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Aos 18 anos, estudante de colégio estadual em Cafezal do Sul publica romance policial

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Daniele Garcia ainda nem concluiu o Ensino Médio, mas já tem um livro publicado no currículo. Aluna do Colégio Estadual Tiradentes, em Cafezal do Sul, no Noroeste, a jovem de 18 anos lançou “Como se Livrar de um Criminoso”, romance que mistura suspense, mistério, ação e psicologia.

O lançamento do livro ocorreu em agosto, no próprio colégio, e contou com apoio da direção escolar para a realização de uma noite de autógrafos. Além de autografar os livros, a estudante pôde apresentar a obra para colegas, professores, familiares e membros da comunidade escolar.

“Sempre gostei muito de escrever e da ideia de criar alguma coisa. Meus pais contam que desde muito pequena, eu gostava de contar histórias que eu mesma inventava”, recorda Daniele. “Depois que entrei na escola, minha criatividade com a criação de histórias se aflorou por meio das produções textuais, que adorava fazer. Minhas matérias favoritas no colégio sempre foram História e Redação”.

Além do incentivo em sala de aula, o colégio conta com um clube de leitura, por meio do qual os alunos mantêm contato com o mundo dos livros. No caso de Daniele, porém, o apoio da escola transcendeu a parte pedagógica. Quando soube que a jovem estava escrevendo um livro, a direção escolar fez contato com a Prefeitura de Cafezal do Sul, que patrocinou a publicação do livro junto à editora Dialética.

“É muito gratificante para a comunidade escolar ter uma aluna escritora tão nova e já lançando um livro. A Daniele é uma motivação para todos os alunos do Colégio Tiradentes e um orgulho para direção, equipe pedagógica e professores”, afirma Geraldo Ancilotto Filho, diretor da instituição.

SUSPENSE E PSICOLOGIA – Daniele estudou a vida inteira em escola pública. O Colégio Estadual Tiradentes tem sido sua segunda casa desde que se mudou para Cafezal do Sul, em 2019, e iniciou o 6º ano do Ensino Fundamental.

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A vontade de escrever e publicar um livro vem de criança, mas a jovem começou a organizar as ideias no papel somente em 2024. Após planejar a história, Daniele passou a conciliar a rotina de estudante com a de escritora. “No ônibus a caminho da escola ou nos afazeres diários, a mente não para. Assim que consigo um tempo, normalmente no final de semana, passo para o arquivo do livro. Entro tão completamente dentro da história que nem vejo os ponteiros do relógio passarem”, diz.

A estudante chega a ficar até quatro horas seguidas escrevendo durante os finais de semana. O resultado de tanto empenho foi uma obra repleta de suspense policial, drama psicológico e reviravoltas.

Disponível para aquisição no site da editora, “Como se Livrar de um Criminoso” conta a história de uma psicóloga policial que vê carreira e vida virarem de cabeça para baixo ao iniciar a investigação de um crime. Entre segredos, perigos e dilemas pessoais, a protagonista tenta equilibrar capacidade analítica e força emocional com a fé, seu maior alicerce diante do medo e da incerteza.

“A mensagem central é que o crime, o medo e a escuridão podem até ameaçar, mas a fé, a coragem e a busca pela verdade sempre vencem. É uma forma de dizer que, mesmo no meio da escuridão, a verdade e a fé são luzes que nunca se apagam”, explica a escritora.

A protagonista, Viviane Stone, é descrita como uma jovem profissional determinada e corajosa, características que Daniele compartilha. Durante o processo de planejamento, escrita e publicação do livro, a estudante viveu desafios e ganhou experiências valiosas para a carreira profissional que se inicia. Enquanto isso, um segundo livro já está em produção, mas com enredo guardado a sete chaves. “Ainda não posso revelar muito sobre isso, apenas que é uma mistura de fantasia, ação, magia, mistério, com batalhas, perigos e intrigas, mas também com espaço para o romance”.

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“Histórias como a da Daniele mostram que a educação é uma chave poderosa para transformar vidas. Que este livro seja apenas o começo de uma trajetória brilhante, e que muitos outros estudantes sintam-se motivados a acreditar em seus sonhos”, aponta a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Umuarama, Gilmara Ana Zanata.

REDAÇÃO E LEITURA – Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, os feitos de Daniele refletem o trabalho intenso de incentivo à leitura e à redação nas escolas estaduais do Paraná. “Sabemos que leitura e redação são habilidades fundamentais para o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes, o que justifica os investimentos robustos que temos feito nessas áreas. É um orgulho ver uma estudante jovem, oriunda da escola pública, alçando voos tão altos com tão pouca idade, por meio da educação”, destaca.

Além de aulas de Redação e Língua Portuguesa, estudantes da rede estadual contam com tecnologias que ajudam no aprimoramento de habilidades de leitura e escrita. O recurso educacional digital Redação Paraná, por exemplo, é uma ferramenta de produção textual com correção digital. Já o acervo digital Leia Paraná, que reúne 122 livros em formato digital e 20 audiolivros, ultrapassou a marca de 1,1 milhão de obras lidas por estudantes em 2025.

Em parceria com a Google, o Governo do Estado também testa o uso de Inteligência Artificial (IA) para a correção de redações, o que proporciona feedbacks automatizados aos alunos e economia de tempo aos professores. Cerca de 120 mil estudantes da 3ª série do Ensino Médio serão beneficiados pela ferramenta.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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