conecte-se conosco

Política Nacional

Bolsonaro diz que avalia liberar cobrança de bagagens para aéreas de baixo custo

Publicado

Por Guilherme Mazui, Roniara Castilhos e Delis Ortiz, G1 e TV Globo — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (14) que avalia sancionar a medida provisória (MP) aprovada pelo Congresso Nacional que proíbe a cobrança por bagagens de até 23 quilos em voos domésticos.

Em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, ele disse que, ao sancionar o texto, editaria uma nova medida provisória para permitir a cobrança da taxa apenas para empresas aéreas de baixo custo, conhecidas como “low cost”.

Bolsonaro deu a informação durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. Ele foi questionado sobre a posição em relação à MP das aéreas, aprovada pelo Congresso e cujo prazo final para sanção presidencial vence na próxima segunda-feira (17).

A MP, que autoriza a participação de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras, foi modificada por deputados e senadores ao prever a gratuidade para bagagem de até 23 quilos em aviões com capacidade acima de 31 lugares, nos voos domésticos.

O presidente afirmou aos jornalistas que é preciso ser criativo para encontrar uma forma de seguir a lei e garantir que o setor avance.

Recentemente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a operação no Brasil das empresas de baixo custo Norwegian Air (Noruega), Flybondi (Argentina) e Sky Airline (Chile).

Outros assuntos

Leia mais sobre outros assuntos que o presidente abordou durante o café da manhã.

  • Homofobia

Ele disse que a decisão do Supremo Tribunal Federal que permitiu a criminalização da homofobia foi ‘completamente equivocada’.

De acordo com Bolsonaro, a decisão do Supremo prejudica as pessoas que são homossexuais. Ele argumentou que um empregador pensará “duas vezes” antes de contratar um homossexual.

“Tipificar a homofobia como se racismo fosse é o STF entrando na seara penal, estão legislando. Isso prejudica o próprio homossexual nesta decisão”. disse.

Leia mais:  Economia com reforma da Previdência deve chegar a R$ 850 bi, calcula presidente de comissão
  • Correios

Ele disse que decidiu demitir o presidente dos Correios, general Juarez Cunha. Segundo Bolsonaro, o militar se comportou como “sindicalista” e se manifestou contrário à privatização da estatal, avalizada por ele.

Bolsonaro afirmou que uma possibilidade seria colocar à frente dos Correios o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, demitido da Secretaria de Governo nesta quinta-feira (13). Porém, o agora ex-ministro não deve assumir no momento nenhuma função no governo.

  • Reforma da Previdência

Segundo o presidente, a “bola está com o Legislativo” e, portanto, o governo não irá “forçar a barra” na negociação com o Congresso para evitar o risco de “não aprovar nada”.

“O natural é ceder para aprovar o que é possível, mas no limite curto do previsto na economia”, afirmou presidente.

Disse ainda que, aprovada a reforma da Previdência, as próximas prioridades do governo são a reforma tributária e o pacote anticorrupção.

  • Troca de mensagens

Bolsonaro disse que não segue recomendação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de utilizar um celular protegido com um programa de criptografia para se comunicar. Ele disse ainda não ter “nada a esconder”.

Segundo Bolsonaro, mesmo tendo recebido um celular com programa de criptografia, que protege as mensagens de maneira mais eficiente, ele optou por não utilizá-lo.

“Eu continuo agindo da mesma maneira. Eu não tenho nada a esconder. Se existe um telefone grampeado no Brasil, este é o meu”, afirmou o presidente.

Comentários Facebook

Política Nacional

Celular do presidente Jair Bolsonaro também foi alvo de invasão por hackers

Publicado

O grupo hacker preso na terça-feira, 23, atacou celulares do presidente da República, Jair Bolsonaro. A informação foi transmitida pela Polícia Federal ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e já foi encaminhada ao presidente. Quatro pessoas presas sob suspeita de invasão de celular de autoridades estão custodiadas em Brasília.

Na nota, o Ministério da Justiça diz que, segundo a PF, “aparelhos celulares utilizados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira (23)”.

“Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao presidente da República”, acrescenta a nota – que não informa se foi extraído conteúdo de conversas de aparelhos do presidente Jair Bolsonaro.

Leia a íntegra da nota:

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira (23). Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao presidente da República”.

Leia mais:  Maia diz que pretende votar segundo turno nesta sexta-feira, para encerrar até a noite

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana