Agro
Açúcar sobe nas bolsas internacionais com preocupação climática na Índia, mas mercado físico brasileiro segue pressionado
O mercado internacional do açúcar encerrou a quarta-feira (17) com mais um dia de valorização nas principais bolsas globais, refletindo as crescentes preocupações com as condições climáticas na Índia, um dos maiores produtores mundiais da commodity. Apesar da alta no cenário externo, o mercado físico brasileiro permaneceu pressionado pelo aumento da oferta, levando a novas quedas nos preços do açúcar cristal.
Bolsas internacionais registram segundo pregão consecutivo de alta
Na bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em terreno positivo pelo segundo dia consecutivo. O vencimento julho de 2026 avançou 0,03 ponto e encerrou cotado a 13,85 cents de dólar por libra-peso.
Os demais contratos também registraram ganhos:
- Outubro/2026: 14,37 cents/lbp (+0,06 ponto);
- Março/2027: 15,27 cents/lbp (+0,09 ponto).
O movimento reflete a cautela dos investidores diante das incertezas climáticas que podem impactar a produção global nos próximos meses.
Açúcar branco também avança em Londres
Na ICE Futures Europe, os contratos do açúcar branco acompanharam a tendência de alta observada em Nova York.
Os principais vencimentos encerraram o pregão com os seguintes resultados:
- Agosto/2026: US$ 452,20 por tonelada (+US$ 2,30);
- Outubro/2026: US$ 443,80 por tonelada (+US$ 3,30);
- Dezembro/2026: US$ 439,80 por tonelada (+US$ 4,00).
O mercado segue monitorando os efeitos do regime de monções na Índia, onde o déficit de chuvas tem elevado as preocupações sobre o potencial produtivo da próxima safra.
Clima na Índia mantém suporte aos preços
Analistas apontam que o principal fator de sustentação das cotações internacionais continua sendo a situação climática no continente asiático. A irregularidade das chuvas durante a temporada de monções aumenta as incertezas sobre o desenvolvimento dos canaviais indianos, podendo comprometer a oferta global de açúcar.
Além disso, investidores acompanham atentamente os dados da safra brasileira, principal referência para o abastecimento mundial da commodity, especialmente neste período de maior moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul.
Mercado físico brasileiro amplia perdas em junho
Enquanto as bolsas internacionais avançam, o mercado doméstico segue enfrentando pressão baixista.
De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco em São Paulo foi negociada a R$ 91,48, registrando queda de 0,67% em relação ao dia anterior.
Com o novo recuo, o indicador acumula desvalorização de 1,63% ao longo de junho, reflexo da maior disponibilidade do produto no mercado e da postura mais cautelosa dos compradores nas negociações.
Etanol reage e encerra o dia em alta
No segmento dos biocombustíveis, o etanol hidratado apresentou leve recuperação.
Segundo o Indicador Diário Paulínia, o produto foi negociado a R$ 2.345,50 por metro cúbico, avanço de 0,24% frente ao pregão anterior.
Apesar da reação positiva, o combustível renovável ainda acumula queda de 0,26% no mês, refletindo a dinâmica de oferta elevada e a concorrência com os combustíveis fósseis.
Perspectivas para o mercado
Os próximos movimentos do mercado de açúcar deverão continuar condicionados às condições climáticas na Índia e ao desempenho da safra brasileira. Caso persistam os problemas relacionados às monções indianas, as cotações internacionais podem encontrar suporte adicional.
Por outro lado, no mercado interno, a ampla oferta de açúcar e a cautela dos compradores tendem a manter pressão sobre os preços físicos no curto prazo, mesmo diante do cenário externo mais favorável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Leilão Bonsmara Santa Silvéria 2026 destaca genética adaptada ao Brasil e alta fertilidade para pecuária de corte
A crescente busca por eficiência produtiva, maior fertilidade e adaptação às condições climáticas brasileiras tem impulsionado a demanda por genética bovina de alto desempenho. Nesse cenário, a raça Bonsmara vem ganhando espaço na pecuária nacional por reunir características estratégicas para sistemas de produção de carne mais rentáveis e sustentáveis.
