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Agrodefesa promove evento em Anápolis para capacitar produtores sobre pragas na bananicultura

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), em parceria com o Senar-GO, realizará nesta quinta-feira (6/11) o evento “Cultura da banana em foco”, em Anápolis, município que lidera a produção de banana em Goiás. O encontro será às 16h, no auditório do Sindicato Rural, e é voltado a produtores rurais, estudantes, responsáveis técnicos e trabalhadores da cadeia produtiva da banana.

Segundo a Embrapa, Anápolis produziu 78 mil toneladas de banana em 2024, consolidando-se como o maior produtor do estado.

Importância econômica e social da banana em Goiás

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca a relevância da fruta para o estado:

“A banana é uma das frutas mais consumidas no Brasil e tem grande importância econômica e social para Goiás. Nosso papel é orientar e promover o diálogo com o setor produtivo, permitindo que os produtores atuem de forma preventiva frente às pragas que ameaçam a produção.”

De acordo com Leonardo Barros de Macedo, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, a capacitação é essencial para fortalecer a defesa fitossanitária estadual:

“A Agrodefesa tem atuado preventivamente, levando informação técnica de qualidade para o campo e estimulando boas práticas agrícolas. É fundamental que os produtores fiquem atentos aos sinais nos pomares, pois a proteção é uma responsabilidade compartilhada.”

Programação do evento

O encontro contará com duas palestras principais:

  • “Riscos da introdução e disseminação de pragas e atualidades sobre a bananicultura” – ministrada por Juracy Rocha Braga Filho, coordenador do Programa Estadual da Banana da Agrodefesa. A apresentação abordará a prevenção, monitoramento constante e medidas de biosseguridade, com foco no Fusarium oxysporum f. sp. cubense – raça 4 tropical (FOC R4T), uma das mais graves ameaças à produção de banana mundial.
  • “Associativismo rural” – apresentada pelo instrutor do Senar Goiás, Vicente França Neto, abordando estratégias de cooperação entre produtores para fortalecer a cadeia produtiva.
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Objetivo da iniciativa

A ação é conduzida pelas gerências de Sanidade Vegetal e Educação Sanitária da Agrodefesa. O objetivo é orientar o setor produtivo sobre boas práticas agrícolas e medidas preventivas para evitar a introdução e disseminação de pragas quarentenárias, protegendo a maior produção de banana do estado e garantindo sustentabilidade e produtividade na bananicultura goiana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

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Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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