Agro
Açúcar amplia quedas nas bolsas internacionais e no mercado brasileiro
Bolsas internacionais registram novas baixas
O mercado do açúcar voltou a operar em queda nesta terça-feira (7), ampliando o movimento de desvalorização observado desde o início da semana nas principais bolsas internacionais.
Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em baixa. O vencimento maio/26 recuou 0,39 centavo, fechando a 14,58 cents de dólar por libra-peso. O contrato julho/26 caiu 0,37 centavo, para 14,79 cents/lbp, enquanto o outubro/26 também registrou queda de 0,37 centavo, encerrando a 15,20 cents/lbp. Os contratos de longo prazo acompanharam o movimento negativo.
Mercado em Londres acompanha tendência de queda
Em Londres, o açúcar branco também apresentou desvalorização generalizada. O contrato maio/26 caiu US$ 7,00, sendo negociado a US$ 428,70 por tonelada.
Já o agosto/26 recuou US$ 7,90, para US$ 431,50, enquanto o outubro/26 perdeu US$ 8,30, fechando a US$ 434,80 por tonelada. Os demais vencimentos também registraram perdas relevantes.
Indicador CEPEA/ESALQ aponta recuo no mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou queda de 0,75% nesta terça-feira (7). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 103,38.
Com o resultado, o indicador acumula retração de 1,97% em abril, indicando continuidade do movimento de ajuste após a valorização observada no mês anterior.
Maior oferta global pressiona cotações
Segundo análises de mercado, a pressão sobre os preços está relacionada à expectativa de aumento da oferta global.
Na Índia, o governo sinalizou que não pretende restringir as exportações neste ano, enquanto a produção do país avançou 9% entre outubro e março da safra 2025/26, totalizando 27,12 milhões de toneladas.
No Brasil, dados da UNICA apontam produção de 40,25 milhões de toneladas na região Centro-Sul, com alta de 0,7% e aumento do mix açucareiro para 50,61%.
No cenário internacional, consultorias e a Organização Internacional do Açúcar (ISO) projetam superávit global de 1,22 milhão de toneladas na safra 2025/26, com produção estimada em 181,3 milhões de toneladas.
Etanol também recua no mercado paulista
O mercado de etanol em São Paulo segue a mesma tendência de queda. O Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.917,00 por metro cúbico nesta terça-feira (7), com recuo de 1,07% no comparativo diário.
No acumulado de abril, a queda já chega a 3,65%, reforçando o cenário de pressão sobre os preços do biocombustível neste início de mês.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Safra de feijão no Paraná é revisada para baixo em 2026 após perdas climáticas
A produção de feijão da segunda safra no estado do Paraná foi revisada para baixo em 2026, refletindo perdas significativas provocadas por condições climáticas adversas ao longo do ciclo produtivo. As novas projeções indicam forte retração na colheita e acendem alerta para o setor agrícola estadual.
De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, a produção está estimada em 332,1 mil toneladas.
O volume representa uma queda aproximada de 38% em comparação com a safra anterior e recuo de cerca de 21% frente às expectativas iniciais para o ciclo.
Clima adverso compromete desenvolvimento das lavouras
Segundo o levantamento técnico, o principal fator responsável pela redução do potencial produtivo foi a irregularidade climática observada ao longo do desenvolvimento da cultura.
A estiagem prolongada afetou diretamente o crescimento das plantas em fases críticas, limitando o desenvolvimento vegetativo e reduzindo o potencial de formação de grãos.
Na sequência, a ocorrência de geadas agravou as perdas, principalmente em regiões do sul do estado, onde os danos às lavouras foram mais intensos. O conjunto desses eventos climáticos resultou em quebra significativa de produtividade.
Impacto econômico e relevância da cultura no estado
O feijão é uma das culturas mais tradicionais da agricultura paranaense e desempenha papel estratégico tanto no abastecimento interno quanto na geração de renda para pequenos e médios produtores.
Com a revisão negativa das estimativas, o setor acompanha de perto os efeitos da quebra de safra sobre a oferta do grão e possíveis impactos no mercado ao longo do ano.
A redução na produção reforça a sensibilidade da cultura às variações climáticas e a importância do planejamento agrícola e do manejo de risco para mitigar perdas em safras futuras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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