Paraná
Atuação do MPPR garante devolução de R$ 1,4 milhão ao erário e condenação a penas de prisão de denunciados por crimes contra o patrimônio público
Atuação do Ministério Público do Paraná em Cascavel, no Oeste do estado, resultou na restituição aos cofres públicos de R$ 1,4 milhão e na condenação a penas de prisão de pessoas investigadas e denunciadas por crimes contra o patrimônio público. Os resultados decorrem da Operação Ostentação, realizada em conjunto pela 7ª Promotoria de Justiça de Cascavel e a Divisão de Combate à Corrupção (Decor) da Polícia Civil, que identificou o funcionamento de um articulado esquema criminoso envolvendo arrendamento ilegal de serviços notariais e registrais em cartórios nos municípios de Santa Tereza do Oeste e Lindoeste, que integram a comarca, além de falsificações de escrituras públicas e outros atos.
Áudio do Promotor de Justiça Sérgio Ricardo Cezaro Machado
A sentença, publicada no último dia 30 de outubro, decorre de denúncia oferecida pelo MPPR em 2022 contra sete pessoas envolvidas nos ilícitos, que foram praticados entre os anos de 2016 e 2020. Cinco réus trabalhavam nos cartórios em que os crimes foram praticados.
Devolução – O ressarcimento dos valores consta de acordos de Não Persecução Penal (ANPP) e de Não Persecução Cível (ANPC) firmados entre o Ministério Público e três dos investigados por participação nos ilícitos. A assinatura e cumprimento dos acordos resultou na extinção da punibilidade de três réus. Quando aos demais, as penas aplicadas variaram de 40 anos e 8 meses de prisão a 11 anos e 4 meses de prisão, de acordo com a participação de cada um no esquema criminoso. O montante restituído será destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos, gerido pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania do Estado do Paraná (R$1.221.070,84) e ao Observatório Social de Cascavel (R$ 186.404.61).
Ao oferecer a denúncia, o MPPR elencou as condutas criminosas apuradas a partir de seis eixos: corrupção ativa e passiva na subdelegação do comando do serviço distrital de Santa Tereza do Oeste; associação criminosa no serviço distrital de Santa Tereza do Oeste; falsidades praticadas no serviço distrital de Santa Tereza do Oeste; extravio de livros do comando do serviço distrital de Santa Tereza do Oeste; corrupção ativa e passiva na subdelegação do serviço distrital de Lindoeste e falsidade de documento público em Santa Tereza do Oeste e falsidade praticada no serviço distrital de Lindoeste.
Da sentença, expedida pela 3 Vara Criminal de Cascavel, cabe recurso.
Processo 0040283-15.2022.8.16.0021.
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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Gaeco de Londrina denuncia 49 pessoas investigadas na Operação Panóptico, que apura organização criminosa com atuação nacional a partir de presídios
O Ministério Público do Paraná denunciou nesta quarta-feira, 26 de agosto, 49 pessoas investigadas a partir da Operação Panóptico, que investiga organização criminosa armada com atuação em âmbito nacional a partir de presídios. Os fatos criminosos foram narrados em seis denúncias oferecidas pelo Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Áudio do Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado
Foram imputados aos denunciados o crime de favorecimento ao domínio social estruturado, previsto no artigo 3º da Lei 15.358/2026, a chamada Lei Antifacção, e o de integrarem organização criminosa (Lei 12.850/2013). A Operação Panóptico foi deflagrada em 15 de junho último, quando foram cumpridos 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
As denúncias oferecidas derivam do compartilhamento de provas produzidas no âmbito das operações Alvorada e Libertatem, deflagradas originalmente pelo Núcleo de Umuarama do Gaeco.
A partir das informações e provas compartilhadas, foi possível mapear e identificar os membros responsáveis pela atuação territorial, logística e financeira que compunham a chamada “Região 43”, cuja cidade-polo é Londrina, inclusive integrantes de alto escalão da organização criminosa investigada. Além de Londrina, as investigações da Operação Panóptico envolveram os outros nove núcleos regionais do Gaeco.
Antes do oferecimento das denúncias, o Juízo de Garantias da 2ª Vara Criminal de Londrina já havia decretado a prisão preventiva de todos os investigados, a pedido do Gaeco de Londrina.
Atuação conjunta – A realização da Operação Panóptico em âmbito estadual foi possível graças à atuação conjunta dos dez núcleos do Gaeco com a Secretaria de Estado da Segurança do Paraná, por meio das polícias Militar, Civil, Penal e Científica.
Processo 0027259-96.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.002446-4)
Processo 0046303-04.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004352-2)
Processo 0046305-71.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004353-0)
Processo 0046307-41.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004351-4)
Processo 0065409-83.2025.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.25.005834-0)
Processo 0046287-50.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004354-8)
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Fonte: Ministério Público PR
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