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Agro

Acordo Mercosul-União Europeia inaugura nova era para o agro brasileiro, avaliam especialistas

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A entrada em vigor do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em 1º de maio de 2026, marca o início de uma transformação histórica para o agronegócio brasileiro. Essa é a avaliação dos especialistas Hugo Centurion e Patrícia Cesarino, que classificam o tratado como um divisor de águas para a competitividade do agro nacional.

Segundo os autores, mais do que um acordo comercial, o tratado representa uma mudança estrutural na forma como o Brasil se posiciona no mercado internacional.

“O acordo começa forte, mas seu verdadeiro impacto será percebido ao longo dos próximos anos, na consolidação das cadeias exportadoras brasileiras”, destacam.

Especialistas avaliam que acordo cria oportunidade histórica para o agro

Na análise de Centurion e Cesarino, o acordo não cria competitividade para o Brasil, mas remove barreiras que historicamente limitavam o potencial exportador do país.

Os especialistas ressaltam que o cronograma gradual de liberalização tarifária permitirá que o agronegócio brasileiro amplie presença na Europa de forma consistente nos próximos 5 a 10 anos.

Atualmente, mais de 80% das exportações brasileiras destinadas à União Europeia passam a contar com tarifa zero já na entrada em vigor do tratado. No agro, cerca de 39% dos produtos brasileiros terão acesso imediato sem tarifas.

Para os autores, esse cenário abre espaço especialmente para produtos com maior valor agregado.

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Fruticultura brasileira deve ser uma das maiores beneficiadas

Hugo Centurion e Patrícia Cesarino avaliam que o setor de frutas tende a ser o principal beneficiado no curto prazo, devido à combinação entre alta demanda europeia e baixa proteção tarifária para produtos tropicais.

“Frutas como abacate, melão, uva e maçã terão vantagens importantes porque muitas delas não estarão sujeitas a cotas, eliminando uma das principais barreiras históricas ao crescimento das exportações”, analisam.

Segundo os especialistas, o Brasil reúne vantagens competitivas naturais relevantes:

  • Produção em contra-estação em relação à Europa;
  • Diversidade climática;
  • Capacidade de oferta contínua;
  • Custos competitivos de produção.

Para os autores, o acordo apenas libera um potencial exportador que já existia, mas permanecia limitado pelas tarifas europeias.

Café brasileiro ganha espaço para produtos premium

Outro ponto destacado na análise é o impacto direto sobre a cadeia do café.

Os especialistas afirmam que o tratado favorece especialmente cafés industrializados, especiais e produtos de maior valor agregado, já que o setor passa a operar com tarifa zerada desde o início da vigência.

“Em um mercado sofisticado como o europeu, o Brasil poderá ampliar margens, diferenciar produtos e consolidar marcas próprias”, afirmam.

Na avaliação dos autores, a tendência é de fortalecimento da industrialização e da exportação de produtos processados, reduzindo a dependência exclusiva das commodities agrícolas.

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União Europeia exigirá nova postura do produtor brasileiro

Apesar das oportunidades, Centurion e Cesarino alertam que o acordo também eleva significativamente o nível de exigência técnica e ambiental.

Segundo os especialistas, o mercado europeu continuará sendo um dos mais rigorosos do mundo em temas como:

  • Rastreabilidade;
  • Sustentabilidade;
  • Resíduos químicos;
  • Certificações internacionais;
  • Compliance agrícola.

Para os autores, produtores e agroindústrias precisarão acelerar investimentos em tecnologia, gestão e controle produtivo para atender às exigências do novo ambiente comercial.

Especialistas apontam cinco pilares para competitividade

Na avaliação de Hugo Centurion e Patrícia Cesarino, o sucesso do agro brasileiro dentro do acordo dependerá da capacidade do setor em avançar em cinco frentes estratégicas:

Profissionalização e rastreabilidade;

  • Adoção de tecnologias sustentáveis;
  • Redução de resíduos químicos;
  • Ampliação do valor agregado;
  • Integração entre produtores, cooperativas e exportadores.

Os autores afirmam que os próximos anos serão decisivos para definir quais cadeias produtivas conseguirão transformar a abertura comercial em ganhos permanentes de mercado.

“O desafio do produtor brasileiro não será apenas vender mais, mas vender melhor”, concluem os especialistas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar sobe e encosta em R$ 4,92 com atenção do mercado ao cenário global; Ibovespa recua

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O mercado financeiro brasileiro iniciou esta quarta-feira (13) com volatilidade. O dólar opera em alta frente ao real, enquanto o Ibovespa registra queda, em um ambiente de cautela global influenciado por expectativas em torno do encontro entre o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, além de ajustes técnicos no mercado.

Câmbio: dólar hoje sobe e é cotado a R$ 4,92

Por volta das 10h20, o dólar comercial avançava 0,52%, sendo negociado a R$ 4,9212, após encerrar a véspera em leve alta de 0,09%, cotado a R$ 4,8955.

O movimento reflete um cenário de aversão moderada ao risco, com investidores atentos a indicadores globais e à possibilidade de mudanças no fluxo de capitais internacionais.

Desempenho do dólar:

  • Alta no dia: +0,52% (R$ 4,9212)
  • Semana: +0,03%
  • Mês: -1,14%
  • Ano: -10,81%

Apesar da alta no pregão, a moeda norte-americana ainda acumula forte queda no ano, refletindo um período de maior entrada de recursos em economias emergentes e ajustes no cenário de juros globais.

Bolsa brasileira: Ibovespa opera em queda

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), também abriu o dia em baixa. No mesmo horário, o índice recuava 0,24%, aos 179.904 pontos, após ter encerrado a sessão anterior com queda de 0,86%, aos 180.342 pontos.

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A pressão vendedora ocorre em meio à realização de lucros e cautela dos investidores diante do cenário externo, além de ajustes após recentes altas acumuladas.

Desempenho do Ibovespa:

  • Dia: -0,24% (179.904 pontos)
  • Semana: -2,05%
  • Mês: -3,72%
  • Ano: +11,93%

Mesmo com a correção recente, o índice ainda mantém desempenho positivo no acumulado de 2026, sustentado por setores ligados a commodities e expectativas de crescimento moderado da economia brasileira.

Cenário global influencia mercados

O comportamento dos ativos nesta sessão é influenciado por um ambiente internacional de cautela, com investidores monitorando fatores geopolíticos e possíveis sinais de negociação entre grandes economias, como Estados Unidos e China.

Esse cenário tende a impactar diretamente moedas de países emergentes e o fluxo de capitais na Bolsa brasileira, especialmente em setores mais sensíveis ao risco externo.

Resumo do mercado financeiro
  • Dólar sobe e é cotado a R$ 4,9212
  • Ibovespa recua para 179.904 pontos
  • Mercado reage a fatores externos e realização de lucros
  • Tendência ainda é de volatilidade no curto prazo

O dia segue marcado por ajustes e atenção dos investidores a novos desdobramentos no cenário internacional e nos indicadores econômicos globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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