Paraná
Ano letivo da rede começa com novidades e investimento de R$ 361 milhões em novas obras
Em visita ao Colégio Estadual Aníbal Khury Neto, em Curitiba, nesta segunda-feira (5), para acompanhar o primeiro dia de aulas de 2024, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou a liberação de mais R$ 361 milhões para obras de melhorias, reformas, ampliações e construções de escolas estaduais. O investimento faz parte de uma série de medidas tomadas pelo Governo do Estado para este ano letivo, que inclui a contratação de novos professores, compra de equipamentos, aumento do ensino em tempo integral e ampliação do currículo escolar.
Neste ano, 908 mil estudantes e 35 mil professores retornam para as salas de aula nas 2.087 escolas que integram a rede estadual de ensino, considerada a melhor do Brasil segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). No começo de janeiro, 1.195 novos professores e pedagogos tomaram posse para reforçar a educação pública do Paraná neste ano letivo. A ampliação do corpo docente da rede estadual, via concurso, era um dos maiores anseios da comunidade escolar nos últimos dez anos
“Estamos fazendo uma série de transformações na gestão das escolas para garantir que o Paraná continue a ter a melhor educação do Brasil e possa se tornar a melhor educação da América do Sul”, afirmou Ratinho Junior durante a visita. “Ampliamos de 30 para 412 as escolas em horário integral e chegamos a 312 escolas cívico-militares, sempre de acordo com a vontade dos pais e da sociedade. E agora anunciamos esses grandes investimentos em infraestrutura, potencializando ainda mais nossos espaços para receber os alunos e professores”.
Segundo o governador, as estratégias implementadas foram construídas a partir do diálogo com a comunidade escolar, em especial diretores e professores. “A Secretaria de Educação busca cada vez mais eficiência, monitorando cada uma das mais de 25 mil salas de aula e trabalhando em conjunto com os diretores nas adequações necessárias. É um modelo moderno de educação, em que o Estado fornece as ferramentas e tecnologias aos professores, que são quem fazem a educação acontecer”, concluiu Ratinho Junior.
NOVA INFRAESTRUTURA – O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), vinculado à Secretaria da Educação, está coordenando as obras de construção, reforma e ampliação das escolas estaduais. No momento, o órgão toca 89 licitações para construções de novos colégios, bem como ampliação e reforma daqueles já existentes em todas as regiões do Estado. No anúncio desta segunda estão nove ampliações, 67 reformas e 12 novas unidades escolares, algumas com recursos oriundos da transformação da Copel em corporação.
Entre as obras estão a ampliação do Colégio Estadual Walde Rosi Galvão, em Pinhais; a construção de Unidade Nova CE Zacarias Cardoso de Cristo, em Rio Branco do Sul; a construção da Unidade Nova Lagoinha, em Mandirituba; a reforma no Colégio Estadual de Educação Profissional Fernando Costa, em Santa Mariana; a ampliação do Colégio Estadual Jorge Schimmelpfeng, em Foz do Iguaçu; as reformas da Escola Estadual Francisco Inácio de Oliveira, em Tomazina, e Colégio Estadual José Pavan, em Jacarezinho; e a construção de uma unidade nova em Pato Branco.
Outros R$ 50 milhões serão aplicados em novos módulos para substituição das últimas 196 salas de aula de madeira existentes no Paraná. Em fase de licitação, as obras utilizarão o sistema de ecoconstrução – um conjunto de práticas e técnicas que visam minimizar o impacto ambiental da construção civil por meio da utilização de materiais ecológicos. Noventa e cinco já foram entregues no ano passado.
“A ecoconstrução é um modelo muito mais rápido, podendo ser implementado em torno de 60 dias, além de garantir mais conforto climático e melhor acústica dentro da sala de aula, contribuindo com o processo de ensino e aprendizagem para que o Paraná permaneça como a melhor educação do País”, explicou a presidente da Fundepar, Eliane Carmona.
EQUIPAMENTOS E EDUCAÇÃO AMPLIADA – O Governo do Estado também adquiriu mais 120 mil equipamentos de informática, como computadores, tablets e chromebooks, além de 18 mil kits de robótica que já foram distribuídos para reforçar o ensino das disciplinas voltadas à tecnologia em toda a rede estadual de ensino. Os equipamentos serão usados para ampliar a disciplina de Robótica, que a partir de 2024 também será ministrada nas 200 novas escolas da Educação em Tempo Integral e nos novos Colégios Cívico-Militares, enquanto a disciplina de Programação será lecionada para meio milhão de estudantes.
“A rede estadual do Paraná é a terceira maior do País, o que demanda um planejamento muito grande que vem sendo feito desde 2023 para melhoria da estrutura física das escolas, mas também da parte pedagógica”, comentou o secretário da Educação, Roni Miranda. “Teremos meio milhão de estudantes de 10 a 17 anos passando pelo ensino técnico, aprendendo a programar, enquanto 112 mil alunos farão cursos profissionalizantes em áreas técnicas como desenvolvimento de sistema, agronegócio, jogos digitais e enfermagem, de forma totalmente alinhada ao mercado”.
Com a meta de ampliar a abrangência da educação integral na rede estadual, a Secretaria da Educação planeja quase dobrar o número de alunos beneficiados pela educação integral até 2025, passando de 52 mil para 100 mil estudantes, o que representa um investimento anual extra de R$ 400 milhões.
