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Agro

Aprosoja: produtores de soja têm “créditos” de carbono e não “débitos”

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O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Antônio Galvan, disse que os produtores rurais já geram créditos de carbono devido às reservas legais e Áreas de Preservação Permanente (APPs) em suas propriedades, assim como pelas práticas sustentáveis de cultivo. “Produtor de soja tem créditos de carbono; lei não pode transformá-lo em devedor”, frisou Galvan, completando que a entidade está fazendo todo o possível para que o PL 412 não seja aprovado da forma como está.

Antônio Galvan, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil)

A fala de Galvan é um contraponto à discussão que visa regulamentar o mercado de carbono no Brasil que está em discussão no Congresso. A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou o projeto de lei (PL) 412/2022, que exclui o agronegócio de obrigações previstas no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). A matéria segue para a Câmara dos Deputados, a menos que haja pedido para votação no Plenário.

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Galvan expressa preocupação em relação à regulação do projeto de carbono, questionando a clareza da lei nesse aspecto. Ele enfatiza que as reservas já comprovam a geração de créditos de carbono, defendendo a necessidade de garantir por lei o direito dos produtores de recebê-los.

Pirajá também traz uma inquietação do setor, questionando quem será responsável pelo controle dessa regulação e quais serão os custos associados. Ele argumenta que não é necessário regular o agronegócio, já que a existência do mercado de carbono no Brasil resultará em aumento dos custos de produção, devido à necessidade de readequação para uma suposta economia verde.

Ele considera o agronegócio como um dos maiores geradores de créditos de carbono devido à preservação das florestas, países estrangeiros podem ter interesse em adquirir esses créditos e destaca os esforços da Aprosoja, em conjunto com a Frente Parlamentar de Agricultura e Pecuária (FPA), para evitar a aprovação da lei conforme está proposta.

Fonte: Pensar Agro

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Agro

Irrigação por gotejamento ganha espaço no agro e melhora produtividade, uniformidade e controle da lavoura

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A irrigação por gotejamento vem ampliando sua presença no agronegócio brasileiro e se consolidando como uma das principais tecnologias para aumento da eficiência produtiva no campo. Mais do que economizar água, o sistema tem sido adotado por produtores de diferentes culturas por contribuir diretamente para a uniformidade das lavouras, o desenvolvimento radicular das plantas e o maior controle do manejo agrícola.

Com a crescente ocorrência de irregularidades climáticas e períodos de estiagem em importantes regiões produtoras do país, a irrigação localizada passou a ser vista como uma ferramenta estratégica para garantir estabilidade produtiva e reduzir riscos no campo.

Segundo especialistas do setor, o gotejamento permite uma aplicação mais precisa da água, favorecendo o desenvolvimento equilibrado das plantas ao longo de todo o ciclo produtivo.

Uniformidade da lavoura melhora manejo e produtividade

Um dos principais benefícios observados pelos produtores está na maior uniformidade das lavouras. Como a água é distribuída de forma localizada e controlada, há redução das diferenças de desenvolvimento entre plantas dentro da mesma área.

Esse equilíbrio favorece tanto o desempenho produtivo quanto as operações de manejo, tornando a lavoura mais homogênea e eficiente.

De acordo com o engenheiro agrônomo Elidio Torezani, diretor da Hydra Irrigações e primeira revenda Netafim do Brasil, o impacto vai além do aumento da produtividade.

“Quando a água é bem distribuída, a lavoura fica mais uniforme, e isso facilita todo o restante do manejo”, destaca o especialista.

A uniformidade também contribui para:

  • melhor padronização das plantas;
  • maior eficiência na aplicação de insumos;
  • redução de falhas no desenvolvimento;
  • melhoria da qualidade final da produção.
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Sistema favorece raízes mais fortes e eficientes

Outro diferencial da irrigação por gotejamento está no fortalecimento do sistema radicular das plantas.

A aplicação controlada de água cria um ambiente mais estável no solo, favorecendo o crescimento das raízes e aumentando a eficiência na absorção de nutrientes.

Com raízes mais desenvolvidas e saudáveis, as plantas conseguem responder melhor às condições do ambiente e aos manejos realizados ao longo da safra.

“O sistema cria um ambiente mais estável para a raiz. Isso faz diferença no desenvolvimento da planta e na forma como ela responde ao manejo”, explica Torezani.

Especialistas apontam que esse efeito pode contribuir para:

  • crescimento mais equilibrado;
  • maior resistência em períodos de estresse hídrico;
  • melhor aproveitamento nutricional;
  • aumento do potencial produtivo.
Maior controle reduz riscos na produção agrícola

Além dos ganhos fisiológicos, a irrigação por gotejamento também oferece mais previsibilidade ao produtor rural.

Ao reduzir a dependência exclusiva das chuvas, o agricultor passa a ter maior domínio sobre o fornecimento de água em momentos críticos da lavoura, permitindo tomadas de decisão mais seguras.

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Esse controle se torna ainda mais relevante em um cenário de mudanças climáticas e maior frequência de eventos extremos no campo.

“Quando o produtor tem domínio sobre a água, ele consegue conduzir melhor a lavoura. Isso reduz risco e traz mais estabilidade para a produção”, afirma o engenheiro agrônomo.

Tecnologia avança em diferentes culturas do agro brasileiro

A irrigação por gotejamento vem sendo utilizada em diversas culturas agrícolas, incluindo:

  • café;
  • frutas;
  • hortaliças;
  • cana-de-açúcar;
  • grãos;
  • pomares comerciais.

O avanço da tecnologia acompanha a busca do agronegócio por sistemas mais sustentáveis, eficientes e capazes de elevar a produtividade mesmo em cenários climáticos desafiadores.

Com ganhos em eficiência hídrica, manejo e estabilidade produtiva, o gotejamento segue ganhando espaço como uma das ferramentas mais importantes da agricultura moderna brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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