Paraná
Agrinho 2026: pré-inscrições de alunos de colégios agrícolas estaduais encerram nesta segunda
Estudantes dos colégios agrícolas da rede estadual de educação têm até o final desta segunda-feira (30) para efetuar pré-inscrições nas categorias Agroróbotica e Relatório de Pesquisa do concurso Agrinho 2026. O período de inscrições teve início no último dia 16. Ambas categorias são exclusivas para alunos dos cursos técnicos em Agricultura e Agropecuária nos colégios agrícolas estaduais.
Para se inscrever, os interessados devem procurar o professor orientador, o diretor escolar ou o técnico pedagógico do Núcleo Regional de Educação (NRE), a fim de receber acesso ao formulário de pré-inscrição.
São aceitos grupos de exatamente cinco integrantes, além de um professor orientador. Nesta primeira etapa, os participantes devem informar apenas o tema do projeto inscrito, que será desenvolvido em sala de aula ao longo dos próximos meses. O tema do Agrinho 2026 é “Agro forte, futuro sustentável: equilíbrio entre produção e meio ambiente”.
O concurso Agrinho é promovido pelo Sistema Faep/Senar-PR em parceria com o Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e demais secretarias estaduais, Agricultura e Abastecimento; Justiça e Cidadania; Família e Desenvolvimento Social; e Desenvolvimento Sustentável. Anualmente, o concurso mobiliza milhares de estudantes e professores da educação básica do Paraná.
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“O Agrinho é um concurso tradicional e já consolidado junto à rede estadual de educação do Paraná. O concurso ajuda a trazer ainda mais inovação, tecnologia e conhecimento científico para dentro de sala de aula, e, em contrapartida, nossos estudantes criam soluções inovadoras e sustentáveis para problemas reais do campo. Isso mostra como a educação tem o poder de transformar e melhorar a sociedade”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
AVALIAÇÃO E VENCEDORES – Após a pré-inscrição e o desenvolvimento da iniciativa, os projetos serão apresentados em uma banca a nível escolar, entre 29 de junho e 8 de julho, quando os colégios agrícolas participantes selecionarão o melhor grupo por categoria. Depois, os finalistas serão avaliados na etapa estadual, que definirá os cinco grupos vencedores da categoria Relatório de Pesquisa e os quatro grupos campeões da categoria Agrorobótica.
O anúncio dos vencedores deve ocorrer em setembro, e a cerimônia de premiação está prevista para novembro, em Curitiba. Todos os integrantes dos grupos vencedores serão premiados com certificados e um smartphone, assim como o professor orientador.
CATEGORIAS – Na categoria Relatório de Pesquisa, os grupos devem elaborar um projeto de pesquisa na área de sustentabilidade no campo. Podem participar estudantes dos cursos técnicos em Agricultura e Agropecuária dos colégios agrícolas estaduais.
Já a categoria Agrorobótica é voltada a alunos dos colégios agrícolas que cursam o componente curricular de Robótica em contraturno. Nesta categoria, os grupos devem buscar uma empresa ou produtor rural parceiro, responsável por apresentar desafios e dificuldades reais do dia a dia no campo. Usando conceitos e equipamentos de Robótica, os estudantes devem criar um protótipo inovador com uma solução para o problema.
MAIS CATEGORIAS – O Agrinho 2026 ainda contemplará categorias como Inglês, Desenho, Redação, Robótica e Programação, voltadas a alunos de Ensino Fundamental e Médio de todas as escolas estaduais do Paraná. Também há modalidades específicas para colégios da rede particular, escolas das redes municipais e Apaes. Cada categoria tem um período específico de inscrição.
Mais informações estão disponíveis nos sites www.sistemafaep.org.br/agrinho e aluno.escoladigital.pr.gov.br/robotica/concurso_agrinho.
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica
O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).
As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.
“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.
“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.
“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.
CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.
Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.
“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.
A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.
A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.
Fonte: Governo PR
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