O ensino integral se destaca pelo aumento do tempo dedicado aos estudos, com nove horas diárias e 45 horas semanais, proporcionando aos alunos uma carga horária mais completa. Além disso, o Paraná Integral recebeu reforço com a sanção da Lei Estadual 21.658/2023, que estabelece políticas públicas para a educação em tempo integral na rede estadual, regulamentando a carga horária dos docentes e os conteúdos a serem abordados.
Já o acesso à educação profissional foi ampliado com a oferta de 50 mil novas vagas em cursos técnicos em 2024. A expansão visa atender a crescente demanda do mercado por habilidades específicas. São mais de 30 cursos disponíveis, equipados com laboratórios e materiais de última geração. Para reforçar ainda mais a profissionalização dos alunos, o Estado também firmou uma parceria com o Senai Paraná para viabilizar a participação de alunos em cursos técnicos gratuitos aos estudantes do ensino médio em 13 tipos de qualificação.
“O estudante vai ter quatro dias de aula na escola por semana e um dia ele vai para o laboratório do Senai, onde ele vai ter toda a estrutura de laboratórios, professores à disposição para cursos de mecatrônica, elétrica, mecânica industrial e saindo ao final com um certificado do ensino médio junto com o certificado do curso do Senai”, explicou o secretário da Educação. “Em 2024 vamos expandir mais a cobertura das nossas inovações pedagógicas e queremos ampliar o nível de excelência da educação”.
COLÉGIOS CÍVICO-MILITARES – Após a realização de consultas públicas pelo Governo do Estado em novembro e dezembro de 2023, mais 106 instituições de ensino optaram pela adoção do modelo cívico-militar. Somadas aos 194 colégios que já funcionavam nesta modalidade e outros 12 do programa nacional que foram incorporados, 312 escolas funcionarão neste sistema em 2024.
GANHANDO O MUNDO – Em 2024, o Governo do Estado também vai enviar mil alunos para Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Nova Zelândia e Austrália dentro do programa Ganhando o Mundo – mais da metade já viajou. Essa é a maior edição do programa.
Fonte: Governo PR
Paraná
Riscos de incêndios, corte de energia e acidentes de trânsito: soltar balão é crime no Brasil
Junho e julho costumam trazer um cenário conhecido dos paranaenses: céu aberto, baixa ocorrência de chuvas e as tradicionais festas juninas. Neste período, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça um alerta importante: fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime previsto na legislação brasileira devido aos riscos que a prática representa para a população, o meio ambiente e o patrimônio público e privado.
A proibição está prevista na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O artigo 42 estabelece pena de detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões. Eles podem provocar incêndios em florestas, áreas de vegetação, zonas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano. A legislação também prevê sanções administrativas que podem resultar em multas aos infratores.
Diferente de outras tradições associadas às festas juninas, como as fogueiras, que podem ser feitas sem problemas quando observadas as orientações de segurança, não é possível controlar os balões após a soltura.
O problema está justamente na imprevisibilidade. Ao transportar uma chama acesa durante o voo, o artefato geralmente percorrer grandes distâncias antes de atingir o solo, sem que seja possível prever onde ocorrerá a queda. Por isso, representa uma ameaça tanto para áreas de vegetação quanto para regiões urbanas densamente ocupadas.
CONSEQUÊNCIAS – Um único balão pode provocar desde incêndios florestais até a destruição de residências, empresas e estruturas essenciais para a população. Embora os incêndios em vegetação estejam entre as ocorrências mais lembradas quando o assunto é balão, os riscos vão muito além dos danos ambientais.
Também há risco de interrupção no fornecimento de energia quando os balões atingem redes ou equipamentos do sistema elétrico, além de acidentes de trânsito.
“Já tivemos casos de balões atingindo a rede elétrica e provocando interrupção no fornecimento de energia em bairros inteiros. Houve também situações registradas próximas a hospitais e unidades de saúde. Mesmo que essas estruturas contem com sistemas de emergência, a interrupção de energia gera riscos e transtornos para toda a população”, explica a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca.
PREVENÇÃO – O alerta sobre balões ganha ainda mais importância neste período do ano, fase de maior atenção aos incêndios em vegetação. O CBMPR já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais 2026, que intensifica as ações de prevenção, monitoramento e resposta em todo o Estado. Nesta época, com a redução da umidade do ar e o aumento da quantidade de material seco disponível para queima, qualquer fonte de ignição pode favorecer o surgimento e a propagação do fogo.
“Um balão pode percorrer longas distâncias carregando uma chama acesa e iniciar incêndios de grandes proporções. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar ocorrências que colocam em risco a população, o meio ambiente e o patrimônio”, ressalta a capitã.
Ela orienta que a população denuncie a prática ao presenciar situações relacionadas à fabricação, transporte, comercialização ou soltura de balões, por meio do telefone 190 da Polícia Militar do Paraná. “É importante que as pessoas entendam que soltar balão não é uma brincadeira. As consequências podem ser muito graves. Um único balão pode provocar incêndios, acidentes e problemas na rede elétrica. Ao perceber essa prática, a orientação é denunciar”, reforça a bombeira.
Orientações do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná:
– Não fabricar, comprar, transportar ou soltar balões, pois é crime
– Não incentivar a prática durante festas juninas
– Acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ao presenciar a prática ou fazer uma denúncia anônima pelo 181
– Ligar para os bombeiros pelo telefone 193 em caso de princípio de incêndio
– Redobrar os cuidados com fontes de calor durante o período de estiagem
– Compartilhar informações sobre os riscos e a ilegalidade da prática
Fonte: Governo PR
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