Agro
Arroba do boi gordo se mantém firme com oferta restrita e exportações aquecidas
Oferta restrita mantém preços da arroba sustentados
O mercado físico do boi gordo registrou preços firmes ao longo da semana em grande parte do Brasil, sustentados principalmente pela restrição na oferta de animais para abate.
De acordo com análise de Safras & Mercado, as escalas de abate seguem encurtadas na maioria das regiões, o que limita a disponibilidade e contribui para a manutenção das cotações em patamares elevados.
Frigoríficos avaliam redução de atividade em abril
Diante do cenário de oferta mais enxuta, parte dos frigoríficos já considera elevar o nível de ociosidade ao longo do mês de abril. Entre as estratégias avaliadas está a concessão de férias coletivas, como forma de ajustar o ritmo de produção à disponibilidade de animais.
Exportações aquecidas, com destaque para a China
No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo acelerado, com forte demanda da China neste início de ano.
As projeções indicam que a cota de exportação para o país asiático pode se esgotar entre maio e junho. Esse cenário traz incertezas para o segundo semestre, especialmente no terceiro trimestre, período marcado pela entrada de animais oriundos de confinamento.
Preços da arroba avançam nas principais praças pecuárias
As cotações do boi gordo apresentaram valorização na comparação semanal nas principais regiões produtoras do país.
Confira os valores da arroba a prazo em 9 de abril:
- São Paulo (Capital): R$ 370,00 (+2,78%)
- Goiás (Goiânia): R$ 355,00 (+4,41%)
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 350,00 (+1,45%)
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360,00 (+2,86%)
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 (+1,41%)
- Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 (+3,13%)
O movimento reflete a dificuldade dos frigoríficos em alongar escalas, diante da oferta limitada.
Atacado segue firme, mas enfrenta concorrência com carne de frango
No mercado atacadista, os preços da carne bovina permaneceram firmes ao longo da semana, com expectativa de novos reajustes no curto prazo, impulsionados pela entrada de salários na economia e pela reposição entre atacado e varejo.
No entanto, a competitividade com outras proteínas ainda limita avanços mais expressivos, especialmente diante dos preços mais baixos da carne de frango.
Entre os cortes bovinos:
- Quarto dianteiro: R$ 22,50/kg (+2,27%)
- Traseiro: R$ 27,50/kg (estável)
Exportações crescem em valor, volume e preço médio
As exportações brasileiras de carne bovina in natura apresentaram desempenho positivo em março, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
No período de 22 dias úteis, o país exportou:
- Receita total: US$ 1,360 bilhão
- Média diária: US$ 61,835 milhões
- Volume total: 233,951 mil toneladas
- Média diária: 10,634 mil toneladas
- Preço médio: US$ 5.814,80 por tonelada
Na comparação com março de 2025, os resultados indicam crescimento consistente:
- Valor médio diário: +29%
- Volume médio diário: +8,7%
- Preço médio: +18,7%
Perspectivas: mercado firme no curto prazo, mas com atenção ao segundo semestre
O mercado do boi gordo segue sustentado no curto prazo, impulsionado pela oferta restrita e pela demanda externa aquecida.
No entanto, o possível esgotamento da cota de exportação para a China e a entrada de animais de confinamento no segundo semestre devem trazer novos desafios ao setor, exigindo atenção dos agentes de mercado quanto ao equilíbrio entre oferta e demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Paraná amplia área de milho e pode registrar safra histórica na segunda safra de 2026
O Paraná registra forte expansão na área destinada ao milho na primeira safra de 2025/26, com crescimento de 31% em relação ao ciclo anterior. O avanço consolida o cereal como uma das principais culturas do Estado e reforça a expectativa de uma segunda safra recorde, com potencial de ultrapassar 21 milhões de toneladas somando os dois ciclos.
Os dados são do relatório mensal de safra do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e refletem mudanças importantes no comportamento do produtor diante do cenário de mercado.
Milho ganha espaço com preços mais estáveis e menor atratividade da soja
Na primeira safra, o milho ocupou 364,9 mil hectares no Paraná, contra 278,3 mil hectares registrados no ciclo anterior. O crescimento foi atribuído principalmente à maior estabilidade dos preços do cereal em comparação à soja, que enfrentou menor atratividade comercial no período.