Com esse propósito, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no dia 1º de julho, às 20h, o 22º Leilão Bonsmara Santa Silvéria. O evento será realizado em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, disponibilizando ao mercado reprodutores desenvolvidos dentro de um rigoroso programa de melhoramento genético voltado às necessidades da pecuária tropical.
Genética voltada para fertilidade e produtividade
Os animais ofertados no remate são resultado de décadas de seleção genética, avaliações de desempenho e aprimoramento contínuo do rebanho.
O foco do programa está na produção de touros férteis, adaptados às condições de campo e capazes de apresentar elevado desempenho reprodutivo mesmo em sistemas extensivos. Entre os atributos buscados estão precocidade, ganho de peso, eficiência produtiva e capacidade de cobertura em grandes áreas de pastagem.
Além disso, os reprodutores foram desenvolvidos para transmitir características que contribuem diretamente para o aumento da produtividade dos rebanhos comerciais, uma demanda cada vez mais presente na pecuária brasileira.
Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical
A expansão da raça Bonsmara no Brasil está diretamente relacionada à sua capacidade de combinar adaptação ao ambiente tropical com elevado potencial produtivo.
Originária da África do Sul, a raça foi desenvolvida para produzir carne de qualidade em condições climáticas desafiadoras, característica que favoreceu sua adaptação às diferentes regiões pecuárias brasileiras.
Introduzido no país em 1997, o Bonsmara passou por um longo processo de seleção e adaptação às condições locais, incorporando avaliações genéticas e genômicas que fortaleceram seu desempenho nos sistemas de produção nacionais.
Vigor híbrido amplia resultados nos cruzamentos
Um dos principais diferenciais da raça está na sua elevada capacidade de gerar heterose, conhecida também como vigor híbrido.
Nos cruzamentos industriais, o Bonsmara potencializa características importantes como fertilidade, adaptação ambiental, ganho de peso, eficiência alimentar e desempenho produtivo, resultando em animais mais competitivos e rentáveis para o produtor.
Por possuir origem genética distinta dos zebuínos e dos taurinos europeus, a raça oferece elevado potencial de complementaridade genética, favorecendo a obtenção de descendentes mais precoces, férteis e produtivos.
Além dos ganhos reprodutivos, os cruzamentos com Bonsmara também contribuem para a produção de carne de qualidade superior, característica valorizada tanto pelo mercado interno quanto pelos compradores internacionais.
Pioneirismo impulsionou o desenvolvimento da raça no Brasil
A Fazenda Santa Silvéria é considerada uma das pioneiras na introdução e desenvolvimento da raça Bonsmara no Brasil.
Segundo a proprietária da fazenda, Clélia Pacheco, o interesse pela raça surgiu da necessidade de encontrar uma alternativa genética que permitisse manter a precocidade das fêmeas oriundas de cruzamentos com Angus sem abrir mão da adaptação ao ambiente tropical, da fertilidade e dos benefícios da heterose.
Os resultados obtidos ao longo dos anos confirmaram o potencial da raça para as condições brasileiras, estimulando investimentos na criação de animais puros e no desenvolvimento de um programa de seleção voltado para as demandas da pecuária nacional.
Oportunidade para investir em genética validada a campo
O 22º Leilão Bonsmara Santa Silvéria chega ao mercado em um momento de crescente profissionalização da pecuária de corte, quando a genética se torna um dos principais fatores para aumento da produtividade e da rentabilidade das fazendas.
A expectativa é atrair produtores interessados em incorporar ao rebanho animais desenvolvidos e avaliados em condições reais de produção, com foco em fertilidade, adaptação, eficiência e qualidade da carne.
Com genética consolidada, histórico de resultados comprovados e forte adaptação aos sistemas tropicais, o Bonsmara reforça sua posição como uma das alternativas mais promissoras para os pecuaristas que buscam maior desempenho produtivo e competitividade no mercado da carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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