Política Nacional
Bolsonaro veta bagagem gratuita em voos domésticos no Brasil
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) vetou a gratuidade das bagagens em voos domésticos ao sancionar a medida provisória que abre 100% do capital para as aéreas estrangeiras.
De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, “o veto se deu por razões de interesse público e violação ao devido processo legislativo”. O prazo para sanção da MP se esgotava nesta segunda-feira (17).
Segundo o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, Bolsonaro tomou a decisão considerando “razões de interesse público, a violação ao devido processo legislativo e suas consequências para a atratividade do mercado nacional”.
Bolsonaro também não pretende enviar outra medida provisória com a finalidade de permitir a cobrança de bagagem apenas por empresas áreas de baixo custo, de acordo com Rêgo Barros.
Logo depois que o texto foi aprovado no Congresso, no fim de maio, Bolsonaro disse que “seu coração” mandava que ele sancionasse o texto na íntegra.
Na sequência, ele foi aconselhado pela equipe econômica a vetar o trecho para estimular o aumento de competitividade do mercado.
Bolsonaro mudou o discurso e passou a admitir que poderia pôr fim à gratuidade. Isso ocorreu logo depois de o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) encaminhar uma recomendação à Casa Civil da Presidência para que a gratuidade fosse vetada.
Especialistas do setor afirmavam que a gratuidade das bagagens impediria a entrada de empresas low cost no país. A controvérsia ocorre em meio à crise da Avianca, que entrou com pedido de recuperação judicial no final do ano passado e cancelou uma série de voos no país.
Na última sexta (14), o presidente disse que avaliava sancionar na íntegra a medida provisória que abre capital para as estrangeiras. Para solucionar a questão de gratuidade das bagagens, o presidente disse que considerava a possibilidade de editar uma nova MP para permitir que as empresas low cost (baixo custo) pudessem cobrar de seus passageiros.
A medida provisória (MP) que abre 100% do setor aéreo ao capital estrangeiro foi apresentada pelo governo de Michel Temer e aprovada pelo Congresso em maio. Entre os trechos do texto, agora convertido em lei, consta o item sobre a gratuidade de bagagens.
As empresas aéreas no Brasil permanecem autorizadas a cobrar pela bagagem despachada desde dezembro de 2016, quando a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) editou uma resolução sobre o tema.
Os passageiros podem levar sem pagar apenas 10 kg em bagagem de mão nas rotas nacionais.
A MP das aéreas estabeleceu que a franquia mínima de bagagem despachada deve ser de 23 kg para as aeronaves com mais de 31 assentos. Para os aviões menores, a franquia será de 18 kg (até 31 assentos) e de 10 kg (até 20 lugares).
Política Nacional
Comissão aprova tipificação de extorsão sexual e aumento das penas para crimes contra crianças e adolescentes
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que tipifica explicitamente no Código Penal a extorsão de cunho sexual. O crime ocorre quando alguém é forçado, por meio de violência ou ameaça grave, a praticar ou permitir atos sexuais para satisfazer o desejo do agressor ou de outra pessoa.
A pena prevista é reclusão de 4 a 10 anos, podendo ser aumentada em metade se a vítima for criança ou adolescente. Se o objetivo do crime for ganhar dinheiro, também será aplicada uma multa.
A proposta também prevê penas maiores para os crimes de constrangimento ilegal (aumento em 2/3), ameaça (aplicação em dobro) e extorsão comum (aumento de 1/3 até a metade) cometidos contra crianças e adolescentes.
Nova versão
Foi aprovado o substitutivo da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), para o Projeto de Lei 1523/25, do deputado Bruno Ganem (Pode-SP)
O texto original alterava também o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Marco Civil da Internet para aumentar penas e punir severamente a chantagem e outros crimes cibernéticos cometidos contra crianças e adolescentes.
A versão elaborada por Laura Carneiro removeu a previsão de citar o uso de computadores ou de redes sociais nos crimes, pois a legislação atual já inclui regras de proteção e segurança de crianças e adolescentes em plataformas digitais e pune os crimes citados independentemente do meio utilizado.
A relatora disse que a proposição aperfeiçoa o sistema protetivo da criança e do adolescente.
“Fortalecemos a tutela da integridade psíquica e moral infanto-juvenil, além de prevenir situações de violência que fragilizam vínculos familiares e comprometem o desenvolvimento saudável”, afirmou Laura Carneiro.
Próximos passos
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes do Plenário da Câmara.
Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela presidência da República.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcia Becker
Fonte: Câmara dos Deputados
-
Política Nacional7 dias agoCI: setor produtivo de Rondônia pede redução do pedágio na BR-364
-
Política Nacional7 dias agoCâmara aprova adesão do Brasil a acordo da OMC sobre comércio de aeronaves civis
-
Educação7 dias agoComplementação da União ao Fundeb 2026 aumenta em R$ 47 mi
-
Esportes6 dias agoFluminense confirma chegada de Hulk, que assina até 2027
-
Brasil4 dias agoMTE institui Comitê Gestor para fortalecer política de incubação de cooperativas populares
-
Política Nacional6 dias agoNova lei endurece regras do seguro-defeso para combater fraudes
-
Política Nacional6 dias agoRepresentantes de farmacêuticos e donos de farmácias divergem sobre piso salarial
-
Política Nacional6 dias agoCâncer do colo do útero: debate enfatiza importância da vacinação contra o HPV
