Agro
Acordo Mercosul-União Europeia não deve impactar preços nem qualidade do azeite no Brasil, diz Ibraoliva
O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) afirmou que o avanço do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia não trará mudanças significativas para o mercado de azeite no Brasil. Segundo nota divulgada pela entidade, os produtos europeus já chegam ao país com tarifa de importação zerada desde março de 2025, o que torna improvável qualquer redução de preços ao consumidor.
De acordo com o Ibraoliva, a recente aprovação do texto-base do acordo pelo Parlamento Europeu aproxima a formalização do tratado, mas, no caso do azeite, não há impacto tributário adicional que justifique uma queda nos preços ou alteração nas condições de mercado.
Azeites europeus de baixa qualidade seguem dominando as gôndolas
A entidade também rebateu a ideia de que o acordo poderia elevar a qualidade dos azeites europeus vendidos no Brasil. Conforme o Ibraoliva, o país continuará recebendo produtos de qualidade inferior, muitas vezes rotulados como “extravirgens”, mas que não atendem aos critérios técnicos dessa classificação.
Esses azeites, segundo a nota, chegam ao mercado nacional sem informações claras sobre procedência e safra — características que diferenciam o produto brasileiro, considerado premium e com rastreabilidade garantida.
Azeite brasileiro mantém padrão premium e não concorre com o importado
O instituto destacou que o azeite produzido no Brasil é genuinamente extravirgem, resultado de um processo rigoroso que envolve tecnologia, controle de qualidade e rastreabilidade. Por esse motivo, o produto nacional não compete diretamente com os azeites de baixa qualidade importados da Europa, que continuam sendo destinados ao mercado de consumo em larga escala.
Setor cobra políticas de reciprocidade e apoio à produção nacional
Na avaliação do Ibraoliva, é essencial que o governo brasileiro adote políticas de reciprocidade frente aos produtores europeus, que contam com incentivos, subsídios e menor carga tributária. O setor nacional, por outro lado, enfrenta altos impostos e carece de políticas públicas de fomento, o que afeta diretamente sua competitividade.
A entidade defende que a correção dessas assimetrias é indispensável para fortalecer a cadeia produtiva da olivicultura no país, baseada em qualidade, origem comprovada e valorização do produto nacional.
Nota oficial reforça compromisso com o desenvolvimento da olivicultura brasileira
O Ibraoliva afirmou acompanhar as negociações entre os blocos há mais de duas décadas e reafirmou seu apoio ao livre comércio, desde que haja condições equilibradas para os produtores brasileiros.
“Essas desigualdades comprometem a competitividade do azeite nacional e precisam ser corrigidas. O fortalecimento do setor depende de um ambiente regulatório justo, com incentivos adequados e políticas públicas eficazes”, destacou a diretoria do instituto.
O documento reforça que o azeite brasileiro possui qualidade superior ao produto europeu que chega aos supermercados e que o apoio do Estado é essencial para o crescimento sustentável da olivicultura no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Dia de Campo em MS destaca genética Nelore e produção de carcaça premium na pecuária brasileira
A busca por padronização e produção de carne de alta qualidade será o foco do Dia de Campo promovido pela Agropecuária Maragogipe, nesta sexta-feira (15/05), em Itaquiraí, no Mato Grosso do Sul. O encontro reunirá pecuaristas, técnicos e especialistas do setor para discutir estratégias de melhoramento genético voltadas à produção de carcaças premium na pecuária brasileira.
Realizado na sede da propriedade do criador Wilson Brochmann, o evento terá uma programação técnica voltada à evolução genética do rebanho Nelore Ceip, com destaque para ferramentas de seleção e avaliação de desempenho utilizadas pela fazenda ao longo das últimas décadas.
Entre os palestrantes confirmados está o zootecnista e diretor da Maragogipe, Lucas Marques, responsável por apresentar os processos de seleção genética adotados pela propriedade. A programação também contará com a participação da diretora técnica da DGT Brasil, Liliane Suguisawa, que detalhará os dados de ultrassonografia de carcaça utilizados no novo Programa Maragogipe Prime.
Segundo os organizadores, o projeto representa um avanço importante para a pecuária de corte, ao incorporar informações inéditas em animais Nelore Ceip por meio de exames realizados em reprodutores e matrizes do plantel.
Programa Maragogipe Prime aposta em dados de carcaça para elevar qualidade da carne
De acordo com Wilson Brochmann, o objetivo é ampliar a eficiência da seleção genética, priorizando características de alta herdabilidade associadas à produção de carne premium.
“O uso da ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica para acelerar o ganho genético e produzir descendentes superiores”, destaca o criador.
A base genética da fazenda é sustentada pelas fêmeas integrantes do programa DeltaGen, considerado um dos pilares do melhoramento genético desenvolvido pela Maragogipe ao longo de mais de 50 anos.
Leilão ofertará touros, novilhas prenhas e genética superior Nelore Ceip
Após o ciclo de palestras, será realizado o 2º Leilão Maragogipe, com início às 14h, horário de Brasília. Ao todo, serão ofertados 112 animais superiores do rebanho da propriedade.
A oferta inclui:
- 80 touros da geração 2024;
- 30 novilhas super precoces prenhas;
- duas doadoras;
- pacotes de embriões;
- exemplares de Jumento Nacional.
Os animais chegam à pista acompanhados de informações adicionais geradas pelo Programa Maragogipe Prime, agregando dados técnicos relacionados à qualidade de carcaça e desempenho genético.
Evento reúne empresas, centrais de genética e parceiros do agronegócio
O Dia de Campo e o leilão contam com o oferecimento de empresas como Copasul, Friboi, Inbra/Inbeef, IFB, Inframata, Inpasa e Tecnobeef.
O evento também recebe patrocínio de Agro Jangada, Mineração Oroyte, MSD, Shark Tratores e Zoetis, além do apoio de centrais e parceiros ligados ao melhoramento genético, reprodução animal e insumos para a pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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