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Educação

Após dois anos de Pé-de-Meia, abandono escolar cai 43%

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Pé-de-Meia completa dois anos em 2026 e, desde sua criação, colaborou para que o número de alunos fora do ensino médio caísse quase pela metade – enquanto em 2022 a taxa de abandono escolar era de 6,4%, em 2024 ela caiu para 3,6%, uma diminuição de 43%. Além disso, a taxa de reprovação escolar também recuou em 33% no mesmo período, e o atraso escolar (distorção idade-série) sofreu queda de 27,5%, entre 2022 e 2025. 

Com 5,6 milhões de estudantes beneficiados desde sua criação, o que corresponde a mais da metade (54%) do total de alunos do ensino médio público do país, o investimento do Governo do Brasil na política, que tem ajudado jovens a permanecerem na escola com uma trajetória de sucesso, foi de R$ 18,6 bilhões ao longo dos anos letivos de 2024 e 2025. 

Os dados foram apresentados pelo ministro da Educação, Camilo Santana, acompanhado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, 1º de abril, durante evento em Fortaleza (CE), que marcou a inauguração da primeira fase das obras do campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará. 

Confira os dados do programa por unidade da Federação (UF): 

UF 

Número de beneficiados (2024 e 2025)  

Beneficiados (% em relação ao total da rede pública) 

Acre  

39.161 

64,97% 

Alagoas  

136.743 

65,78% 

Amapá  

35.367 

74,08% 

Amazonas  

198.207 

68,27% 

Bahia  

566.616 

67,86% 

Ceará  

391.237 

76,43% 

Distrito Federal  

61.943 

47,70% 

Espírito Santo  

88.086 

47,33% 

Goiás  

166.243 

45,10% 

Maranhão  

322.841 

76,68% 

Mato Grosso  

91.883 

44,56% 

Mato Grosso do Sul  

64.393 

45,92% 

Minas Gerais  

492.524 

49,76% 

Paraná  

202.444 

36,60% 

Paraíba  

154.326 

72,73% 

Pará  

385.279 

73,11% 

Pernambuco  

366.435 

73,82% 

Piauí  

148.457 

70,53% 

Rio Grande do Norte  

120.149 

71,08% 

Rio Grande do Sul  

173.719 

37,81% 

Rio de Janeiro  

383.789 

55,07% 

Rondônia  

50.864 

47,13% 

Roraima  

22.363 

59,58% 

Santa Catarina  

85.404 

25,50% 

Sergipe  

88.137 

72,90% 

São Paulo  

775.865 

38,05% 

Tocantins  

61.460  

60,78% 

TOTAL BRASIL 

5.673.935 

54,24% 

Leia mais:  Inscrições na Medalha Paulo Freire vão até quarta (6)

Perfil – O perfil dos participantes do Pé-de-Meia reforça seu caráter de inclusão e equidade educacional. Voltado a estudantes de famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ou seja, jovens cujas famílias tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa, do total de beneficiários, 51,5% são meninas e 72,9% são negros, entre pretos e pardos — segundo dados de 2025. Em todo Brasil, 56.929 estudantes indígenas receberam o incentivo desde o início do programa. 

Os participantes ganham R$ 200 por mês, caso mantenham a frequência escolar, e R$ 1.000 por ano de ensino concluído com aprovação, além de uma parcela extra para quem participa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de conclusão. Enquanto as parcelas mensais podem ser utilizadas imediatamente, auxiliando em gastos diários dos estudantes, os pagamentos de R$ 1.000, por outro lado, são depositados em poupança e podem ser sacados apenas após a conclusão do ensino médio, como um incentivo para encerrar essa etapa de ensino e uma perspectiva para o futuro. 

Pé-de-Meia Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público. Seu objetivo é democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de fomentar mais inclusão pela educação, estimulando a mobilidade social. Os estados, os municípios e o Distrito Federal prestam as informações necessárias à execução do incentivo, possibilitando seu acesso aos estudantes matriculados nas respectivas redes de ensino. 

Leia mais:  Após dois anos de Pé-de-Meia, abandono escolar no ES cai 40%

Resumo | 2 anos de Pé-de-Meia 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)  

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Prouni: comprovação de informações para lista de espera é até 14/09

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Participantes da lista de espera do processo seletivo para o segundo semestre do Programa Universidade para Todos (Prouni) têm até o dia 14 de setembro para comprovar as informações apresentadas no momento da inscrição. A comprovação dos dados deve ser realizada diretamente na instituição privada de educação superior indicada pelo candidato. Cada faculdade ou universidade define o formato de recebimento dos documentos exigidos, que pode ser presencial ou por meio de plataforma online. A perda do prazo ou a não apresentação dos documentos comprobatórios acarreta a reprovação no âmbito das bolsas do Prouni. 

O resultado da lista de espera desta edição do Prouni foi divulgado na terça-feira, 1° de setembro, e pode ser conferido no Portal Acesso Único ao Ensino Superior, por meio da conta Gov.br. A ordem de classificação dos participantes da lista de espera é observada pelas instituições de ensino, responsáveis pela análise da documentação exigida e pela emissão do termo de aprovação para a obtenção da bolsa. Esta é a última etapa da atual seleção, de modo que todos os participantes da lista de espera devem entregar a documentação exigida dentro do prazo. 

Para comprovar as informações declaradas na inscrição, o participante deve apresentar os seguintes documentos originais com suas respectivas cópias: 

  1. Comprovante de residência atualizado; 
  2. Identificação do candidato e dos membros do grupo familiar; 
  3. Comprovantes de rendimento bruto mensal de todos os integrantes do grupo familiar; 
  4. Comprovante de conclusão do ensino médio em escola da rede pública ou em instituição privada, conforme declarado na inscrição.  
Leia mais:  Obras entregues em SC têm investimento de R$ 4,7 milhões

Prouni – O Programa Universidade para Todos é uma iniciativa do MEC que concede bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) em cursos de graduação em instituições privadas de educação superior. O programa destina-se a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alcançado nota mínima de 450 pontos na média das provas e não tenham zerado a redação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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