidências, a integração entre União e estados e a capacidade de identificar gargalos investigativos. A norma também prevê envio mensal obrigatório das informações ao Sinesp, definição nacional de conceitos operacionais e monitoramento permanente dos
indicadores, permitindo diagnósticos mais precisos e políticas públicas mais eficientes no enfrentamento à violência letal e aos feminicídios.

Em outra iniciativa, o governo federal está doando aos estados equipamentos no valor de R$ 201 milhões, com o objetivo de proporcionar um aumento na taxa de elucidação dos homicídios. O esforço é o eixo de “Investigação e esclarecimento de homicídios”, do programa Brasil Contra o Crime Organizado.

O trabalho consiste no fortalecimento das polícias científicas e dos Institutos Médico-Legais (IMLs), na expansão da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos e na articulação do Sistema Nacional de Análise Balística. Serão doados kits para IMLs (com freezers científicos, mesas de necropsia e viaturas refrigeradas para transporte de corpos) kits de DNA e kits de comparação balística integrados ao sistema nacional.

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A investigação de homicídios, de acordo com a Constituição, é atribuição das polícias civis estaduais. O Governo federal não invade essa competência, mas está oferecendo melhoria na estrutura, padronização, tecnologia e capacitação para que os estados elevem a taxa de esclarecimento.

O foco está, especialmente, nos homicídios cometidos no contexto de organizações criminosas, em que a impunidade hoje é maior. Uma nova estrutura técnica, por outro lado, traz efeitos positivos sobre todas as investigações, mesmo as de mortes não relacionadas à ação de facções.

Proteger os jovens

O impacto da criminalidade sobre a juventude brasileira, especialmente entre jovens negros e moradores de áreas vulneráveis, também é acompanhado de perto pelo Governo Federal. Uma das iniciativas mais bem sucedidas é Pronasci Juventude, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), que atua no enfrentamento das violências associadas aos mercados ilegais de drogas.

O programa integra políticas de segurança pública e inclusão social, buscando reduzir o aliciamento de adolescentes e jovens pelo crime organizado. Desenvolvido desde 2023, o projeto alcança regiões Norte, Nordeste, sudeste e Centro-Oeste, com meta de realizar ao menos 4 mil atendimentos até o fim da atual gestão.

Combate ao feminicídio

Na área de proteção às mulheres, o Governo também intensificou medidas após as estatísticas evidenciarem a permanência da violência de gênero e dos feminicídios no país. Entre as ações está o Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento ao Feminicídio, que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário em ações integradas de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores. O programa já resultou na redução do tempo médio de análise de medidas protetivas de urgência, que caiu de 16 para cerca de três dias, além da ampliação do monitoramento eletrônico de agressores, da integração nacional de dados e da expansão da rede de atendimento às vítimas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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