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Adapar conscientiza municípios do Oeste sobre os riscos da raiva nos herbívoros

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Cerca de 40 servidores da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) se mobilizaram nesta semana, entre 29 de setembro e 1º de outubro, em municípios do Oeste para conscientizar sobre a raiva dos herbívoros. A iniciativa é o Adapar Educa a Campo – Enfrentamento contra a Raiva dos Herbívoros, uma ação direta em que os profissionais se locomovem para promover palestras, rodas de conversa e orientações no campo, alcançando diversos públicos, além dos produtores rurais.

A mobilização percorreu os municípios de Cascavel, Catanduvas, Ibema, Campo Bonito, Corbélia, Sertãozinho/Três Barras do Paraná, Quedas do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Medianeira, Lindoeste, Iguatu, Matelândia, Guaraniaçu e Diamante D’Oeste. O objetivo é levar informação e reforçar a importância da prevenção, uma vez que a raiva é uma zoonose, ou seja, afeta tanto animais quanto seres humanos e pode ser fatal.

“Este projeto tem o objetivo de conscientizar e engajar diferentes públicos, não só os produtores rurais, mas também médicos veterinários da iniciativa privada, profissionais das prefeituras, comerciantes de produtos veterinários, agentes de saúde e estudantes”, explica a chefe da Divisão de Raiva dos Herbívoros da Adapar, Elzira Pierre,.

Ela também ressaltou a importância das atividades. “É fundamental que todos compreendam as medidas de prevenção da raiva, porque essa é uma doença sem cura e que leva à morte depois que o animal contrai”.

MOBILIZAÇÃO – A ação dos fiscais de Defesa Agropecuária alcança diferentes setores da comunidade regional. Eventos em câmaras municipais, escolas e colégios agrícolas, cooperativas, sindicatos e prefeituras recebem os servidores da para debater o tema e esclarecer dúvidas.

A Cooperativa da Agricultura Familiar e Solidária (Cooplaf), em Cascavel, foi um dos locais visitados. O presidente da entidade, Aldair Alves, avaliou positivamente a iniciativa. “A vinda da Adapar até os produtores é uma inovação importante que ajuda a criar consciência de prevenção. Para nós, que prezamos por levar conhecimento aos cooperados, a ação foi muito bem-vinda e reforça que a prevenção é sempre o melhor caminho”, afirmou.

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Outra ação ocorreu na Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), onde responsáveis técnicos da cooperativa participaram de uma apresentação conduzida por médicos veterinários da Adapar. No encontro, os profissionais detalharam aspectos sobre a raiva dos herbívoros, reforçando a importância da prevenção e do cumprimento das medidas de biosseguridade para reduzir os riscos da doença na região. “Cabe a nós, na região que atuamos, orientar os produtores sobre a importância da vacinação”, reforçou Jefferson Douglas Gazzi, responsável técnico da área veterinária da Coopavel.

As escolas também foram contempladas. Em Catanduvas, alunos da rede municipal, do 1º ao 5º ano da Escola Frei Henrique de Soares, participaram de uma apresentação sobre a doença. Para a diretora Sirlei de Souza dos Passos, a atividade foi bem aproveitada pelos estudantes. “As palestrantes da Adapar trouxeram o tema para a realidade dos alunos, muitos deles filhos de produtores. Recebemos até retorno dos pais, relatando que os filhos chegaram em casa explicando o que aprenderam. Isso mostra o quanto a iniciativa foi positiva e inovadora”, destacou.

A coordenadora do Programa Adapar Educa a Campo, Cláudia Gebara, avaliou de forma positiva a mobilização nos municípios do Oeste. Para ela os encontros possibilitaram amplo espaço para esclarecimento de dúvidas a diferentes públicos, desde produtores até profissionais e estudantes de medicina veterinária. “Nossa principal mensagem é clara: vacinar é essencial. Essa mobilização está chegando a todas as camadas e movimentando toda a região Oeste do Paraná”.

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VACINAS – A mobilização acontece em um momento decisivo, logo após a publicação da portaria nº 368/2025, que tornou obrigatória a vacinação contra a raiva em 30 municípios da região Oeste. O produtor tem prazo de seis meses para se adequar à medida que foi adotada em razão do número elevado de focos registrados nos últimos anos e dos riscos à saúde pública. Em 2024, o Paraná confirmou 227 focos de raiva, sendo mais da metade nas regiões de Cascavel e Laranjeiras do Sul.

Até o final de setembro de 2025, já foram contabilizados 170 focos em 41 municípios, sendo 88 somente na região Oeste. A proximidade com o Parque Nacional do Iguaçu e a quantidade de pessoas que precisaram de tratamento após contato com animais suspeitos também reforçaram a necessidade da obrigatoriedade.

A raiva é uma zoonose que representa risco tanto para os rebanhos quanto para as pessoas. Transmitida principalmente pelo morcego hematófago, a doença causa prejuízos econômicos aos produtores e ameaça a saúde humana, já que não há cura após a manifestação dos sintomas. Por isso, a vacinação dos herbívoros e a educação sanitária são as principais medidas de controle. Em caso de suspeita/identificação dos sintomas, a Adapar deve ser notificada imediatamente.

No Paraná, a Adapar atua de forma contínua para orientar produtores e comunidades sobre a prevenção, com foco na biosseguridade e na vacinação dos rebanhos. A agência destaca que, em casos suspeitos, o produtor deve notificar imediatamente a Adapar.

Fonte: Governo PR

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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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