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Política Nacional

Bolsonaro diz que reforma da Previdência atenderá a todos e ‘sacrifício terá de ser dividido por todos’

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Por Tahiane Stochero, G1 SP

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse na manhã desta quarta-feira (3) que a reforma da Previdência atenderá a todos e que “o sacrifício terá de ser dividido por todos”. Bolsonaro discursou durante cerimônia de passagem do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo.

“A reforma da Previdência atenderá a todos, fiquem tranquilos meus colegas das forças auxiliares (polícias militares). O sacrifício tem que ser dividido por todos para que possamos colher o sucesso lá na frente”, disse Bolsonaro.

O presidente também destacou que o Executivo e o Legislativo “têm que dar o exemplo”.

“Não precisamos de pacto assinado no papel. O pacto que precisamos é o nosso exemplo de apresentarmos proposições que fujam do populismo e estimulem a cada um ser responsável em receber aquilo que recebe pelo suor do seu rosto, pela competência e sua dedicação. Isso tem que sair do papel. Temos que dar exemplo, nós Executivo e Legislativo.”

O presidente disse ainda que deve lealdade ao povo. “Povo brasileiro, somente a vocês eu devo lealdade absoluta. A política mudou e eu jurei um dia dar a vida pela minha pátria o que seria um possível sacrifício do mandato pelo bem de todos nós. Queremos juntos colocar o Brasil no local onde ele merece”.

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Ele destacou ainda a entrada do general Luiz Eduardo Ramos como ministro da Secretaria do Governo em lugar do general Santos Cruz. “A partir de amanhã terei o reforço de um amigo na escala mais elevada com meu amigo há 46 anos.”

“A nossa geração tem a obrigação de deixar uma história com H maiúsculo para o que nos sucederem.”

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Política Nacional

Comissão aprova uso de câmeras corporais em ações de fiscalização do ICMBio e do Ibama

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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou proposta que torna obrigatório o registro audiovisual, por meio de câmeras corporais, das diligências de fiscalização ambiental. O texto aprovado padroniza as regras de transparência para todos os órgãos executores do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), abrangendo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A medida visa garantir a segurança jurídica nas abordagens, protegendo tanto o cidadão contra eventuais abusos quanto os servidores públicos no exercício de suas funções, por meio da documentação ininterrupta de imagem e som durante as operações.

Transparência e proteção de dados
Atualmente, não existe uma lei federal que obrigue o uso de equipamentos portáteis de gravação audiovisual (câmeras corporais) para agentes de fiscalização ambiental. O ICMBio já possui normas internas (Regimento Interno da Fiscalização) que preveem o uso desses dispositivos conforme a disponibilidade de recursos, mas o projeto transforma essa prática em uma obrigação legal com diretrizes nacionais.

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As novas regras estabelecem o armazenamento seguro dos registros por no mínimo cinco anos e o a cesso garantido aos envolvidos mediante requerimento fundamentado. Além disso, o texto veda a divulgação a terceiros, assegurando a proteção de dados pessoais e o sigilo institucional.

Regras unificadas para fiscalização ambiental
O colegiado aprovou o substitutivo do relator, deputado Chico Alencar (Psol-RJ), ao Projeto de Lei 1351/25, do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO). O relator fez algumas mudanças na versão original, que focava exclusivamente nas atividades do ICMBio e em ações consideradas “atividades externas”.

Uma mas mudanças feitas por Chico Alencar foi para ampliar o alcance da medida para o Ibama e demais órgãos executores do Sisnama, criando um marco único para a fiscalização ambiental federal.

O texto do relator também especifica que a obrigação se aplica apenas às atividades de fiscalização, poupando de gravação obrigatória funções de baixo risco, como educação ambiental, pesquisa ou gestão administrativa de unidades de conservação.

Para permitir a adaptação financeira e a compra dos equipamentos, o substitutivo amplia o prazo de vigência de 180 para 365 dias após a publicação.

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Chico Alencar ressaltou que a proposta equilibra a necessidade de controle social com a valorização da missão institucional dos agentes.

“A proposta tem o potencial de trazer benefícios a todas as partes envolvidas, protegendo o cidadão contra eventuais excessos ou mal-entendidos, resguardando os servidores no exercício regular de suas funções e promovendo uma cultura de integridade, legalidade e profissionalismo na atuação estatal”, disse.

Próximas etapas
A proposta tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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