Agro
América Latina e Caribe unem forças por agricultura sustentável na COP30
A Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA) será destaque na COP30, em Belém, no próximo dia 19, às 16h15. Organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério do Desenvolvimento Rural e Irrigação do Peru, o painel “PLACA Ministerial: impulso à ação climática coordenada no setor agropecuário” contará com a participação do Mapa e de demais representantes dos 18 países-membros.
O encontro ocorrerá no Pavilhão Brasil, na Blue Zone, espaço central da conferência, onde são definidos os rumos das políticas climáticas internacionais. A PLACA é uma peça-chave na agenda da COP30, contribuindo com mais de 240 soluções de baixo custo e de liderança local em agricultura, pecuária, pesca e aquicultura para o Granary of Solutions (Celeiro de Soluções), repositório dinâmico de ações climáticas desenvolvido pela Presidência da Conferência e parte essencial da implementação da Agenda de Ação em Belém.
Atualmente, o Peru preside a PLACA, tendo o Brasil na vice-presidência. Essa gestão conjunta assegura que as necessidades dos países-membros estejam no centro dos debates da COP30, oferecendo exemplos práticos, regionais e replicáveis de adaptação e mitigação climática no setor agropecuário. Para o ministro Carlos Fávaro, a copresidência “consolida a solidariedade regional, reforçando a voz unificada da América Latina e do Caribe nos diálogos climáticos globais”.
A coordenação binacional prioriza soluções para perdas e danos, além do acesso a financiamento climático e a mercados de carbono para pequenos agricultores. Também promove a gestão eficiente e sustentável da água, com ênfase em abordagens baseadas em ecossistemas, como práticas de captação e recarga de aquíferos, que fortalecem a agricultura familiar em territórios vulneráveis. No dia 18, a plataforma fará uma reunião preparatória, também durante a COP30, na AgriZone.
Entenda a PLACA
Lançada na COP25, em Madri, sob a liderança do Chile, a Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura atua como um mecanismo de cooperação que reúne 18 ministérios da Agricultura. Seu objetivo é fortalecer capacidades técnicas, promover a troca de conhecimentos e ampliar a coordenação política no setor agroalimentar. Em julho deste ano, o Peru assumiu a presidência da PLACA, cargo que ocupará até junho de 2026.
Acompanhe o painel do dia 19, a partir das 16h15 (horário de Brasília), clicando aqui.
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Agro
Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa
Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).
Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.
A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.
Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.
Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.
Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.
“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.
No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.
Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.
No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.
A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.
O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.
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