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AGLOMERAÇÕES Bloqueios não barram curitibanos nos parques durante a pandemia

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Apesar das orientações para que a população fique em casa para evitar propagação do coronavírus, muitos frequentadores dos parques de Curitiba estão seguindo normalmente a rotina de exercícios físicos nesses locais. Nem o bloqueio dos estacionamentos dos parques está sendo suficiente para impedir o grande volume de pessoas. No Barigui, por exemplo, as ruas laterais do parques estão ficando lotadas de carros estacionados.

A reportagem flagrou o Parque Barigui com grande concentração de pessoas nos últimos dias já com o bloqueio nos estacionamentos. As ruas no entorno do local serviram de estacionamento para os carros e, inclusive, os aparelhos de ginástica ao ar livre estavam sendo utilizados.

Por meio de nota, a prefeitura de Curitiba reforçou o pedido para que as pessoas tenham consciência da importância de evitar a propagação do coronavírus e, se possível, que as pessoas não saiam de casa. “A recomendação é para que a população evite sair de casa, a não ser que seja realmente necessário. Aqueles que insistem em praticar caminhada e outros exercícios ao ar livre, o indicado é que não seja feito em grupo ou aglomerações e se procure horários alternativos. Também é necessário manter os hábitos de higienização das mãos e uso do álcool em gel”.

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A Guarda Municipal tem feito trabalho de orientação nas ruas da capital, com conversas de instrução às pessoas quando estão reunidas em grupo, e também emitindo alertas sonoros com as viaturas.

É essencial evitar aglomerações

O médico cardiologista Marcelo Leitão, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, esclarece que desde que as recomendações sejam seguidas, é possível fazer atividades físicas em locais abertos sem risco. Porém, é essencial evitar localidades com grandes aglomerações.

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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