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Alta no preço do enxofre leva Mosaic Fertilizantes a suspender produção de superfosfato em Minas Gerais

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A Mosaic Fertilizantes anunciou a paralisação temporária da produção de superfosfato simples em sua unidade de Araxá (MG), no Alto Paranaíba, devido ao forte aumento no preço do enxofre no mercado internacional. O insumo é essencial no processo produtivo do fertilizante fosfatado, e o reajuste expressivo no custo levou a empresa a suspender as operações por motivos estritamente econômicos.

Segundo a companhia, a medida não afeta outras linhas de produção e busca adequar a operação ao atual cenário de custos, preservando a viabilidade industrial diante da volatilidade global dos insumos.

Produção será reavaliada em até 30 dias

A paralisação deverá ser reavaliada em cerca de 30 dias, período no qual a empresa acompanhará a evolução dos preços do enxofre e as condições do mercado de fertilizantes. Durante esse intervalo, novas compras do insumo também foram suspensas, em um movimento de cautela até que as cotações se estabilizem.

A Mosaic destaca que a decisão faz parte de um ajuste operacional temporário, adotado como resposta ao cenário de incertezas e à escalada dos custos de matérias-primas essenciais à indústria de fertilizantes fosfatados.

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Impacto sobre funcionários e manutenção da planta

Com a interrupção da linha produtiva, parte dos trabalhadores envolvidos na fabricação do superfosfato simples receberá férias ou será liberada temporariamente. O número de profissionais afetados, no entanto, não foi divulgado.

Durante o período de pausa, a unidade realizará manutenções pontuais e ajustes técnicos para otimizar processos e preparar o retorno das atividades.

Relevância estratégica e riscos do mercado

A unidade de Araxá é considerada estratégica para o abastecimento do agronegócio brasileiro, por atender parte significativa da demanda por fertilizantes fosfatados. A paralisação evidencia como oscilações no preço do enxofre — matéria-prima amplamente utilizada na indústria — podem afetar toda a cadeia produtiva do setor, impactando custos e planejamento de fornecimento para o campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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