Connect with us


Agro

Biodefensivo à Base de Baculovírus Surge como Alternativa Sustentável no Controle da Lagarta-do-Cartucho

Publicado em

Com foco em sustentabilidade e segurança alimentar, os insumos biológicos têm se destacado como alternativa ou complemento aos defensivos químicos na agricultura moderna. Eles permitem o controle de pragas sem causar danos ao produtor, ao ambiente ou aos inimigos naturais das culturas.

Nesse contexto, a Life Biological Control apresenta o Destroyer, um biodefensivo à base de baculovírus, capaz de atingir eficiência superior a 80% no controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) em culturas como soja e milho, dependendo das condições climáticas e da densidade populacional da praga.

Como Funciona o Baculovírus

O baculovírus é um vírus altamente específico para insetos, infectando apenas determinadas pragas, sem afetar outros insetos benéficos. O mecanismo de ação ocorre quando a lagarta ingere partículas virais presentes nas folhas contaminadas.

No corpo do inseto, o vírus se multiplica, interrompendo rapidamente a capacidade de alimentação e levando à morte da praga em poucos dias. Após a morte, o corpo da lagarta libera mais partículas virais, permitindo que outras lagartas sejam infectadas, ampliando o efeito do produto no campo.

Leia mais:  CNI celebra decisão dos EUA de retirar tarifa sobre produtos agrícolas brasileiros: "Avanço nas relações bilaterais", diz Ricardo Alban
Eficiência Depende de Manejo Correto

De acordo com Cristiane Tibola, CEO da Life Biological Control e doutora em entomologia pela Esalq/USP, o sucesso do uso do baculovírus depende do momento de aplicação.

“O baculovírus precisa ser ingerido para agir. O ideal é aplicar quando a lagarta ainda é jovem, com até 1,5 cm, durante a fase vegetativa da cultura e antes que os danos se espalhem”, explica Cristiane.

Ela alerta que erros comuns dos produtores incluem aplicar o biológico somente quando a praga já está grande, não monitorar a lavoura regularmente e utilizar o produto apenas como medida emergencial, em vez de estratégia preventiva.

Produto Resulta de Pesquisa em Parceria com a Embrapa

O Destroyer é fruto de anos de pesquisa da Life Biological Control em parceria com a Embrapa, transformando mais de 30 anos de estudos em um produto disponível no mercado. Segundo Cristiane, o biodefensivo permite ao agricultor combater a principal praga do milho no Brasil, além de atuar em soja, trigo e pastagens, com controle seletivo e sem impactos ambientais indesejados.

“Por ser seletivo, o Destroyer mata apenas a lagarta-do-cartucho, preservando outras pragas e inimigos naturais da lavoura”, afirma a CEO.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia mais:  3º Fórum Planeta Campo 2023 será quinta em São Paulo

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

Published

on

A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

Leia mais:  Umidade pode cair a 11% e manter regiões produtoras em alerta

“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

Leia mais:  Agrotis projeta crescimento anual de 20% após faturar R$ 70 milhões em 2025

O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262