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Aviação civil no Centro-Oeste supera 1 milhão de passageiros em novembro e mantém crescimento contínuo em 2025

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O setor aéreo tem apresentado resultados positivos em vários seguimentos e regiões do país ao longo dos últimos meses. Na região Centro-Oeste não é diferente. Em novembro de 2025, com 1.042.869 passageiros movimentados, a região apresentou crescimento de 5,4% superior ao observado no mesmo período de 2024, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado confirma a trajetória positiva da aviação ao longo do ano, com todos os meses de 2025 apresentando desempenho acima dos números registrados em 2024. 

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Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho reforça a importância da aviação regional para o desenvolvimento do país. “Os números mostram que a aviação no Centro-Oeste segue em expansão, com crescimento consistente no último ano. Nosso trabalho é ampliar a conectividade aérea, fortalecer os aeroportos regionais e garantir que o transporte aéreo continue impulsionando o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e a integração nacional”, afirmou o ministro.

O Aeroporto Internacional de Brasília concentrou a maior parte da movimentação regional em novembro, com 702.110 passageiros, o equivalente a 67,33% do total. O terminal mantém sua posição como principal hub aéreo do Centro-Oeste e um dos mais relevantes do país em conexões nacionais e internacionais.

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Na sequência, o Aeroporto de Goiânia respondeu por 14,46% da movimentação regional, com 150.733 passageiros, e foi o único aeroporto da região a registrar o melhor mês da série histórica para o mês de novembro, evidenciando o fortalecimento da demanda no estado de Goiás.

O Aeroporto de Várzea Grande (Cuiabá) contabilizou 97.810 passageiros, correspondendo a 9,38% do total regional. Já o Aeroporto de Campo Grande movimentou 60.642 passageiros (5,82%), enquanto o Aeroporto de Sinop registrou 18.762 passageiros, o que representa 1,80% da movimentação do Centro-Oeste no mês.

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, os aeroportos da região tiveram movimentação de turistas superior a 11.3 milhões, alta de 7,1% na comparação com igual período de 2024. A trajetória contínua, sem oscilações negativas, reflete a ampliação da demanda por transporte aéreo, a demanda maior por passageiros e o fortalecimento das conexões regionais e nacionais.

Os resultados consolidam o papel do Centro-Oeste como um eixo estratégico de mobilidade, atendendo aos deslocamentos a negócios, ao turismo e às atividades ligadas ao agronegócio, setor fundamental para a economia regional e nacional.

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Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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