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Alunos de Castro vão conhecer espécies em extinção em visita ao zoológico de Curitiba

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Estudantes do 4° e 5° ano do Ensino Fundamental da rede pública de Castro, região dos Campos Gerais, vão trocar nesta segunda-feira (28) a sala de aula pelo zoológico de Curitiba. Os alunos vão conhecer de pertinho a família de muriquis-do-sul (Brachyteles arachnoides) — ou mono-carvoeiros que o zoo abriga.

A visita faz parte do projeto de Educação Ambiental que visa a conservação dos muriquis-do-sul, unindo esforços da Copel, do Instituto Água e Terra (IAT), da Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba e de Castro, sendo executado pelo Instituto de Pesquisa Privado (Lactec). 

“O objetivo é conscientizar e sensibilizar alunos e professores das regiões onde os monos vivem, como acontece em Castro, uma vez que essa é uma espécie ameaçada de extinção e contemplada em um Plano de Ação Nacional de proteção”, afirma a bióloga da Copel, Júlia Santos.

O projeto começou com a formação de professores, realizada em abril por profissionais do Lactec e da Prefeitura de Curitiba, e um desafio de desenhos para os estudantes. Os desenhos selecionados formaram um calendário que será lançado em 2024.

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A população dos muriquis-do-sul é pequena e corre perigo de desaparecer. De acordo com a gerente de Meio Ambiente do Lactec, Michela Scupino, as ações de educação ambiental e monitoramento contribuem para a conservação da espécie, repercutindo em diferentes áreas.

“O muriqui-do-sul é um dos maiores primatas das Américas e precisa de porções conservadas de floresta para sobreviver. Diferentes pressões incidem sobre a espécie, dentre as quais se destaca a redução das áreas de vida por meio do desmatamento. Por isso, este projeto de Educação Ambiental é tão importante, pois une o social e o ambiental em prol da conservação da espécie”, diz.

Estima-se que existam aproximadamente 60 indivíduos na região foco do estudo. O número é resultado das pesquisas feitas pela equipe de Meio Ambiente do Lactec nos últimos anos, sendo um dado de grande importância para as pesquisas que são feitas visando a conservação do muriqui-do-sul.

Fonte: Governo PR

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A pedido do MPPR, Judiciário determina que Município de União da Vitória adote medidas estruturais para prevenção e enfrentamento das enchentes sazonais

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A partir de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de União da Vitória, no Sudeste do estado, o Judiciário determinou que o Município adote providências estruturais e preventivas para o enfrentamento das enchentes sazonais na cidade. A decisão liminar impõe prazo de 15 dias para que a administração municipal apresente planos de adequação e relatórios técnicos voltados à gestão do desastre.

Áudio do Promotor de Justiça Thimotie Aragon Heemann

A judicialização ocorreu após o Ministério Público constatar a ausência de uma política pública efetiva para lidar com as cheias do Rio Iguaçu, fenômeno histórico que atinge a região periodicamente. O cenário gerou especial preocupação diante das previsões meteorológicas para este ano, que apontam a intensificação das chuvas em decorrência do fenômeno climático El Niño.

Na ação, a Promotoria de Justiça aponta falhas em todo o ciclo de gestão de desastres pela prefeitura, desde a prevenção até a recuperação. Entre os problemas identificados ao longo das investigações, estão a inadequação dos abrigos públicos, a falta de protocolos para o resgate de animais, a ausência de manutenção preventiva na rede de drenagem e a ocupação irregular de áreas de risco.

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Cronograma e metas – Ao acatar parcialmente os pedidos liminares do MPPR, a 2ª Vara da Fazenda Pública de União da Vitória determinou a apresentação de um plano com cronograma e metas para tornar os abrigos municipais integralmente operacionais. Os espaços deverão contar com infraestrutura sanitária, água potável, segurança alimentar, acessibilidade e condições para receber os animais domésticos das famílias desalojadas.

A decisão também obriga o Município a apresentar relatórios sobre o estado de conservação da rede municipal de drenagem pluvial e do esgotamento sanitário, bem como das vias urbanas, identificando trechos com risco de deslizamentos. Foi exigido ainda um plano de fiscalização ativa para impedir novas ocupações e edificações em zonas de restrição ambiental e de uso restrito, independentemente de denúncias prévias.

Em caso de descumprimento injustificado de qualquer uma das obrigações, foi fixada multa diária no valor de R$ 2 mil.

Processo 0005862-83.2026.8.16.0174

Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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