Segundo técnicos do Deral, o cenário de preços levou muitos produtores a migrarem para o milho, que apresenta maior previsibilidade de produtividade e retorno em relação à oleaginosa em determinados momentos do mercado.
A produção da primeira safra superou 4 milhões de toneladas, reforçando o peso da cultura no planejamento agrícola estadual.
Segunda safra de milho deve ser a maior da história no Paraná
A segunda safra de milho também registra avanço expressivo, com 2,9 milhões de hectares cultivados, alta de 7% em relação ao ciclo anterior e maior área já registrada no estado.
A expansão ocorreu, principalmente, sobre áreas tradicionalmente ocupadas pelo trigo, refletindo o fortalecimento do cereal no sistema produtivo paranaense.
A projeção do Deral indica que, em condições climáticas normais, a produção da segunda safra pode superar 17,5 milhões de toneladas. Somadas as duas safras, o Paraná pode ultrapassar a marca de 21 milhões de toneladas de milho em 2026.
Clima e geadas ainda são fatores de atenção
Apesar do cenário positivo, o desempenho da segunda safra depende das condições climáticas nos próximos meses. Geadas recentes causaram impactos pontuais em regiões do Sul do estado, sem comprometimento relevante para a cultura do milho, segundo técnicos.
A preocupação agora se concentra na possibilidade de novos eventos climáticos nas próximas semanas, que podem interferir no potencial produtivo das lavouras em fase de definição.
Trigo mantém bom desenvolvimento no campo paranaense
A cultura do trigo apresenta bom desempenho no Paraná, com mais de 61% da área já semeada. A estimativa total para a safra 2026 é de 722 mil hectares, com produção projetada em 2,4 milhões de toneladas.
De acordo com técnicos do Deral, as condições climáticas do inverno tendem a ser influenciadas por um possível El Niño mais intenso no segundo semestre, o que pode resultar em temperaturas mais amenas e maior volume de chuvas, favorecendo tanto o trigo quanto o planejamento da próxima safra de verão.
Batata registra queda e clima impacta colheita da segunda safra
A primeira safra de batata foi concluída com redução de área e produção em comparação ao ciclo anterior. Já a segunda safra enfrenta dificuldades devido ao excesso de chuvas, que prejudicou o ritmo de colheita.
A produção estimada recuou cerca de 2%, enquanto a produtividade apresentou queda de 6%, segundo o Deral.
Cebola tem retração de área, mas produtividade avança com tecnologia
A área cultivada com cebola segue em queda no Paraná, refletindo o cenário nacional de excesso de produção nos últimos anos e pressão sobre os preços ao produtor.
Para a safra 2026/27, já foram plantados 212 hectares, o equivalente a 9% da área prevista de 2,4 mil hectares. A produção estimada é de 93,3 mil toneladas, com início de colheita previsto para outubro, dependendo das condições climáticas.
Apesar da retração na área, a cultura apresenta forte avanço tecnológico. O uso de híbridos, semeadura direta e irrigação elevou a produtividade de 26.092 kg/ha em 2018 para 39.075 kg/ha na safra atual.
O Paraná respondeu por 5,6% da produção nacional de cebolas em 2024, ocupando a sétima posição entre os estados produtores, com destaque para as regiões de Guarapuava, Irati e Curitiba.
Leite e avicultura mostram desempenho positivo no boletim do Deral
O boletim semanal do Deral aponta valorização na cadeia do leite no Paraná, impulsionada pela redução na captação industrial. O preço do leite cru pago ao produtor registrou alta de 13% em relação à média de abril, refletindo maior equilíbrio entre oferta e demanda.
Na avicultura, o Paraná mantém liderança absoluta nas exportações brasileiras. No primeiro quadrimestre, o estado embarcou 791,1 mil toneladas de carne de frango, com faturamento de US$ 1,43 bilhão.
O desempenho representa crescimento no volume exportado e aumento da receita, sustentado principalmente pela forte demanda de mercados como China e Japão, que seguem como principais destinos da proteína paranaense.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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