Connect with us


Paraná

Álcool, cigarro e soja contrabandeados ganham utilidade no Paraná

Publicado em

Folhapress

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Produtos apreendidos pela Receita Federal do Paraná, que antes eram destruídos pela instituição, estão virando itens de utilidade pública por todo o estado.

Vinho, cerveja, vodka e licor são matéria-prima para produção de álcool de limpeza. Cigarros contrabandeados têm servido para a produção de adubo para pesquisas. E sementes de soja, que seriam jogadas fora por não terem certificação no país, estão virando alimento para animais e biodiesel.

Os projetos são frutos de pesquisas desenvolvidas por universidades estaduais. Desde 2008, a Unicentro de Guarapuava, região centro-sul do estado, transforma bebidas alcoólicas apreendidas pela Receita Federal em álcool para higienização e limpeza.

Por ano, nove delegacias do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso enviam ao campus cerca de 90 toneladas do produto, que se transforma em seis toneladas de álcool em gel e cinco de álcool de limpeza.

“A Receita não tinha uma destinação correta para esse produto, que era descartado em aterros, contaminava o lençol freático e deixava resíduos de vidro”, conta o professor Maico Taras da Cunha, que coordena o projeto que envolve estudantes dos cursos de química, administração e farmácia.

O álcool gel abastece os principais órgãos públicos da cidade, além de entidades sociais, e é usado para higienização das mãos, prevenindo contra a contaminação pela gripe, por exemplo.

Leia mais:  97% dos municípios já vacinam pessoas acima de 18 anos com a bivalente contra a Covid-19

Os resíduos das embalagens de bebidas, como vidros, latas e papelão, também são reaproveitados na reciclagem pela Associação Municipal de Catadores de Guarapuava.

Outro projeto da Universidade Estadual de Ponta Grossa, nos campos gerais, transforma cigarros apreendidos em adubo para plantações.

Ainda não se chegou ao ponto de distribuição do material, mas o estudo já serviu de base para teses de mestrado, doutorado e graduação, como aponta Sandro Xavier de Campos, orientador do programa de química.

“A ideia é fazer parcerias para distribuir o adubo para empresas de reflorestamento, por exemplo”, diz ele.

Para atingir o ponto de adubagem, o tabaco do cigarro pode ser misturado com diversos tipos de materiais, como restos de alimentos, e passa pela compostagem para filtragem de produtos tóxicos.

“Fizemos um teste com várias carreiras de alface, e esse adubo foi o segundo que mais fez crescer as plantas. Mantemos uma análise criteriosa do produto para saber se não há resíduos de metal pesado, por exemplo, mas, até então, está tudo dentro das regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura”, descreve o professor.

Já do oeste do Paraná vem o reaproveitamento de sementes de soja que são apreendidas por falta de certificação no país de origem ou de destino. O grão vai para o laboratório de energia renovável da Unioeste, onde é processado, transformado em farelo e distribuído a produtores rurais para alimentar a criação.

Leia mais:  Governador recebe equipe do Ironman Brasil para discutir prova em Curitiba

Em troca, agricultores fazem doações de materiais ao laboratório ou ainda de carne e leite para pacientes do hospital universitário.

Como aponta o pró-reitor de pós-graduação e pesquisa da instituição, Reginaldo Ferreira Santos, do processamento ainda sobra um óleo, que é transformado em biocombustível.

Esse material serve especialmente para alimentar o motor que aquece a piscina da universidade. No local, alunos do curso de fisioterapia atendem pacientes do SUS.

“Algo que seria destruído é transformado em alimento, devolvido na forma de equipamento para o laboratório ou carne ou leite para o hospital universitário. Além disso, a universidade, ao invés de comprar o diesel, utiliza o biodiesel, que é renovável e reduz custos”, aponta.

A Unioeste ainda aproveita motores, que servem para testar a qualidade de combustíveis produzidos pelo centro, e carcaças de carros apreendidos pela Receita.

“Podemos utilizar esses veículos para invenções. Se a pesquisa não der certo, não tem problema, mas comprar um veículo novo para fazer isso não dá certo. A gente vai adquirindo mais conhecimento e dando um fim lucrativo e possível para veículos que seriam destruídos”, diz Santos.

Comentários Facebook

Paraná

Vereador de Curitiba denunciado pelo Ministério Público do Paraná por “rachadinha” é afastado do cargo por decisão judicial

Published

on

Em resposta a pedido feito pelo Ministério Público do Paraná, a 7ª Vara Criminal de Curitiba determinou nesta quinta-feira, 13 de agosto, o afastamento cautelar do cargo público, pelo prazo de 90 dias, de um vereador de Curitiba denunciado pelo Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pela prática de “rachadinha”. Investigações apontaram que ele teria exigido de uma assessora comissionada de seu gabinete, entre novembro de 2025 e abril deste ano, o repasse mensal de R$ 5 mil, sob pena de demissão.

Além do afastamento do cargo, o parlamentar também fica impedido por força da decisão judicial de manter qualquer contato, de forma direta ou indireta, com as demais pessoas envolvidas nas investigações e de frequentar as dependências da Câmara Municipal.

A denúncia, oferecida em junho deste ano, aponta o crime de concussão cometido por cinco vezes ‒ com pena prevista de reclusão de 2 a 12 anos e multa (artigo 316 do Código Penal) ‒ em concurso material (com acumulação das penas para cada delito). O MPPR pede também que seja decretada a perda do cargo público e o pagamento de ao menos R$ 25 mil à vítima, em reparação pelos danos a ela causados, e de no mínimo R$ 50 mil a título de dano moral coletivo.

Leia mais:  Governador recebe equipe do Ironman Brasil para discutir prova em Curitiba

Processo 0007515-54.2026.8.16.0196

Matéria anterior:

11/06/2026 – Ministério Público do Paraná oferece denúncia criminal contra vereador de Curitiba pela prática de “rachadinha” e pede que ele seja afastado cautelarmente do cargo

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262