Brasil
Aeroportos cearenses de Jericoacoara e Aracati receberão R$ 144 milhões em investimentos
O turismo no Ceará se prepara para um novo ciclo de desenvolvimento com a modernização de duas das suas principais portas de entrada regionais. O leilão do Programa AmpliAR, realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) na B3, garantiu R$ 144,2 milhões em investimentos privados para os aeroportos de Cruz, que atende Jericoacoara, e de Aracati, porta de acesso a Canoa Quebrada. Ambos os terminais foram arrematados pela concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU Airport).
A chegada de uma operadora de nível internacional ao interior cearense promete elevar o padrão de qualidade, segurança e conforto para turistas nacionais e estrangeiros, que buscam as belezas do litoral nordestino. A iniciativa visa descentralizar o fluxo turístico, hoje concentrado em Fortaleza, e fortalecer a economia dessas cidades, aproveitando suas vocações naturais únicas.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o investimento consolida o Ceará como um dos principais destinos da América do Sul. “O Ceará é uma potência turística e o programa AmpliAR vem para destravar todo esse potencial no interior. Ao trazermos a concessionária de Guarulhos para operar Jericoacoara e Aracati, estamos garantindo infraestrutura de ponta e segurança para receber turistas do mundo inteiro. É desenvolvimento chegando na ponta, gerando emprego e renda para a população cearense”, afirmou.
“É desenvolvimento chegando na ponta, gerando emprego e renda para a população cearense” Silvio Costa Filho
A assinatura dos contratos com a concessionária GRU Airport deve ocorrer nos próximos meses. Após a formalização, a empresa assume a operação dos terminais e dá início ao cronograma de obras que transformará a experiência de voar para dois dos destinos mais cobiçados do litoral brasileiro.
Jericoacoara
Localizado no município de Cruz, o Aeroporto Comandante Ariston Pessoa é o acesso mais rápido para a vila de Jericoacoara, um dos poucos lugares do Brasil onde é possível ver o nascer e o pôr do sol no oceano. Para atender a um destino dessa magnitude, o contrato prevê investimentos de R$ 101,1 milhões, o segundo maior aporte entre todos os aeroportos leiloados no programa AmpliAR.
O foco principal será a segurança operacional, com a construção de áreas de segurança de fim de pista (RESA) e a ampliação do pátio de aeronaves. Essas melhorias darão a robustez técnica exigida pela aviação internacional.
O prefeito de Jijoca de Jericoacoara, Leandro Cézar, celebrou a parceria. “A iniciativa privada, em parceria com o poder público, conseguem caminhar para um futuro muito mais próspero para a cidade. Esses investimentos vão fortalecer nosso turismo e trazer ainda mais visitantes. Esperamos que, em breve, nosso aeroporto possa receber voos internacionais, ligando nosso Ceará ao mundo”, disse.
Aracati
Já o Aeroporto de Aracati, conhecido como Dragão do Mar, receberá R$ 43,1 milhões em melhorias. Porta de entrada para a famosa praia de Canoa Quebrada, o terminal serve à cidade de maior população do litoral leste cearense e tem papel estratégico para o Vale do Jaguaribe.
O investimento visa preparar a infraestrutura para a retomada das operações comerciais regulares, com a ampliação do pátio e a reforma do terminal de passageiros.
Em contato com a prefeita de Aracati, Roberta Cardozo, ela definiu essa concessão como um divisor de águas. “A chegada do grupo que administra o Aeroporto de Guarulhos representa um avanço histórico. Estamos falando de expertise e capacidade de investimento. Essa concessão abre portas para mais voos e negócios, gerando emprego e renda não apenas para Aracati, mas para todo o litoral leste e o Vale do Jaguaribe”, destacou.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Dia de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida amapaenses a compartilhar os desafios de parar de fumar
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), o Ministério da Saúde convida a população do Amapá a falar sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo.
As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população.
Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área.
Estado teve redução no número de fumantes
Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2026 trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023.
No Amapá, os dados de Macapá mostram uma trajetória de redução do tabagismo ao longo dos anos. Na capital amapaense, o percentual de adultos fumantes caiu de 17,5%, em 2006, para 8%, em 2023, uma redução de 9,5% pontos percentuais.
Busca por apoio no SUS aumentou quatro vezes mais no estado
Mesmo diante dessa redução, a procura por apoio para parar de fumar aumentou no Amapá, indicando a importância do acesso ao tratamento oferecido pelo SUS. Em todo o país, o também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022.
No estado, foram 13.385 atendimentos realizados em 2025, contra 3.211 em 2022 — um aumento de quatro vezes mais no total de atendimentos, segundo dados registrados pelo Ministério da Saúde.
O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde, onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região.
O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação.
Combate ao tabagismo no Brasil
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.
O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros.
Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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