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Açúcar recua nas bolsas internacionais e amplia perdas no Brasil com pressão da oferta

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O mercado do açúcar voltou a registrar queda nesta quarta-feira (15), reforçando o cenário de pressão sobre os preços diante da ampla oferta global. O movimento foi observado tanto nas bolsas internacionais quanto no mercado interno brasileiro, mantendo o viés negativo das últimas semanas.

Cotações do açúcar recuam nas bolsas internacionais

As negociações nas principais bolsas globais voltaram a operar em baixa após uma leve recuperação no pregão anterior.

Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em maio/26 foi negociado a 13,72 cents de dólar por libra-peso, com queda de 16 pontos. Já o contrato julho/26 operava próximo de 13,93 cents/lbp ao longo da manhã, também refletindo o movimento de desvalorização.

Em Londres, o açúcar branco acompanhou a tendência negativa. O contrato maio/26 foi cotado a US$ 418,70 por tonelada, com recuo de 55 pontos. O vencimento agosto/26 também apresentou queda, sendo negociado a US$ 415,10 por tonelada.

Oferta global elevada mantém pressão sobre o mercado

O aumento da oferta global segue como principal fator de influência sobre os preços do açúcar. Esse cenário tem limitado reações mais consistentes nas cotações e reforça o ambiente de cautela entre os agentes do mercado.

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A disponibilidade elevada do produto no cenário internacional contribui para a continuidade do movimento de ajuste nos preços.

Mercado interno registra queda no preço do açúcar

No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou recuo de 2,10% nesta quarta-feira (15).

Com isso, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 99,37. No acumulado de abril, o indicador já apresenta queda de 5,77%, evidenciando um movimento de correção após a valorização observada no mês anterior.

Etanol amplia perdas no início de abril

O mercado de etanol também seguiu pressionado no estado de São Paulo. O Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.710,50 por metro cúbico, com queda de 0,57% no comparativo diário.

No acumulado do mês, a desvalorização chega a 10,47%, indicando a continuidade da pressão sobre os preços do biocombustível neste início de abril.

Tendência segue negativa no curto prazo

Diante da oferta global elevada e da ausência de fatores que sustentem uma recuperação consistente, o mercado do açúcar deve permanecer sob pressão no curto prazo. No Brasil, os preços continuam refletindo o cenário internacional, com impactos também sobre o setor de biocombustíveis.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

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O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.

Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história

O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.

A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.

Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras

Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.

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A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.

Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento

A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.

Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.

Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas

Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.

O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.

Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.

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Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.

As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.

Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior

Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.

Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.

“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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