Agro
Alta do diesel pressiona custos do agronegócio e reduz margens do produtor no Brasil
Alta do petróleo e conflito no Oriente Médio impactam o Brasil
A recente disparada nos preços do diesel no Brasil está diretamente ligada às tensões no Oriente Médio, especialmente aos impactos do bloqueio do Estreito de Ormuz e aos danos à infraestrutura energética da região.
Mesmo distante geograficamente, o Brasil sente os reflexos desse cenário global, principalmente por depender de importações para atender entre 25% e 30% do consumo interno de diesel.
Como resultado, os preços domésticos acompanham, ainda que parcialmente, as oscilações do mercado internacional de petróleo.
Preço do diesel sobe e governo adota medidas para conter impactos
Diante da pressão nos custos, a Petrobras elevou o preço do diesel nas refinarias em R$ 0,38 por litro em março, marcando o primeiro reajuste desde maio de 2025.
Além disso, agentes privados também ajustaram seus preços conforme o mercado internacional.
Para reduzir os impactos ao consumidor, o governo brasileiro adotou e avalia medidas como:
- Suspensão de tributos federais (PIS/Cofins) sobre o diesel
- Subvenções diretas ao combustível
- Propostas de novos subsídios para importadores e produtores
- Possível aumento da mistura obrigatória de biodiesel
Essas ações buscam conter a alta de preços, embora o cenário ainda seja de incerteza.
Diesel mais caro eleva custos de produção no campo
O aumento do preço do diesel tem impacto direto nos custos agrícolas, já que o combustível é essencial em praticamente todas as etapas da produção.
Estimativas indicam que um aumento de R$ 1,00 por litro no diesel pode gerar elevação significativa nos custos por hectare:
- Milho safrinha: acréscimo de cerca de R$ 40 por hectare
- Soja: aumento de aproximadamente R$ 47 por hectare
- Cana-de-açúcar: impacto de cerca de R$ 198 por hectare
No caso da cana, ainda há custo adicional com transporte até a usina, que pode acrescentar cerca de R$ 80 por hectare.
Frete mais caro reduz preço recebido pelo produtor
Além da produção, o diesel também pesa no transporte das commodities agrícolas, influenciando diretamente a rentabilidade do produtor.
No Brasil, o preço recebido pelo produtor é determinado pelo valor internacional do produto descontado dos custos logísticos, incluindo o frete até os portos.
Assim, com o diesel mais caro:
- O custo de transporte aumenta
- As tradings repassam esse custo
- O preço líquido recebido pelo produtor diminui
Simulações indicam que um aumento de R$ 1,00 por litro no diesel pode elevar significativamente o custo do frete em rotas importantes, como do Mato Grosso até o porto de Santos.
Impactos vão além da lavoura e atingem toda a cadeia
Os efeitos da alta do diesel não se limitam à produção agrícola e ao transporte da safra.
O aumento também encarece o transporte de insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, desde os portos até as propriedades rurais, ampliando ainda mais a pressão sobre os custos totais do produtor.
Cenário segue volátil e dificulta previsões para 2026
O ambiente global permanece instável, com incertezas relacionadas tanto à evolução do conflito no Oriente Médio quanto ao comportamento dos preços internacionais do petróleo.
Além disso, fatores como o câmbio e a continuidade das políticas de subsídios no Brasil também influenciam diretamente o preço final do diesel.
Diante desse contexto, prever a trajetória dos preços ao longo de 2026 segue desafiador, mas uma conclusão é clara: a variação do diesel tem impacto direto e relevante sobre as margens do agronegócio brasileiro.
Pressão sobre custos reforça necessidade de gestão eficiente
Com margens mais apertadas, produtores e agentes do setor precisam reforçar estratégias de gestão de custos e eficiência operacional.
Entender o impacto das variações do diesel se torna essencial para tomada de decisão, planejamento logístico e proteção da rentabilidade em um cenário cada vez mais dependente de fatores externos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
CV Nelore Mocho leva 50 reprodutores ao leilão da Feicorte 2026 e reforça genética de ponta na pecuária de corte
A CV Nelore Mocho, referência nacional em melhoramento genético bovino, participará da 22ª edição da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que será realizada entre os dias 23 e 26 de junho de 2026, em Presidente Prudente (SP). O evento é considerado um dos mais importantes do calendário da pecuária de corte brasileira.
Em 2026, a marca celebra 40 anos de seleção genética contínua e marcará presença na feira com estande próprio e programação especial voltada a criadores, investidores e profissionais do setor.
Leilão reúne 50 reprodutores com avaliação genética completa
O ponto alto da participação da CV Nelore Mocho será o seu primeiro leilão de 2026, agendado para o dia 24 de junho, a partir do meio-dia. Na ocasião, serão ofertados 50 reprodutores da safra 2024, todos com avaliação genética completa pelos principais programas de melhoramento do país, incluindo PMGZ, Geneplus e GMA.
Os animais representam o resultado de décadas de investimento em tecnologia, ciência aplicada e eficiência produtiva, pilares que sustentam o trabalho da marca na pecuária moderna. A seleção busca reunir características como desempenho, rusticidade e ganho genético consistente, fundamentais para a evolução dos rebanhos de corte no Brasil.
Leilão será realizado presencialmente e com transmissão nacional
O evento será conduzido pela Leilosul e realizado de forma presencial no Espaço Tatersal do Recinto de Exposições Jacob Tosello, dentro da programação oficial da Feicorte 2026.
Para ampliar o alcance e facilitar a participação de compradores de diferentes regiões do país, o leilão também será transmitido ao vivo pelo Canal do Boi, tradicional plataforma de difusão de negócios agropecuários no Brasil.
Marca reforça legado e compromisso com a pecuária moderna
Com quatro décadas de atuação, a CV Nelore Mocho destaca que sua participação na Feicorte reforça o compromisso com inovação genética, produtividade e sustentabilidade na pecuária de corte.
A trajetória da marca está associada ao trabalho de Carlos Viacava, nome reconhecido no setor por sua contribuição à evolução do melhoramento genético bovino no país, consolidando a empresa como uma das referências na seleção de Nelore Mocho no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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