Economia
Alckmin diz que a nova ordem executiva dos EUA está na direção correta e destaca continuidade das negociações
vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou neste sábado, 15 de novembro, a ordem executiva do governo dos Estados Unidos publicada ontem, que retira determinados produtos agrícolas da lista de bens sujeitos às tarifas adicionais de 10%, impostas no dia 2 de abril deste ano. Em entrevista coletiva, Alckmin afirmou que a ordem está na direção correta e que o Brasil continuará negociando para que a tarifação sobre os produtos brasileiros termine completamente.
“A última ordem executiva do presidente americano Donald Trump foi positiva e na direção correta, à medida em que retirou 10% da alíquota para a entrada nos Estados Unidos para as exportações”, disse. O vice-presidente acentuou que, no caso do Brasil, o suco de laranja foi o mais beneficiado.
A ordem executiva foi positiva e vamos continuar trabalhando. A conversa do presidente Lula com o presidente Trump foi importante no sentido do diálogo e da negociação e também o encontro do chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado, Marco Rubio. Nós vamos continuar trabalhando para reduzir mais”
Geraldo Alckmin
Vice-presidente da República e titular do MDIC
O suco de laranja é o 9º produto de exportação brasileiro para os EUA. É o principal item que passa a estar livre de tarifas adicionais em função do anúncio de ontem. “O suco de laranja foi para zero, o mais beneficiado. A exportação desse produto para os Estados Unidos representa 1,2 bilhão de dólares”, relatou Alckmin.
A ordem executiva eliminou a tarifa adicional de 10% sobre produtos relevantes da pauta de exportação do Brasil para os EUA, especialmente café, carne e sucos de frutas. Além de frutas como açaí, goiaba, abacaxi e banana.
Alckmin ressaltou que, com a nova ordem executiva, o percentual das exportações brasileiras sem adicional de tarifa passa de 23% para 26%, o que representa, em valores, de US$ 9,4 bilhões para US$ 10,3 bilhões, em valores de 2024.
O vice- presidente ressaltou a importância do diálogo com os Estados Unidos. “A ordem executiva foi positiva e vamos continuar trabalhando. A conversa do presidente Lula com o presidente Trump foi importante no sentido do diálogo e da negociação e também o encontro do chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado, Marco Rubio”, disse.
Sobre a manutenção da tarifa de 40% sobre o café, Alckmin respondeu que essa taxação ainda é alta. “Nós vamos continuar trabalhando para reduzir mais. Realmente, no caso do café, não tem sentido. Ainda é alta. E o Brasil é o maior fornecedor de café para os Estados Unidos, especialmente, arábica. Agora, são avanços sucessivos”, afirmou. “Há uma distorção que precisa ser corrigida. Esse é o empenho que deve ser feito agora para melhorar a competitividade (do café brasileiro).”
Alckmin demonstrou otimismo com o avanço das negociações do governo brasileiro com o governo norte-americano . “O empenho do governo brasileiro, o presidente Lula sempre orientou diálogo e negociação. Não tem tema proibido. O Brasil quer resolver. E resolver rápido”, disse. “Estamos otimistas que a gente vai ter novos avanços”, completou.
EXPORTAÇÃO RECORDE — Durante a entrevista, o vice-presidente também destacou o crescimento do comércio exterior brasileiro. “Nós, agora, em outubro, chegamos a 290 bilhões de dólares de exportação, de janeiro a outubro, que é recorde. E, no mês de outubro, cresceu 9,1% a exportação brasileira. Então, nós temos um comércio exterior extremamente robusto. E chegamos a perto de 500 novos mercados e novos acordos comerciais”, declarou.
ENCONTROS — O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu na quinta-feira (13) com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Washington, após dois encontros durante o G7, grupo dos sete países mais ricos do planeta, no Canadá. Segundo o chanceler, Rubio demonstrou interesse em avançar rapidamente nas tratativas. “Apresentamos nossas propostas para a solução das questões. Agora estamos esperando que eles nos respondam”, disse Vieira após o encontro.
Em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. Após o encontro, Lula demonstrou otimismo em relação a uma solução célere para as questões envolvendo tarifas impostas às exportações brasileiras por parte dos Estados Unidos. “Tive uma ótima reunião com o presidente Trump na tarde deste domingo, na Malásia. Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, afirmou o presidente Lula nas redes sociais.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Brasil e Colômbia debatem ampliação do comércio e novas parcerias bilaterais
Brasil e Colômbia, em encontro bilateral realizado nesta terça-feira (16/06), em Bogotá, entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e a ministra de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Diana Morales Rojas, reafirmaram o compromisso de intensificar o diálogo e a cooperação em matéria de comércio, investimentos e integração produtiva no setor automotivo, celebrando a continuidade da vigência do Acordo Automotivo no âmbito do ACE 72, destacando seu papel na previsibilidade dos fluxos comerciais entre os dois países.
Com o objetivo de fortalecer os vínculos econômico-comerciais e avançar em iniciativas de ampliação e cooperação industrial entre os dois países, as autoridades reafirmaram a disposição de preservar e aprofundar os instrumentos bilaterais existentes, além de promover novas oportunidades comerciais.
Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, “a visita do presidente Lula a Bogotá, em abril de 2024, marcou um novo patamar na relação bilateral, elevando-a ao nível de prioridade estratégica. Temos hoje a oportunidade de traduzir essa orientação em resultados concretos e benéficos para nossas economias e sociedades”.
O ministro do MDIC também ressaltou a convergência entre a Nova Indústria Brasil (NIB) e a política de reindustrialização colombiana como oportunidade para ampliar a cooperação bilateral e impulsionar o desenvolvimento conjunto em áreas estratégicas, como mobilidade sustentável, insumos farmacêuticos, construção naval, defesa, hidrogênio verde, biocombustíveis e bioinsumos.
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Colômbia alcançou US$ 5,4 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 3,4 bilhões. A pauta exportadora é diversificada e inclui veículos e autopeças, café, papel e cartão, produtos de perfumaria, pneus, medicamentos, produtos químicos, calçados, máquinas e equipamentos.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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