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Alunos, escolas e turistas podem visitar espaços públicos e culturais como ferramenta de educação

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A visitação a espaços e órgãos públicos considerados atrativos culturais, naturais e históricos no Brasil agora possui regras padronizadas, garantindo que os cidadãos — especialmente os estudantes — possam vivenciar o patrimônio nacional de forma planejada e estruturada.

O objetivo é transformar monumentos, parques e acervos em extensões da sala de aula. Além disso, para assegurar a qualidade dos passeios, guias de turismo, condutores e gestores públicos passarão por capacitações voltadas para este segmento.

Guia Prático: Como funciona o acesso?

Seja para organizar uma excursão escolar ou planejar uma viagem de estudos, confira as principais diretrizes estabelecidas pela nova regulamentação:

Locais: O direito de visitação estudantil é garantido em espaços que possuem acervos artísticos, paisagísticos, arqueológicos, paleontológicos, ecológicos e científicos (como sítios arqueológicos, museus e sedes dos Três Poderes).

Meia-entrada (50% de desconto): O pagamento de metade do valor do ingresso (em locais onde há cobrança de bilheteria) é garantido para: estudantes regularmente matriculados na educação básica ou superior (pública ou privada); jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes; pessoas idosas; pessoas com deficiência (PcD).

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Gratuidade para a escola: Professores, monitores e demais profissionais de apoio às atividades educacionais poderão usufruir de isenção ou gratuidade (a aplicação dependerá dos regulamentos e regras internas de cada atrativo).

Regras do visitante: É obrigatório obedecer às normas internas, respeitar os horários de funcionamento, os limites de capacidade e as medidas de segurança. Atenção: quando exigido pelo órgão responsável, o agendamento prévio é indispensável.

Roteiro Cívico: 5 destinos para viver a história na prática

O turismo cívico é a oportunidade perfeita para compreender a evolução política e cultural do país. Confira roteiros onde os estudantes podem vivenciar a nossa história ao vivo:

  • Brasília (DF): O coração democrático oferece visitas a monumentos marcantes do país, como o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal, a Praça dos Três Poderes e o Panteão da Pátria.
  • Rio de Janeiro (RJ): A antiga capital federal preserva palcos de grandes transições políticas, como o Paço Imperial (primeira residência oficial da família real), a Praça XV (onde ocorreu a Proclamação da República), o Palácio do Catete (sede do Museu da República) e o Monumento aos Pracinhas.
  • Ouro Preto (MG): Berço das lutas por independência. O Museu da Inconfidência guarda a memória de heróis como Tiradentes e destaca os movimentos de resistência por liberdade no Brasil.
  • São Paulo (SP): A capital reflete a integração regional e o desenvolvimento político por meio de pontos imponentes como a Praça da Sé e o Memorial da América Latina.
  • Salvador (BA): A primeira capital do país traz as raízes da formação da identidade nacional. Destaques inesquecíveis para o Pelourinho, o Forte de São Marcelo e o Forte de Santo Antônio, que narram desde a resistência colonial até as lutas da população afro-brasileira.
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Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Durante congresso em Brasília, ministro da Saúde destaca papel das instituições filantrópicas na assistência pelo SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quinta-feira (20), do encerramento do 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília (DF). Com o tema “Saúde: a escolha que transforma o País”, o fórum reuniu gestores, especialistas, autoridades públicas e sociedade civil para tratar de estratégias de fortalecimento do SUS e da assistência hospitalar filantrópica.

Durante o congresso, Padilha apresentou a previsão de acréscimo de R$ 450 milhões no Teto MAC dessas instituições no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. Com o reforço de 45%, o valor previsto passará de R$ 1 bilhão para R$ 1,45 bilhão, contribuindo para a continuidade dos atendimentos prestados à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“As Santas Casas têm um papel decisivo na assistência à população. Elas não representam apenas o cuidado em saúde, mas também geram empregos e movimentam a economia local. Nosso desafio é construir um novo modelo de financiamento que permita que os recursos cheguem rapidamente aos hospitais filantrópicos, ajude a organizar os serviços e garanta a sustentabilidade dessas instituições, porque fortalecer as Santas Casas é fortalecer o SUS”, afirmou Padilha.

As Santas Casas e os hospitais filantrópicos estão presentes em 1.317 municípios. Ao todo, são 1.846 unidades sem fins lucrativos com produção hospitalar registrada no SUS. Essas instituições representam 25% dos hospitais do país, corresponder por 40% dos leitos do SUS e realizam cerca de 60% dos atendimentos do sistema público.

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A atuação das instituições também é expressiva em áreas de alta complexidade. Em 2025, os hospitais filantrópicos realizaram 5,1 milhões dos 14,9 milhões de procedimentos cirúrgicos eletivos registrados no SUS. Entre 2012 e maio de 2026, as entidades sem fins lucrativos também responderam por 59,7% dos transplantes realizados pelo sistema público.

34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos

Ao longo de três dias, o 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos promoveu a troca de experiências e a construção de soluções voltadas à qualificação da gestão, ao financiamento do setor, à inovação e à ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.

O evento reforça que as Santas Casas e hospitais filantrópicos são responsáveis por uma grande parcela dos atendimentos prestados à população do SUS, incluindo consultas, exames, internações, cirurgias, tratamentos oncológicos e transplantes. O encontro também destaca a parceria entre o poder público e a rede filantrópica como fundamental para ampliar o acesso e qualificar a assistência em todo o país.
 
 SUS reforça apoio às Santas Casas e hospitais filantrópicos

 O fortalecimento das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos inclui ações para apoiar o custeio da assistência, melhorar as condições de financiamento e garantir a continuidade dos atendimentos prestados à população. Entre elas está a execução da Portaria GM/MS nº 9.760/2025, que estabeleceu R$ 1 bilhão para entidades sem fins lucrativos que atendem pelo SUS, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Desse montante, R$ 800 milhões já foram repassados, em duas parcelas de R$ 400 milhões, e outros R$ 208,4 milhões serão destinados às maternidades filantrópicas.

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O repasse às maternidades será distribuído de forma proporcional à atuação de cada estabelecimento, combinando uma parcela fixa, definida conforme o porte assistencial de cada unidade, e outra variável, calculada de acordo com o número de partos realizados. O formato contempla tanto hospitais com grande volume de atendimentos quanto maternidades menores, essenciais para garantir o acesso ao parto e ao nascimento em diferentes regiões. 

Somado a isso, foi sancionada a Lei nº 2465/2026, que prorrogou até 2030 o uso de recursos do FGTS para financiar Santas Casas, hospitais filantrópicos e instituições sem fins lucrativos que atuam no SUS. A medida também reabriu o Programa Caixa Hospitais FGTS, ampliando o acesso dessas entidades a linhas de crédito para investimentos e expansão dos serviços. 

A nova etapa do programa já contemplou importantes instituições do país, como o Instituto do Câncer do Ceará, a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia e a Santa Casa de Misericórdia de Barretos. Além disso, o Ministério da Saúde e a Caixa firmaram parceria para impulsionar a contratação dos recursos ainda disponíveis, estimados em R$ 2,1 bilhões. 

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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